Paraná
Com policiamento reforçado, Carnaval do Litoral teve redução de 44% nos roubos
As forças de segurança do Paraná registraram redução nos principais indicadores criminais durante o período de Carnaval no Litoral do Estado, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre os crimes contra o patrimônio, houve queda de 44,4% nos roubos, que passaram de nove registros para cinco, e redução de 32% nos furtos, de 100 para 68 ocorrências. Não foram registrados roubos de veículos em nenhum dos períodos; as ações operacionais também resultaram na recuperação de dois veículos e dois aparelhos celulares neste ano.
Na área de proteção à pessoa, os casos de violência doméstica apresentaram redução de 32%, passando de 72 para 49 ocorrências. No enfrentamento ao tráfico de drogas, houve aumento de 44,4% nas ocorrências registradas, passando de 18 para 26.
O cenário de redução ocorre em um contexto de grande movimentação no Litoral. Segundo estimativas da Polícia Militar do Paraná (PMPR), cerca de 629.750 pessoas passaram pelos municípios litorâneos entre sexta-feira (13) e terça-feira (17), o que reforça a importância do planejamento integrado e da presença ostensiva das forças de segurança ao longo de todo o período.
“O planejamento para o Carnaval foi construído com base em análise técnica, integração entre as forças e uso intensivo de tecnologia, e os resultados demonstram a efetividade desse trabalho conjunto. Atuamos de forma preventiva, com reforço operacional e presença estratégica no Litoral, capaz de responder rapidamente às demandas em toda a região e garantir que moradores e turistas pudessem aproveitar as festividades com segurança”, afirma o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira.
AUMENTO DE PRISÕES E ATENDIMENTOS – Os dados da Polícia Civil do Paraná (PCPR) também indicam intensificação da atividade investigativa e de polícia judiciária durante o feriado. O número de prisões passou de 103 para 118. Os boletins de ocorrência unificados registrados aumentaram de 287 para 322, enquanto os autos de prisão em flagrante passaram de 86 para 110. Também houve crescimento nas medidas protetivas de urgência, que subiram de 37 para 41.
SEM MORTES POR AFOGAMENTOS – O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) manteve a presença estratégica nas praias durante o Carnaval, reforçando as ações permanentes de orientação aos banhistas e resposta rápida às ocorrências. Ao longo do feriado, foram realizados 155 salvamentos — sem registro de mortes por afogamento — além de 32.208 ações preventivas nas faixas de areia.
As equipes também localizaram 90 crianças perdidas, distribuíram 1.139 pulseirinhas de identificação e realizaram 183 atendimentos por incidentes com águas-vivas, reforçando o papel da prevenção para a segurança de moradores e turistas no período.
SEGURANÇA E GESTÃO PRISIONAL – A Polícia Penal do Paraná (PPPR) também atuou de forma integrada durante o período de Carnaval, com ações voltadas à segurança pública, gestão do sistema prisional e fiscalização de pessoas privadas de liberdade e monitoradas. Foram realizados quatro apoios operacionais com uso de drones nos municípios de Antonina, Morretes e Guaratuba, além da escolta de transferência de 49 pessoas privadas de liberdade das unidades do litoral para o Complexo Penitenciário de Piraquara.
ATUAÇÃO PERICIAL – Já a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) atuou com esquema especial de reforço no Litoral, garantindo atendimento ininterrupto e suporte técnico às demais forças de segurança durante o Carnaval. No período, foram realizados 122 atendimentos periciais em diferentes municípios, abrangendo exames em locais de morte, análises balísticas e químicas, genética forense, identificação veicular e lesões corporais, além do apoio integral às ocorrências atendidas pelas forças policiais.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.
Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.
De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.
Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.
Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.
Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.
Processo 0007837-42.2025.8.16.0024
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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