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Agro

Valor de referência do leite no RS é projetado em R$ 2,09 para fevereiro

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O Conseleite divulgou, nesta quinta-feira (26), o valor de referência projetado do leite para o mês de fevereiro no Rio Grande do Sul, estimado em R$ 2,0966 por litro. O número representa alta de 1,98% em relação à projeção feita em janeiro, que foi de R$ 2,0560.

O valor consolidado de janeiro fechou em R$ 2,0382, um crescimento de 2,64% sobre o resultado de dezembro (R$ 1,9857).

Produtores esperam reflexos positivos no campo

De acordo com o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, a expectativa é que o reajuste traga um impacto positivo direto aos produtores rurais, melhorando ligeiramente as margens de lucro.

“Esse leve aumento deve chegar ao campo e contribuir para aliviar a pressão sobre os custos de produção. O momento também é de repensar a competitividade da cadeia do leite frente a outros mercados internacionais”, destacou Prestes.

O dirigente alertou, contudo, que o cenário global segue desafiador. Segundo ele, países como Argentina e Uruguai possuem custos de produção mais baixos, o que coloca o leite brasileiro em desvantagem competitiva.

“O custo da produção láctea no Brasil é elevado. Precisamos olhar para toda a cadeia — do produtor à indústria — para entender onde estão as maiores dificuldades e buscar soluções conjuntas”, completou.

Custo e competitividade são desafios do setor

A alta nos custos de insumos, transporte e energia continua sendo um dos principais obstáculos para o produtor gaúcho. Além disso, a logística de distribuição e a volatilidade dos preços internacionais afetam a competitividade do leite nacional no mercado global.

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Prestes defende que o debate sobre eficiência produtiva e políticas públicas de apoio ao setor precisa ser aprofundado, com foco em estratégias que reduzam custos e ampliem a produtividade no campo.

Como é calculado o valor de referência

Os valores de referência do leite são divulgados mensalmente pelo Conseleite com base em metodologia da Universidade de Passo Fundo (UPF).

O cálculo considera dados fornecidos pelas indústrias de laticínios sobre a movimentação e o volume comercializado nos primeiros 20 dias de cada mês, resultando em um indicador médio de mercado que orienta negociações entre produtores e empresas do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mato Grosso quer transformar liderança na produção de algodão em potência da indústria têxtil

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Maior produtor de algodão do Brasil, responsável por cerca de 71% da produção nacional, Mato Grosso pretende dar um novo passo no desenvolvimento do agronegócio: transformar sua liderança no campo em protagonismo também na indústria têxtil.

Para alcançar esse objetivo, o Governo do Estado lançou um programa de incentivo à verticalização da cadeia produtiva do algodão, criando mecanismos para estimular a instalação de indústrias de fiação, tecelagem e confecção em território mato-grossense.

A iniciativa busca reduzir a exportação de matéria-prima sem processamento, ampliar a agregação de valor à produção e fortalecer a economia regional por meio da industrialização.

Programa incentiva instalação de indústrias têxteis

Anunciado pelo governador Otaviano Pivetta, o novo modelo permitirá que produtores rurais transfiram créditos acumulados de ICMS para indústrias instaladas em Mato Grosso, reduzindo custos tributários e aumentando a competitividade do setor industrial.

A expectativa é atrair novos investimentos, ampliar o parque fabril e consolidar um ambiente mais favorável para empresas ligadas à cadeia têxtil.

Hoje, apesar da liderança absoluta na produção de algodão, apenas cerca de 3% da pluma produzida no Estado passa por processamento industrial local. A maior parte segue para outros estados ou é destinada ao mercado internacional, onde recebe maior valor agregado.

Verticalização busca gerar empregos e fortalecer economia

Além da transferência de créditos tributários, o programa prevê instrumentos como diferimento, suspensão e créditos presumidos de ICMS em diferentes etapas da cadeia produtiva. A regulamentação ocorrerá de forma alinhada à implementação da reforma tributária nacional.

A proposta complementa políticas já existentes, como os incentivos do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) e a isenção do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para o algodão destinado às indústrias de fiação instaladas no Estado.

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Segundo o governo estadual, o objetivo é estimular a formação de polos industriais próximos às regiões produtoras, promovendo a geração de empregos, renda e desenvolvimento econômico no interior.

Estado reúne condições para ampliar parque industrial

Além da ampla oferta de matéria-prima, Mato Grosso apresenta fatores considerados estratégicos para a expansão da indústria têxtil, como disponibilidade de energia, melhoria da infraestrutura logística e potencial para qualificação da mão de obra.

A avaliação é que esses diferenciais colocam o Estado em posição favorável para se tornar um dos principais polos da indústria têxtil da América Latina.

Campo Verde demonstra potencial da industrialização

O município de Campo Verde já representa um exemplo do potencial de verticalização da cadeia do algodão em Mato Grosso.

A cidade concentra cinco indústrias voltadas à fiação e ao beneficiamento da fibra e responde atualmente por cerca de 6% da produção nacional de fios de algodão, tornando-se referência para novos investimentos no setor.

Outro fator que reforça esse cenário é a implantação do terminal ferroviário da Rumo, em Dom Aquino, cuja capacidade estimada de movimentação chega a 10 milhões de toneladas por ano, fortalecendo a logística para escoamento da produção industrial.

Interior deve concentrar novos investimentos

A estratégia do governo estadual vai além dos municípios já consolidados na produção agrícola.

O programa pretende estimular a instalação de indústrias em diferentes regiões de Mato Grosso, incentivando a criação de polos de tecelagem, malharia e confecção próximos às áreas produtoras de algodão.

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A expectativa é descentralizar o desenvolvimento econômico, ampliar as oportunidades de emprego e aumentar a participação da indústria na economia estadual.

Novo ciclo para a cotonicultura mato-grossense

Especialistas avaliam que o incentivo à verticalização representa uma nova etapa para a cadeia do algodão em Mato Grosso.

Após décadas de investimentos em pesquisa, tecnologia e ganhos de produtividade no campo, o desafio passa a ser transformar parte da matéria-prima produzida no Estado em produtos industrializados de maior valor agregado.

A trajetória da cotonicultura mato-grossense já foi impulsionada por iniciativas como a criação do Proalmat e do Facual, em 1997, programas considerados fundamentais para consolidar o crescimento da atividade.

Agora, o foco está em ampliar a participação da indústria dentro da cadeia produtiva.

Agregar valor para manter riqueza dentro do Estado

Com uma safra superior a 6,5 milhões de toneladas de algodão em pluma e aproximadamente 1,5 milhão de hectares cultivados, Mato Grosso domina a produção nacional da fibra.

O próximo desafio é fazer com que uma parcela cada vez maior dessa produção seja transformada dentro do próprio Estado, convertendo matéria-prima em fios, tecidos, confecções, empregos, renda e maior arrecadação para a economia mato-grossense.

A verticalização da cadeia produtiva desponta, assim, como uma das principais estratégias para ampliar a competitividade do agronegócio e fortalecer o desenvolvimento industrial de Mato Grosso nas próximas décadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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