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Ministério Público do Paraná lamenta o falecimento do Ministro aposentado do STJ Felix Fischer

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Com profundo pesar, o Ministério Público do Paraná se despede do Ministro aposentado e Ex-Presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Felix Fischer, que faleceu nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, aos 78 anos. Cidadão honorário do Paraná e membro da Academia Paranaense de Letras Jurídicas, iniciou sua trajetória nos quadros do MPPR, onde ingressou em 1974 e construiu uma carreira marcada por destacada atuação institucional, deixando um legado exemplar que influenciou profundamente o Ministério Público brasileiro e inspirou novas gerações na missão constitucional de promover a Justiça e a cidadania.

Bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1971) e em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1972), dedicou mais de meio século à vida jurídica e ao serviço público.

No cargo de Procurador de Justiça, coordenou a área de Recursos Criminais do MPPR, contribuindo de forma decisiva para o fortalecimento da atuação ministerial na área penal. Também exerceu papel fundamental na formação acadêmica e ética de profissionais do Direito no Paraná. Lecionou por muitos anos em universidades de Curitiba e Londrina, além de atuar na Escola da Magistratura do Paraná e na Escola do Ministério Público do Paraná.

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Em 1996, deixou o MPPR para integrar o STJ em vaga destinada ao Ministério Público, dando início a uma etapa de projeção nacional. Na Corte, tornou-se o primeiro ministro a ultrapassar 25 anos de atuação, aposentando-se em 2022.

Ao longo dos anos, preservou os vínculos históricos e institucionais com o Ministério Público do Paraná, retornando à instituição para participar de seminários, encontros e homenagens, sendo sempre recebido com respeito e admiração.

O Ministério Público do Paraná manifesta solidariedade à esposa do Ministro, a Procuradora de Justiça aposentada do MPPR Sônia Maria Bardelli Silva Fischer, aos filhos e aos demais familiares e amigos, reverenciando sua memória e agradecendo pela contribuição decisiva ao fortalecimento do Ministério Público e da Justiça brasileira.

Fonte: Ministério Público PR

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MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré

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O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.

Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.

De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.

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Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.

Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.

Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.

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Processo 0007837-42.2025.8.16.0024

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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