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Último estai da Ponte de Guaratuba deve ser instalado na virada do mês

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O último estai (cabo de aço de alta resistência tensionado) da Ponte de Guaratuba deve ser instalado no fim de semana, na virada do mês, marcando uma das etapas mais emblemáticas da obra – além do famoso beijo, previsto para acontecer algum tempo depois. Esse trecho, considerado o mais complexo da obra, também é a principal marca visual da obra sobre a Baía de Guaratuba.

São 12 pares fixados em cada um dos mastros dos apoios 04 e 05, garantindo a estabilidade necessária para o uso seguro da ponte. No apoio 05, já foram concretados todos os pares. O último será colocado no apoio 04. As torres de sustentação, que têm 40 metros de altura, são maiores do que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

De maneira geral, a construção da nova ponte que liga as cidades de Matinhos e Guaratuba alcançou 91% de execução em janeiro de 2026. Já foi finalizado o lançamento das 160 vigas longarinas no trecho pré-moldado, que vão se conectar com o estaiado. 

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Paralelamente, a equipe vem executando obras complementares essenciais para a funcionalidade e segurança da ponte. As barreiras rígidas centrais e laterais estão sendo instaladas, assim como os eletrodutos no passeio e os guarda-corpos. O preenchimento do passeio com concreto está em andamento, e a implantação da iluminação pública já começou, com a instalação dos primeiros postes.

BEIJO – A construção do trecho estaiado utiliza o método dos balanços sucessivos, uma técnica de alta complexidade que permite que a ponte avance aos poucos, sempre em equilíbrio. A partir de cada pilar central, a estrutura cresce simultaneamente para os dois lados por meio da concretagem de aduelas, grandes blocos de concreto moldados no próprio local.

Essas aduelas são sustentadas justamente pelos estais, ligados diretamente ao tabuleiro e aos mastros (torres) da ponte. Esse sistema é responsável por sustentar o peso da estrutura e garantir sua estabilidade.

O encontro da ponte é o momento em que os dois balanços, um vindo do apoio 04 e outro do apoio 05, chegam ao centro da baía e são ligados por uma última aduela, chamada de aduelas de fechamento.

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Antes dessa etapa, é realizado um trabalho minucioso de engenharia: conferências milimétricas de alinhamento e nível, ajustes finos na protensão dos estais e monitoramento estrutural contínuo. Somente após todas essas verificações é que a aduela de fecho é concretada. A partir daí, o trecho estaiado deixa de funcionar como duas estruturas independentes e passa a atuar como uma única estrutura contínua, exatamente como previsto em projeto.

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Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

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Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

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Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

ACESSOS – As obras dos acessos continuam em bom ritmo. O lado de Guaratuba contará com uma rotatória para acesso ao Centro da cidade e à praia de Caieiras. Um projeto paralelo prevê a implementação de um binário na cidade, com uma das faixas atendendo quem vem pela ponte desde Matinhos, ligando até a Avenida Paraná, em direção a Garuva. Quem vem da cidade catarinense, irá atravessar a via para chegar ao acesso à ponte. No lado de Matinhos, a revitalização envolve o acesso a Cabaraquara e ao centro da cidade.

ACOMPANHE – Para quem deseja acompanhar de perto, a obra da Ponte de Guaratuba disponibiliza atualizações constantes no site www.pontedeguaratuba.pr.gov.br, com câmeras ao vivo, e no Instagram @pontedeguaratuba.oficial, onde são publicadas fotos, vídeos e informações técnicas sobre o avanço dos trabalhos.

Fonte: Governo PR

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IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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