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Brasil

Após leilão, POA26 deve dobrar movimentação de cargas para 624 mil toneladas por ano

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Cerca de 624 mil toneladas de cargas por ano. Essa é a estimativa de movimentação no POA26, em Porto Alegre (RS), a partir do terceiro ano de contrato com o novo administrador da área, o Consórcio Portos do Sul, que arrematou o terminal no primeiro bloco de leilões portuários, promovido pelo Ministério de Portos e Aeroportos em fevereiro. O volume representa quase o dobro das 321 mil toneladas atualmente registradas. A projeção considera o investimento de R$ 21,13 milhões em benfeitorias e modernização da estrutura, conforme previsto no edital de licitação. 

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a concessão do POA26 potencializa o Rio Grande do Sul como um polo de integração regional sul-americano. “A gente tem que potencializar ainda mais o estado gaúcho para ser um hub logístico da integração regional, porque ele fica no eixo da América do Sul. Tudo isso vai se revelando em grandes leilões; e essas concessões vem dando resultados ao povo brasileiro”, ressalta.   
 
Além de modernizar o terminal, o arrendatário terá que adquirir os equipamentos necessários para operacionalizá-lo. Também deve fazer a pavimentação, a drenagem, a distribuição elétrica e a iluminação do local. O projeto inclui ainda dois novos armazéns com área total de 14.000 m².  
 
Como o espaço foi bastante impactado pelas enchentes de 2024, segundo o secretário nacional de Portos, Alex Sandro de Ávila, o arrendamento contribui para recuperar e ampliar investimentos. “As grandes intempéries climáticas afetaram sobremaneira a região e o porto da capital gaúcha. Então, quando nós conseguimos avançar e fazer esse leilão, nós damos continuidade ao desenvolvimento, gerando emprego, renda e investimento ali”, explica. 
 
O secretário afirma ainda que o arrendamento do POA26 representa mais um passo na reconstrução e no fortalecimento da atividade portuária do estado como um todo. “o leilão vem exatamente ao encontro do que a Autoridade Portuária gaúcha está fazendo, já que ela contratou as dragagens para a região. Agora, com a licitação realizada, logo teremos um novo terminal, com mais investimentos e cargas sendo movimentadas”, ressalta. 

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Localizado na margem esquerda do rio Guaíba, na parte noroeste de Porto Alegre, a área de influência do porto da capital gaúcha abrange o estado do Rio Grande do Sul, principalmente o eixo Porto Alegre – Caxias e municípios vizinhos. Já o POA 26 tem 22.052,40 m² e está localizado na Poligonal do Porto. É destinado à movimentação e armazenagem de granel sólido, como fertilizantes e grãos.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Brasil

MME publica diretrizes para leilão inédito de armazenamento de energia em baterias no Brasil

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O Ministério de Minas e Energia publicou, nesta quarta-feira (3/6), a Portaria Normativa que estabelece as diretrizes e a sistemática do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência, por meio de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias – LRCAP de 2026 – Armazenamento. A medida representa um marco para a modernização do setor elétrico brasileiro, ao viabilizar a contratação de sistemas de baterias em larga escala para reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a iniciativa une segurança energética, transição energética e a política industrial desenvolvida pelo governo liderado pelo presidente Lula. 

“O Brasil dá mais um passo decisivo para modernizar o seu sistema elétrico. O leilão de baterias vai permitir armazenar energia e entregá-la nos momentos em que o sistema mais precisa, aumentando a estabilidade, aproveitando melhor as fontes renováveis e estimulando a produção nacional de equipamentos estratégicos para a transição energética”, afirmou.

A novidade é que o certame será estruturado em dois leilões distintos, nos dias 2 e 4 de dezembro. O primeiro, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, será destinado a sistemas de armazenamento de energia em baterias que atendam aos requisitos mínimos de nacionalização, conforme critérios de credenciamento no âmbito do Sistema CFI do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). O segundo, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento, será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento em baterias. 

Os leilões terão como objetivo contratar disponibilidade de potência, em megawatts (MW), a partir de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias eletroquímicas. Esses equipamentos poderão armazenar energia elétrica e devolvê-la ao sistema quando houver necessidade operativa, contribuindo para o atendimento da demanda nos horários de maior consumo. Em paralelo, também contribuem para a gestão de excedentes de geração renovável e para o aumento da flexibilidade do SIN.

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Armazenamento Nacional

O LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, por ser realizado primeiro, terá a prioridade no atendimento da demanda a ser definida, observada a capacidade produtiva nacional apurada e a quantidade definida para atendimento às necessidades de potência do Sistema Interligado Nacional – SIN. 

Quem poderá participar do leilão

Somente poderão participar do leilão novos Sistemas de Armazenamento de Energia – SAEs, ou seja, baterias novas, conectadas ao Sistema Interligado Nacional – SIN.

Esses empreendimentos poderão ter ponto de conexão próprio ou compartilhar o ponto de conexão e as instalações de interesse restrito com outros agentes. A regra amplia as possibilidades de participação, favorece o melhor aproveitamento da infraestrutura elétrica existente ou planejada e assegura que os projetos contratados representem nova capacidade de armazenamento para atendimento ao sistema elétrico.

Contratos

Em ambos os casos, os contratos terão 15 anos de duração, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028. 

A contratação será feita por meio de Contratos de Potência de Reserva de Capacidade (CRCAPs), com remuneração pela disponibilidade da potência contratada. Os empreendimentos vencedores deverão atender aos comandos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para recarga e descarga, tanto na programação diária quanto na operação em tempo real.

Critérios

Entre os principais requisitos técnicos previstos estão a disponibilidade mínima de 30 MW, capacidade de operação contínua por pelo menos quatro horas, eficiência total mínima de 85%, tempo máximo de recarga completa de seis horas e atendimento aos requisitos técnicos de conexão definidos por ONS e EPE, incluindo funcionalidades de grid-forming. 

O cadastramento dos projetos junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) será realizado entre 15 de junho de 2026 e 31 de julho de 2026. Excepcionalmente, a apresentação de Licença Prévia, Licença de Instalação ou Licença de Operação não será requisito para a habilitação técnica, cabendo ao edital definir o prazo para obtenção do licenciamento ambiental pelos projetos vencedores. 

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Para o leilão com conteúdo nacional, a assinatura do contrato ficará condicionada à apresentação de documentação comprobatória emitida pelo BNDES, referente ao credenciamento do sistema de armazenamento no Sistema CFI. A medida busca compatibilizar a contratação de potência para segurança do sistema elétrico com o estímulo à indústria nacional de equipamentos para armazenamento de energia.

A portaria também prevê mecanismos de competitividade locacional. Projetos conectados em pontos do SIN que proporcionem benefícios sistêmicos adicionais poderão fazer jus, exclusivamente para fins de competição no leilão, à aplicação de bonificação locacional, conforme estudos da EPE e do ONS. Esses pontos estão definidos no Anexo II da  Portaria.

Esse mecanismo busca valorizar empreendimentos cuja localização contribua de forma mais eficiente para a operação e a expansão do sistema elétrico, considerando aspectos como a redução de restrições de transmissão, o alívio de carregamentos em áreas críticas, o aumento da confiabilidade do atendimento e a melhor integração dos recursos contratados às necessidades elétricas do SIN.

Com a publicação da portaria, o MME consolida as bases para a primeira contratação estruturada de sistemas de armazenamento em baterias. A iniciativa reforça o papel das baterias como tecnologia estratégica para a transição energética brasileira, ao ampliar a confiabilidade do sistema e permitir maior integração de fontes renováveis variáveis à matriz elétrica nacional.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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