Economia
Brasil chega a 29.818 empresas exportadoras, maior número da série histórica
O Brasil encerrou 2025 com 29.818 empresas exportadoras, o maior número da série histórica, segundo o Relatório Anual de Comércio Exterior por Porte de Empresas, produzido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado mostrou aumento de 971 empresas em relação a 2024, crescimento de 3,4%.
Das 971 novas empresas exportadoras, 592 são empresas médias e grandes, representando 59,6% do total das novas empresas que passaram a exportar. Em 2025, esse grupo somou 17.764 firmas.
De 2024 para 2025, 390 firmas do conjunto de microempresas, pequenas empresas e MEIs passaram a exportar. No total, esse grupo soma 11.822 negócios. Desse total, é destaque o avanço das microempresas, que cresceram em 242, totalizando 6 mil exportadoras no ano.
“Apesar de um cenário internacional desafiador, o Brasil alcançou, em 2025, recorde histórico nas exportações e na corrente de comércio. Agora anunciamos mais um marco: o maior número de empresas exportadoras da série histórica. Esse resultado demonstra que a agenda de comércio exterior conduzida pelo governo tem gerado bons resultados”, destacou o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.
Indústria lidera base exportadora
A indústria de transformação permanece como o setor com mais empresas exportadoras: 27.013 em 2025, 838 a mais do que no ano anterior. Nesse segmento, o número de empresas médias e grandes cresceu em 517, enquanto as de menor porte registraram acréscimo de 321.
Expansão em todas as regiões
Todas as regiões do país apresentaram crescimento em 2025, com destaque para o Sudeste e o Sul:
- Sudeste: + 549 empresas
- Sul: + 394 empresas
- Centro Oeste: + 33 empresas
- Nordeste: + 31 empresas
- Norte: + 23 empresas
No recorte das empresas de menor porte, o Centro- Oeste registrou o maior crescimento relativo, de 8,6%, passando de 395 para 429 firmas exportadoras. Em termos absolutos, o maior aumento ocorreu no Sudeste, com 178 empresas adicionais, totalizando 6.
Importações também avançam
O número de empresas importadoras alcançou 60.115 em 2025, crescimento de 7,6% em relação ao ano anterior, o que representa 4.238 empresas a mais.
As empresas médias e grandes registraram aumento de 5,5%, com 1.517 importadoras adicionais, enquanto as empresas de menor porte apresentaram expansão de 9,5%, com 2.624 novas importadoras.
Comércio exterior e o fortalecimento da cultura exportadora
O desempenho recorde das exportações brasileiras é resultado de um esforço conjunto do setor público e do setor privado para ampliar a base exportadora, fortalecer a competitividade das empresas e ampliar a inserção internacional da economia brasileira.
A agenda de comércio exterior tem sido conduzida de forma estruturada, com ações como o aperfeiçoamento do sistema tributário, a ampliação de instrumentos de financiamento e garantia, a negociação de acordos comerciais, a abertura de novos mercados, a oferta de inteligência comercial e a promoção da cultura exportadora.
Nesse contexto, destaca-se a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), instituída pelo Decreto nº 11.593/2023, que articula União, estados, municípios e entidades privadas para difundir a cultura exportadora e ampliar a participação de micro, pequenas e médias empresas no comércio exterior.
A agenda também incorpora iniciativas de inclusão produtiva e diversificação da base exportadora, como o programa Elas Exportam, desenvolvido em parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e a ApexBrasil, contribuindo para um comércio exterior mais inclusivo, competitivo e representativo da economia brasileira.
Saiba mais em PNCE.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
MDIC e CGU debatem sobre transparência e gestão de ativos intelectuais no setor público
A Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), realiza, no próximo 12 de maio, em Brasília (DF), evento voltado ao fortalecimento do registro e da mensuração de ativos de propriedade intelectual produzidos por Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs).
A iniciativa integra a Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI) e reforça a agenda do governo federal para ampliar a transparência, a governança e o uso estratégico das tecnologias desenvolvidas no setor público.
Para o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, organizar esses ativos é parte central da política de desenvolvimento. “O Brasil investe na geração de conhecimento e inovação. Precisamos garantir que esse ativo seja bem gerido, tenha transparência e gere resultado para a economia e para a sociedade”, afirmou.
Na prática, o debate trata de um tema central: como dar mais visibilidade às tecnologias criadas com recursos públicos e ampliar seu potencial de gerar inovação, parcerias e soluções concretas.
Transparência e melhor uso das tecnologias públicas
Grande parte das tecnologias desenvolvidas no Brasil nasce dentro de universidades, institutos de pesquisa e centros de inovação públicos, responsáveis por cerca de 30% das propriedades intelectuais geradas.
O desafio é garantir que essas tecnologias sejam bem registradas, acompanhadas e utilizadas de forma estratégica.
O evento vai discutir:
- como qualificar o registro dessas tecnologias
- como ampliar a transparência sobre seu uso
- como orientar decisões sobre sua aplicação
Do conhecimento à aplicação
Um dos pontos centrais do encontro é diferenciar dois processos importantes:
- valoração, quando a tecnologia recebe um preço para negociação com o setor privado
- mensuração, quando ela é registrada como patrimônio da instituição que a desenvolveu
Essa distinção contribui para uma gestão mais organizada e segura, facilitando parcerias e ampliando as chances de que essas inovações cheguem ao mercado.
Pedro Ivo também destacou o impacto direto na competitividade. “Quando organizamos melhor esses ativos, aumentamos a capacidade de transformar conhecimento em inovação, atrair investimentos e gerar emprego de qualidade”, disse.
Fortalecimento da inovação e da governança
Voltado a gestores de Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), contadores e auditores internos, o encontro reforça o papel dessas áreas na organização e no aproveitamento das tecnologias produzidas.
A iniciativa também contribui para o desenvolvimento de uma agenda ainda pouco explorada no Brasil: a construção de conhecimento técnico sobre como registrar e acompanhar o valor das inovações públicas.
Ao avançar nessa agenda, o governo federal fortalece a governança, amplia a confiança nas instituições e potencializa o impacto econômico e social das tecnologias desenvolvidas com recursos públicos.
Serviço:
Evento: Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI) – Desafios de mensuração de PI por ICT pública
Data: 12 de maio
Local: Auditório Anadyr de Mendonça, Sede da CGU – Brasília (DF)
Horário: 9h às 12h20
Transmissão:
https://www.youtube.com/cguoficial
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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