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Ministro Fávaro destaca cooperação estratégica durante reunião do Conselho Agropecuário do Sul

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Nesta terça-feira (3), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da 51ª Reunião Ordinária do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), promovida pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). O fórum reúne ministros da Agricultura dos países do Mercosul e associados.

“Este encontro reafirma a relevância do CAS como espaço estratégico que, há 23 anos, promove a coordenação e o intercâmbio qualificado de informações e experiências entre nossos países. Temos inúmeros desafios em comum e a possibilidade de compartilhar aprendizados, construir soluções conjuntas e ampliar oportunidades”, destacou o ministro Fávaro.

Durante o evento, foi formalizada a passagem da presidência pro tempore do CAS da Argentina para a Bolívia, com a transferência da coordenação dos trabalhos do ministro argentino Sergio Iraeta para o ministro boliviano Óscar Mario Justiniano. A transição marca o encerramento de um ciclo de dois anos.

“A Bolívia assume essa responsabilidade em um momento decisivo para toda a região. O contexto internacional exige união, coerência e visão estratégica. O CAS não é apenas um fórum de diálogo; é um mecanismo fundamental para defender os interesses agroprodutivos do Cone Sul no cenário global”, evidenciou Óscar Mario Justiniano.

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Também foi formalizado o Acordo de Cooperação Técnica Internacional para a implementação do projeto Cacau Brasil Agrofloresta, firmado entre o Mapa, por meio da Ceplac, e o IICA, com aporte de US$ 23 milhões do Fundo Verde para o Clima. A iniciativa tem como objetivo promover a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas por meio da implementação e consolidação de sistemas agroflorestais baseados no cacau. A proposta busca ampliar a resiliência climática, aumentar a produtividade e elevar a renda de agricultores familiares nos biomas Amazônia e Mata Atlântica. O projeto evidencia a confiança internacional na capacidade do Brasil de integrar produção agropecuária e preservação ambiental.

“O projeto promove a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas por meio de sistemas agroflorestais baseados no cacau, ampliando a resiliência climática, a produtividade e a renda dos agricultores familiares da Amazônia e da Mata Atlântica”, explicou o secretário de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcelo Fiadeiro.

No âmbito da agenda internacional, o ministro também destacou a conclusão das negociações do Acordo Mercosul-União Europeia, ressaltando que o entendimento representa oportunidade estratégica para a ampliação do comércio e a diversificação de mercados. “Estamos diante de um momento histórico, com a conclusão das negociações do Acordo Mercosul–União Europeia, que certamente trará muitos ganhos, mas também desafios importantes para a agricultura de nossos países”, afirmou Fávaro.

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Em relação ao cenário sanitário, o ministro manifestou solidariedade ao Uruguai e à Argentina diante dos recentes casos de influenza aviária e colocou a estrutura brasileira à disposição para apoiar as ações de enfrentamento.

O que é o IICA?

O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) é o organismo especializado do Sistema Interamericano dedicado ao desenvolvimento agrícola e ao bem-estar rural. Presente em 34 países das Américas, o Instituto apoia os governos na formulação e implementação de políticas públicas voltadas a um setor agropecuário mais produtivo, inovador, sustentável e resiliente.

Entre as principais áreas de atuação do IICA estão o aumento da produtividade agropecuária; a inovação e a transformação digital no campo; a adaptação e mitigação às mudanças climáticas; o fortalecimento da segurança alimentar; o desenvolvimento rural inclusivo; e a melhoria da competitividade e do comércio.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.

Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.

O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.

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A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.

No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.

Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.

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O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.

Fonte: Pensar Agro

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