Educação
MEC anuncia construção de 117 escolas indígenas no Brasil
O ministro da Educação, Camilo Santana, apresentou o novo investimento do governo federal que prevê a construção de até 117 escolas indígenas no Brasil. O anúncio aconteceu durante visita à comunidade indígena Sahu-Apé (AM), nesta quinta-feira, 26 de fevereiro. A iniciativa faz parte do Eixo Educação, Ciência e Tecnologia do Novo PAC, que passou a contemplar a construção e ampliação de escolas indígenas em 2026, por meio da Resolução nº 12/2026, e contará com um investimento de R$ 785 milhões, beneficiando 17 estados.
As obras previstas para as escolas Indígenas são uma resposta do governo federal para a melhoria da infraestrutura dessas instituições. O foco central é a entrega de espaços educativos que respeitem a identidade cultural, os modos de vida e a organização territorial dos povos originários e comunidades tradicionais.
O ministro destacou que o governo federal reconhece os desafios de realizar obras no interior do Amazonas e afirmou que o Ministério da Educação está empenhado em apoiar a educação no estado, com atenção especial às escolas indígenas em todo o país. Segundo ele, esse é um compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer a área. Ressaltou ainda que a educação é o único caminho para gerar oportunidades e construir um país mais soberano e justo, e que não se pode deixar ninguém para trás.
“Para mim, é uma alegria estar aqui hoje, chego até a me emocionar, para autorizar todas as novas escolas indígenas no Brasil. Isso é um compromisso do presidente Lula e um dever nosso.
A gente sabe que o país ainda é muito desigual, e não é diferente na educação. O Brasil ainda tem uma dívida muito grande com os povos originários, com os povos indígenas. Serão 117 escolas que irão garantir todas as condições de uma escola digna, de qualidade, uma escola onde os estudantes possam brincar na hora do recreio”, destacou Santana.
Serão 117 escolas que irão garantir todas as condições de uma escola digna, de qualidade, uma escola onde os estudantes possam brincar na hora do recreio”, Camilo Santana, ministro da Educação
Os 17 estados brasileiros que receberão investimento para construção de escolas indígenas são: Acre (2), Alagoas (1), Amazonas (27), Amapá (17), Bahia (4), Ceará (2), Maranhão (11), Mato Grosso do Sul (6), Mato Grosso (8), Pará (7), Pernambuco (1), Rio Grande do Sul (1), Roraima (23) e Tocantins (3).
Educação indígena – A melhoria da infraestrutura da educação escolar indígena é uma prioridade estratégica para o governo federal no âmbito do Novo PAC – Indígena, e representa um avanço estratégico na consolidação da Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE), instituída pela Portaria MEC nº 539/2025. A ação está amparada, ainda, na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil, que garante direitos fundamentais a povos indígenas, tribais e comunidades tradicionais.
A medida responde diretamente à histórica demanda das comunidades por infraestrutura escolar específica nos territórios indígenas. A articulação entre a União e os estados, o respeito à organização dos territórios etnoeducacionais e a exigência de anuência das lideranças indígenas asseguram a legitimidade e a efetividade das ações propostas.
A pactuação ocorre exclusivamente entre o governo federal e os estados, com unidades previamente definidas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, em articulação com os entes federativos. Para a seleção, foram observados critérios técnicos, territoriais e populacionais. A formalização das propostas foi realizada por meio do sistema TransfereGov, pelos chefes do poder Executivo estadual, com análise técnica preliminar do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e operacionalização pela Caixa Econômica Federal.
Agenda – Na quinta-feira (26), o ministro Camilo Santana também visitou obras na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Entre os compromissos, Santana esteve na construção dos prédios da Faculdade de Letras (Flet), que têm investimentos de R$ 7,9 milhões do MEC; da Faculdade de Estudo Sociais (Fes), que conta com recursos de R$ 7,4 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento; além de ter conhecido os laboratórios de inteligência artificial da universidade. No total, a Ufam tem investimentos de R$ 106,5 milhões do Novo PAC.
