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Novo modelo de outorga impulsiona retomada ferroviária no Brasil

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“O novo modelo de concessões de ferrovias vai transformar o modal ferroviário do Brasil porque vai unir poder público e setor privado. Com a inovação, o país vai poder se inserir no mercado internacional com eficiência e produtividade”, afirmou o secretário Nacional de Transporte Ferroviário do Ministério dos Transportes, Leonardo Ribeiro, durante o P3C 2026 – PPPs e Concessões: Investimentos em Infraestrutura no Brasil. Realizada em São Paulo, nos dias 23 e 24, a conferência reuniu autoridades, investidores e especialistas para debater os desafios e as oportunidades de investimentos em infraestrutura no país.

O formato citado pelo secretário diz respeito à primeira Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, lançada pelo Ministério em dezembro de 2025. A iniciativa abre um novo ciclo para o setor ao definir diretrizes de planejamento, governança e sustentabilidade e ao criar um modelo inédito de funding, que combina recursos públicos e privados.

Trata-se de um marco do Governo do Brasil para retomar o modal ferroviário. A política prevê oito leilões em 2026, com R$ 140 bilhões em investimentos no segmento.

Recorde de leilões rodoviários

Se nas ferrovias o país inicia um novo modelo de concessões, nas rodovias o ritmo de investimentos já bate recorde histórico. Para 2026, o Ministério dos Transportes projeta 13 leilões rodoviários. Até o fim da atual gestão, a pasta terá realizado 35 concessões, que garantirão R$ 396 bilhões aplicados na malha viária de todo o país.

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“Temos uma agenda construída de concessões de rodovias federais para 2026, mas já contamos com parceiros e projetos em desenvolvimento para os anos seguintes. É uma carteira contínua, que garante a realização de uma sequência de leilões também nas próximas gestões. Esse planejamento mostra que as concessões não são uma política de governo, mas sim uma política de Estado”, destacou o secretário-executivo do Ministério, George Santoro, na conferência.

Outra referência nacional e internacional da atual gestão que impacta diretamente as rodovias brasileiras é o Programa de Otimização de Contratos, desenvolvido pelo Ministério dos Transportes em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU). A iniciativa busca restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro e a capacidade de investimento em BRs concedidas à iniciativa privada, por meio da repactuação de contratos considerados “estressados” — aqueles com desempenho insatisfatório e defasagens técnicas e financeiras que comprometem a execução de investimentos e a qualidade dos serviços.

“Em 2023, cerca de 70% das obras mais relevantes estavam paralisadas. Tivemos a oportunidade de firmar nove acordos e destravar a sua execução. A renegociação permite a reativação imediata dos trabalhos, sem a necessidade de outro leilão ou de um processo de devolução amigável, que pode levar até três anos entre elaboração de projetos e licenciamento ambiental. O diálogo rompe essas barreiras e viabiliza a retomada dos investimentos”, pontuou Viviane Esse, secretária Nacional de Transporte Rodoviário do Ministério, também presente no P3C.

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Concessões verdes

Os debates da conferência também abordaram mecanismos para incorporar critérios de sustentabilidade à malha viária e inovação em concessões verdes. O subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides, ressaltou o papel estratégico do setor de transportes no processo de descarbonização do Brasil.

De acordo com ele, os contratos de concessão e as parcerias público-privadas assumem relevância para o cumprimento das metas setoriais estabelecidas pelo país, especialmente as previstas nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e no Plano Clima.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Mercado Livre de Energia: entenda como funciona a migração e as regras para contratação de energia

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O Mercado Livre de Energia é a modalidade em que os consumidores habilitados podem escolher de quem comprar energia elétrica e negociar condições contratuais diretamente com fornecedores, geradores ou comercializadores, ampliando a competitividade. Nesse ambiente, é possível definir aspectos como preço, quantidade de energia contratada, prazo de fornecimento, forma de pagamento e, em alguns casos, a origem da energia adquirida.

Todos os consumidores conectados em média e alta tensão, classificados no Grupo A (tensão igual ou superior a 2,3 kV), já estão aptos a migrar. Se a carga individual do consumidor for menor que 500 kW, a participação exige a intermediação de um agente varejista, que gerencia a compra e assume a representação do consumidor junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esse formato simplifica toda a gestão da comercialização no mercado livre para consumidores com pequenas cargas.

No Brasil, a comercialização ocorre em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR) – A energia é fornecida pelas distribuidoras com condições definidas pela regulação setorial.
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL) – As condições comerciais são negociadas entre compradores e vendedores.

Como funciona a contratação?

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No Mercado Livre de Energia, o fornecimento do serviço da entrega da energia para o consumidor continua utilizando a rede da distribuidora local, que permanece responsável pela entrega e manutenção do serviço de energia elétrica. A diferença está no modelo comercial, o consumidor segue pagando pelo uso da rede de distribuição (fio), mas ganha a liberdade de negociar o preço e as condições da energia diretamente com geradores, comercializadores ou produtores independentes.

Essa modalidade envolve diferentes agentes do setor elétrico:

  • Geradores – Responsáveis pela produção da energia elétrica;
  • Comercializadores – Realizam a compra e venda da energia;
  • Consumidores livres e especiais – Empresas e unidades consumidoras habilitadas a contratar energia no ACL;
  • Distribuidoras – Responsáveis pela operação e manutenção das redes de distribuição; e
  • Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – Entidade responsável pelo registro dos contratos e pela contabilização e liquidação das operações de mercado.

Quando os consumidores de baixa tensão poderão migrar?

A partir do final de 2027 os consumidores atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV), como pequenos estabelecimentos comerciais, propriedades rurais e indústrias de menor porte, hospitais e escolas, poderão exercer o direito de escolha do seu fornecedor de energia, de acordo com o Decreto nº 13.097/2026. Segundo o texto do regulamento, a abertura de mercado ocorrerá nas seguintes datas para esses consumidores: 

  • Em novembro de 2027 – Todos os consumidores industriais e comerciais com qualquer carga e tensão poderão começar a migrar para o mercado livre;
  • Em novembro de 2028 – Para todos os demais consumidores.
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O texto estabelece o prazo mínimo para que esses consumidores comuniquem à distribuidora a escolha de um novo fornecedor de energia elétrica, de acordo com as próprias necessidades, e determina as regras que precisarão ser obedecidas para fazer a migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Isso inclui requisitos para formalizar a opção, representação por agentes varejistas e prestação de informações aos consumidores. O texto também disciplina o chamado Supridor de Última Instância (SUI), que é quem vai garantir a energia elétrica ao consumidor, caso o novo fornecedor dele tenha algum problema.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | (61) 99129-3578 (fins de semana e feriados)
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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