Brasil
Book de Empreendimentos 2026 reúne R$ 4 trilhões em potencial de investimentos até 2035
O Ministério de Minas e Energia (MME) lançou o “Book de Empreendimentos – Minas e Energia 2026”, publicação estratégica que consolida os principais projetos em andamento e previstos no país nos setores de energia e mineração. O levantamento mapeia mais de R$ 1,2 trilhão em investimentos em execução até 2032, com potencial estimado de R$ 4 trilhões até 2035, reafirmando o Brasil como destino competitivo e seguro para aportes de longo prazo.
Além de apresentar o montante global de investimentos e a estimativa de geração de empregos, a publicação organiza os dados de forma estruturada por setor, estado e tipo de empreendimento, oferecendo uma visão integrada e transparente da carteira de projetos. A seleção evidencia projetos estruturantes que fortalecem cadeias produtivas, ampliam a infraestrutura nacional e impulsionam o desenvolvimento regional.
Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a publicação demonstra o protagonismo brasileiro como referência global na transição energética, além de se colocar como um importante player no mercado internacional de minerais críticos e estratégicos.
“Somos hoje a nação em melhores condições para exercer o papel de liderança global da transição energética rumo à economia verde. É o que demonstra esta publicação, ao reunir um elenco de informações estratégicas sobre os investimentos em projetos do setor de energia e mineração no país”, destacou.
O documento detalha projetos nas áreas de petróleo e gás natural, geração de energia elétrica, transmissão, distribuição, combustíveis sustentáveis, mineração, eficiência energética e novos vetores de demanda, como data centers.
Em cada um dos principais setores, o material destaca ainda dez empreendimentos emblemáticos em andamento, selecionados por sua relevância estratégica, volume de investimento, impacto regional, geração de empregos e contribuição para a segurança e transição energética do país.
A publicação, que tem como referência os dados de dezembro de 2025, ainda consolida informações estratégicas para investidores nacionais e internacionais, contribui para o planejamento público e privado e demonstra previsibilidade, estabilidade institucional e segurança jurídica brasileira.
Acesse aqui o Book de Investimentos – Minas e Energia 2026
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Ministério da Saúde amplia diálogo com movimentos sociais na preparação do SUS para impactos do El Niño
O Ministério da Saúde apresentou, nesta quarta-feira (23), estratégias para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para os impactos das mudanças climáticas e de fenômenos como o El Niño. Durante a roda de conversa virtual “El Niño 2026/2027 e saúde: participação social e resposta nos territórios” foram discutidas a preparação e a resposta do SUS diante das emergências climáticas e os desafios para a saúde pública nos diferentes territórios.
O evento foi iniciado com uma palestra do secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior, que apresentou um panorama sobre o planejamento do SUS para esses desafios. A roda de conversa reuniu, além de representantes do Ministério da Saúde, movimentos sociais, conselhos, lideranças, pesquisadores e diferentes territórios, com o objetivo de compartilhar informações sobre o tema e ouvir experiências, preocupações e propostas.
Na abertura, foi destacada a importância de manter um diálogo permanente com os movimentos sociais para o enfrentamento dos impactos climáticos, considerando as desigualdades entre os territórios. O diálogo resultou em uma lista de desafios que foram agrupados por áreas para orientar a elaboração de propostas.
SUS se prepara para os desafios
A partir de outubro, o Brasil entra em uma janela de maior atenção, que se estende até março de 2027, com riscos diferentes de acordo com cada território. A estratégia do Ministério da Saúde considera previsões climáticas, histórico de eventos, vulnerabilidades e capacidade de resposta local.
No Sul, a maior probabilidade de chuvas intensas, temporais e inundações, especialmente na primavera, orientou ações como o fortalecimento da Força Nacional do SUS em Porto Alegre, a atuação dos Centros de Informação em Saúde e Clima em Porto Alegre e Curitiba, planos de contingência para chuvas intensas, linhas de cuidado em saúde mental pós-desastre e emissão de alertas e boletins para qualificação das equipes.
No Nordeste e Sudeste, onde os principais riscos incluem calor extremo, temperaturas acima da média e ondas de calor, o SUS ampliou medidas de proteção, como o Mapa de Calor Extremo, zonas de resfriamento, pontos de hidratação e preparação da rede assistencial com protocolos específicos. No Nordeste, a estratégia também considera a estiagem severa, com bases da Força Nacional do SUS em Salvador, Recife e Fortaleza e envio antecipado de medicamentos. No Sudeste, há ainda a atuação da Força Nacional no Rio de Janeiro e do Centro de Informação em Saúde e Clima em Belo Horizonte.
No Norte e Centro-Oeste, a preparação considera principalmente seca, estiagem, calor intenso e risco de queimadas e incêndios florestais. Entre as medidas estão bases da Força Nacional do SUS em Porto Velho, Manaus, Belém, Campo Grande e Brasília; Centros de Informação em Saúde e Clima em Santarém, Belém e Cuiabá; o Painel de Poluição Atmosférica e Saúde Humana; informes sobre queimadas; Mapa de Calor Extremo; zonas de resfriamento e pontos de hidratação.
Na Amazônia, a estratégia foi reforçada pela ampliação da atenção básica, com 24,9% de crescimento no número de equipes de saúde, 24,6% de aumento da frota de UBS Fluviais e 95% de ampliação das pessoas vinculadas às equipes de Saúde da Família e Saúde da Família Ribeirinha entre 2023 e 2026.
Próximas etapas
O secretário-executivo substituto Nilton Pereira Junior destacou que a proposta do Ministério da Saúde é garantir uma resposta rápida às populações afetadas, com responsabilidade sanitária e adequada aplicação dos recursos públicos. “O governo federal tem o papel de dialogar, estabelecer parcerias e oferecer apoio técnico e financeiro aos estados e municípios. Entre as medidas estão recursos emergenciais, medicamentos e profissionais da Força Nacional do SUS, que conta com bases regionais para apoiar os territórios conforme a necessidade. A participação dos movimentos sociais e dos conselhos de saúde também é fundamental para mobilizar gestores e ampliar o acesso às ofertas do governo federal”, afirmou.
Como encaminhamento do evento, o Ministério da Saúde irá sistematizar as contribuições apresentadas, encaminhar as demandas às áreas responsáveis e, quando necessário, promover articulação intersetorial no Governo Federal. Também está prevista a disponibilização dos materiais do encontro, a continuidade do diálogo com movimentos sociais e territórios e o aprimoramento das ações de preparação e resposta, considerando as diferentes realidades locais.
Jaciara França
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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