Na data, o ministro também visitou o Instituto de Computação (IComp) da Ufam, que abrange laboratórios estruturados, com destaque para projetos e infraestruturas voltados às frentes de inteligência artificial (IA) e cibersegurança, refletindo o alinhamento institucional com as agendas nacionais de transformação digital, inovação e desenvolvimento científico-tecnológico.
Resumo | Mais educação para o Amazonas
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Rede Federal inspira estudantes em palestras no Rio Grande do Sul
O Ministério da Educação (MEC) promoveu, por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), uma série de palestras realizadas entre os dias 28 de setembro a 2 de outubro em cinco campi do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). Durante os eventos comemorativos aos 117 anos da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o secretário da Sase, Gregório Grisa, reuniu estudantes e servidores dos campi Restinga, Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Alvorada e Canoas para debater a história da educação profissional e a contribuição dos institutos federais para o desenvolvimento do país.
Durante a palestra “Contexto da Educação Profissional no Brasil”, Gregório Grisa destacou a presença da Rede Federal em todas as unidades da Federação e reforçou a importância dos institutos federais na oferta de educação pública, gratuita e de qualidade. Segundo ele, as instituições promovem uma formação humana integral por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, da educação básica até a pós-graduação.
“O ensino profissional e tecnológico está presente tanto na educação básica quanto na educação superior. Os institutos federais oferecem oportunidades de formação e transformação social para milhares de estudantes em todo o país”, afirmou.
As atividades também abriram espaço para que estudantes compartilhassem experiências sobre o impacto da instituição em suas trajetórias pessoais e acadêmicas. Foi o caso de Jasmine Padilha de Almeida, de 17 anos, estudante do curso técnico em meio ambiente integrado ao ensino médio no Campus Canoas.
Para a jovem, o acolhimento encontrado na instituição foi determinante para sua adaptação e seu desenvolvimento. “O que mais me impactou quando entrei aqui foi o acolhimento dos professores, servidores e colegas. É um ambiente muito receptivo, onde me sinto bem para estudar e permanecer durante todo o dia. Eu gosto muito de ficar aqui, por isso, inclusive, eu escolhi fazer a bolsa, porque aí eu posso trabalhar aqui, fazendo o que eu gosto”, relatou.
Além de assistir às aulas, Jasmine participa de atividades relativas à bolsa acadêmica e a práticas esportivas oferecidas pelo campus. A estudante já projeta os próximos passos de sua formação. Entre os planos para o futuro, estão o ingresso em uma universidade pública por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a possibilidade de atuar na área ambiental por concurso público.
Expansão – Durante os encontros, o secretário também apresentou os investimentos realizados pelo governo federal para fortalecer a Rede. Os recursos, segundo ele, estão sendo destinados à consolidação das unidades existentes e à melhoria da infraestrutura, com a construção e adequação de espaços como bibliotecas, refeitórios, quadras esportivas e laboratórios.
Grisa destacou ainda a ampliação da rede como parte da estratégia para ampliar oportunidades educacionais, especialmente em regiões com menor oferta de vagas.
“Queremos consolidar os institutos federais existentes, mas também ampliar o acesso para que mais jovens tenham a oportunidade de estudar nessas instituições e realizar seus projetos de vida”, afirmou.
Além da expansão física, o secretário da Sase destacou ações voltadas ao fortalecimento da assistência estudantil e da formação inicial e continuada de professores, consideradas estratégicas para garantir a permanência e o sucesso dos estudantes.
História da Rede Federal – A origem da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica remonta à data 23 de setembro de 1909, quando o então presidente Nilo Peçanha assinou o Decreto nº 7.566, criando 19 Escolas de Aprendizes Artífices. Essas instituições deram origem à atual rede de educação profissional e tecnológica do país.
A configuração contemporânea da Rede Federal foi instituída pela Lei nº 11.892/2008, que criou os institutos federais de educação, ciência e tecnologia e consolidou um modelo de ensino voltado à formação técnica, científica e cidadã.
Atualmente, a Rede Federal conta com 755 unidades distribuídas em todo o território nacional, oferecendo cursos técnicos, graduações, pós-graduações e programas voltados à educação de jovens e adultos (EJA), contribuindo para a inclusão social e o desenvolvimento regional.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase)
Fonte: Ministério da Educação
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