Connect with us


Agro

Preço do arroz fecha fevereiro em alta, mas mercado segue com baixa liquidez no Rio Grande do Sul

Publicado em

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul encerrou fevereiro com baixa liquidez, apesar de apresentar leve valorização nos preços. O comportamento reflete a combinação de oferta restrita por parte dos produtores e cautela das indústrias compradoras, que seguem priorizando ajustes de estoque antes da entrada da nova safra.

Produtores resistem a vender diante de preços considerados baixos

Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), muitos orizicultores demonstraram insatisfação com os valores praticados no mercado spot, optando por restringir as ofertas. Esse movimento reduziu a disponibilidade de produto e contribuiu para a elevação moderada das cotações ao longo do mês.

A média do Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi de R$ 54,80 por saca de 50 kg, ligeiramente acima da média registrada em janeiro, de R$ 53,38/sc, o que representa alta mensal de 2,78%.

Indústrias mantêm compras pontuais e foco em estoques

As indústrias processadoras atuaram com prudência em fevereiro, limitando suas aquisições a volumes previamente contratados ou já depositados. O objetivo, segundo o Cepea, foi equilibrar os estoques e aguardar a entrada mais consistente da nova safra para definir novas estratégias de compra.

Leia mais:  Ministro Carlos Fávaro assina acordo de cooperação entre Inmet e Eletrobras
Cotações sobem, mas permanecem em níveis historicamente baixos

Apesar da leve recuperação observada no mês, os pesquisadores do Cepea destacam que os preços do arroz continuam em patamares historicamente baixos, refletindo o cenário de incerteza no setor e a expectativa de maior oferta com o avanço da colheita.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

Published

on

O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

Leia mais:  Índice de preços ao produtor aumentou 1,4% em novembro, diz Cepea

Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

Leia mais:  Preços da soja, milho e trigo variam no Paraná, aponta Informe Perspectivas de Mercado da Ocepar

Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262