Agro
Ministro Fávaro lança Programa Acredita Sebrae em Mato Grosso para fortalecer empreendedorismo
Nesta sexta-feira (6), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ao lado do presidente do Sebrae, Décio Lima, lançou, em Cuiabá (MT), o Programa Acredita Sebrae. A iniciativa chega ao estado mato-grossense para facilitar o acesso ao crédito para empreendedores da região. O evento foi realizado no Espaço Ágora.
O Programa Acredita Sebrae é destinado à ampliação de crédito para micro e pequenas empresas, com condições especiais, melhores taxas de juros e até 80% do valor do empréstimo garantido pelo Fundo de Aval para Micro e Pequena Empresa do Sebrae (Fampe). Além do crédito facilitado, o empreendedor conta com o acompanhamento técnico do Sebrae, fortalecendo a sustentabilidade dos pequenos negócios.
Em seu discurso, o ministro Fávaro destacou uma frase do presidente Lula. “Ele diz que muito dinheiro concentrado na mão de poucas pessoas gera tristeza, desigualdade e enfraquece a economia. Quando há pouco dinheiro na mão de muitas pessoas, o resultado é prosperidade”, destacou.
“E, para que a gente possa colocar mais recursos na mão das pessoas, chega então o Programa Acredita. É isso que nós estamos fazendo aqui: trazendo oportunidade para o sonho do trabalhador, que quer começar a empreender e ter a oportunidade de tirar dali a sobrevivência da sua família”, completou Fávaro.
O presidente do Sebrae, Décio Lima, destacou a importância da iniciativa. “O crédito nos permite antecipar a qualidade de vida e melhorar a nossa vida. Portanto, nós temos que entender que o crédito é importante. Mas 38% da pequena economia não acessa o crédito porque não tem garantia. O pequeno chega ao banco e não consegue oferecer garantia. O que nós, do Sebrae, estamos aqui, nesta manhã, entregando para vocês? O aval, a garantia. Vocês não precisam oferecer qualquer garantia para obter o Acredita do Sebrae”, explicou Décio.
Desde 2024, o Sebrae já viabilizou mais de 133 mil operações de crédito que totalizaram R$ 11 bilhões em empréstimos.
Na ocasião, também foi realizada a assinatura da parceria com o BTG Pactual como operador do Fundo Garantidor BNDES e Sebrae (FGBS). A contratação será realizada de forma 100% digital. O financiamento é destinado a microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano. No total, o fundo pode alavancar mais de R$ 9,4 bilhões em crédito para o setor.
Com taxas a partir de 1,5% ao mês, os empréstimos poderão ser pagos em até 60 parcelas. Além disso, os clientes terão carência de até 12 meses para começar a pagar o financiamento. A adesão será realizada por meio do app BTG Pactual Empresas, que possibilita a análise de crédito, a aprovação de operações automáticas e o desembolso do recurso no mesmo dia.
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Agro
Preço do milho recua em maio com expectativa da segunda safra e pressão do mercado externo
O mercado brasileiro de milho encerrou maio em ritmo de queda nos preços, refletindo a expectativa pela chegada da segunda safra ao mercado, estimada em mais de 99 milhões de toneladas, além da pressão exercida pelo cenário internacional e pelo câmbio mais valorizado ao longo do mês.
De acordo com levantamento da Consultoria Safras & Mercado, os produtores intensificaram a oferta de milho durante maio, embora ainda tentando sustentar preços mais elevados. Do outro lado, consumidores adotaram postura cautelosa, realizando apenas compras pontuais para reposição imediata, na expectativa de novas baixas nas cotações com o avanço da colheita da safrinha.
A colheita da segunda safra começa a ganhar ritmo em junho, o que tende a ampliar a pressão sobre os preços internos. Além disso, a valorização do real frente ao dólar reduziu a competitividade do milho brasileiro nos portos, impactando diretamente a formação dos preços domésticos.
Clima reduz preocupação com geadas, mas seca preocupa em Goiás e Minas Gerais
As previsões de geadas nas principais regiões produtoras não se confirmaram ao longo de maio, mantendo as lavouras de milho em boas condições na maior parte do país. O cenário climático acabou favorecendo o desenvolvimento da segunda safra e afastando temores de perdas mais significativas.
Entretanto, produtores de Goiás e Minas Gerais seguem em alerta devido à escassez de chuvas. A falta de precipitações pode comprometer a produtividade das lavouras e provocar perdas localizadas na reta final do ciclo.
Bolsa de Chicago cai com clima favorável nos Estados Unidos
No mercado internacional, os contratos futuros do milho na Bolsa de Chicago registraram predominância de baixa, especialmente na segunda metade de maio. O avanço do plantio e as condições climáticas favoráveis no cinturão produtor dos Estados Unidos aumentaram as perspectivas de uma safra robusta no país.
Outro fator que influenciou negativamente as cotações foi a expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A possibilidade de um acordo ajudou a pressionar os preços do petróleo, reduzindo o suporte ao mercado de biocombustíveis e contribuindo para a queda do milho em Chicago.
Preços do milho registram queda em diversas regiões produtoras
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 61,25 em 28 de maio, representando retração de 2,44% frente aos R$ 62,78 registrados no fim de abril.
No Paraná, a cotação em Cascavel caiu 4,76%, passando de R$ 63,00 para R$ 60,00 por saca. Em Campinas (SP), no mercado CIF, o milho recuou 5%, encerrando o mês em R$ 66,50.
Na região da Mogiana paulista, a desvalorização foi ainda mais intensa, com queda de 7,69%, saindo de R$ 65,00 para R$ 60,00 por saca.
Em Rio Verde, Goiás, o cereal fechou maio cotado a R$ 57,00, recuo de 5% em relação ao mês anterior. Já em Rondonópolis (MT), os preços permaneceram estáveis em R$ 52,00 por saca.
No Rio Grande do Sul, Erechim registrou leve queda de 0,74%, com a saca negociada a R$ 67,50. Em Uberlândia (MG), os preços permaneceram estáveis em R$ 59,00.
Exportações de milho disparam em maio
As exportações brasileiras de milho apresentaram forte avanço em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 201,735 mil toneladas do cereal nos primeiros 15 dias úteis do mês, com média diária de 13,449 mil toneladas.
A receita obtida com as exportações somou US$ 53,774 milhões no período, com média diária de US$ 3,585 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 266,60.
Na comparação com maio de 2025, houve crescimento de 314,1% no valor médio diário exportado e avanço expressivo de 625,5% no volume médio diário embarcado. Em contrapartida, o preço médio da tonelada apresentou desvalorização de 42,9%.
O mercado segue atento ao avanço da colheita da segunda safra no Brasil, ao comportamento do câmbio e às condições climáticas nos Estados Unidos, fatores que devem continuar determinando a direção dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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