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Mercado do Açúcar em Ajuste: Queda no Brasil, Reação Internacional e Efeitos da Política de Juros Altos

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Açúcar cristal volta a operar abaixo de R$ 100 no mercado paulista

O preço da saca de 50 quilos do açúcar cristal branco caiu novamente para abaixo de R$ 100, segundo dados do Indicador CEPEA/ESALQ. Esse patamar não era observado desde outubro de 2020 e reflete a baixa demanda e o volume reduzido de negócios no mercado spot paulista.

As compras seguem pontuais e concentradas em atender necessidades imediatas das indústrias, sem formação de estoques. Analistas do Cepea observam que o setor permanece em compasso de espera, à medida que a oferta deve aumentar com o início da nova moagem, previsto para o final de março e início de abril.

Em fevereiro de 2026, a saca foi negociada a R$ 99,25, registrando queda diária de 0,26% e desvalorização acumulada de 5,38% no mês, apesar de uma leve reação nas cotações externas.

Bolsas internacionais mostram recuperação após semanas de queda

Após um período de forte pressão nos preços, o mercado global de açúcar apresentou recuperação significativa nas últimas sessões.

Na ICE Futures (Nova York), o contrato de março/26 do açúcar bruto fechou a 14,17 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2,2% em relação ao fechamento anterior. Os vencimentos de maio e julho/26 também registraram ganhos, encerrando o dia em 13,76 e 13,72 centavos, respectivamente.

No mercado europeu (Londres), o açúcar branco avançou de forma mais intensa: o contrato de maio/26 subiu para US$ 407,90 por tonelada, enquanto os de agosto e outubro/26 foram negociados a US$ 402,50 e US$ 401,40.

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O movimento de alta é atribuído à cobertura de posições vendidas e ao aumento da demanda de importadores asiáticos, que vêm recompondo estoques após o período do Ramadã. O cenário global também é influenciado pela previsão de safra menor na Índia, resultado do excesso de chuvas que reduziu a produtividade das lavouras de cana.

Produção nacional desacelera em janeiro, mas mantém leve crescimento na safra

Informações da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) mostram que a produção de açúcar na região Centro-Sul somou cerca de 5 mil toneladas na segunda quinzena de janeiro, o que representa redução de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Mesmo com a queda pontual, o acumulado da safra 2025/26 já soma mais de 40 milhões de toneladas, registrando leve alta de 0,8% frente ao ciclo anterior. O desempenho indica um cenário de estabilidade para o setor, apesar da menor moagem momentânea.

Etanol hidratado segue em queda e amplia perdas no mês

No mercado de biocombustíveis, o etanol hidratado manteve a trajetória de baixa. Em Paulínia (SP), o metro cúbico do produto foi negociado a R$ 3.085,50, representando queda de 0,47% em relação à sessão anterior. Com esse resultado, o acumulado de fevereiro apresenta retração de 2,28%.

A redução é explicada pela menor procura interna e pelo equilíbrio de preços dos combustíveis fósseis, que reduzem a competitividade do etanol frente à gasolina, mesmo com o avanço da entressafra.

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Banco Central mantém Selic em 15% e reforça tom de cautela na política monetária

O Banco Central do Brasil (BCB) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, o maior nível desde 2008. O objetivo segue sendo conter pressões inflacionárias e manter a convergência das expectativas ao centro da meta de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que um ciclo gradual de cortes poderá começar a partir de março de 2026, caso as condições de inflação e crescimento se mantenham estáveis. Enquanto isso, a política monetária restritiva segue impactando o consumo interno e os custos de financiamento do setor produtivo, o que afeta também o ritmo do agronegócio e do mercado sucroenergético.

Cenário do setor exige cautela e gestão eficiente

O momento do setor sucroenergético brasileiro é de ajuste e reavaliação. Com o mercado interno pressionado e a recuperação ainda incerta da demanda, as altas internacionais trazem algum alívio, mas exigem gestão cuidadosa por parte das usinas e tradings.

A expectativa é que a combinação entre o avanço da safra nacional, a recuperação global da demanda e a possível flexibilização da política de juros possa melhorar o ambiente de negócios no segundo semestre de 2026. Até lá, o mercado segue atento às condições climáticas, à política monetária e ao comportamento dos preços no exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa discute cooperação em genética bovina e abertura de mercado com a Mauritânia

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu em Brasília o ministro da Agricultura da Mauritânia, Sid’Ahmed Ould Mohamed, nesta segunda-feira (27), para uma reunião bilateral voltada ao fortalecimento da cooperação agropecuária entre os dois países. Durante o encontro, o ministro brasileiro destacou o interesse do Brasil em ampliar essa parceria.

“O Brasil coloca toda a sua experiência à disposição para fortalecer essa cooperação. Instituições como a Embrapa estão inteiramente disponíveis para apoiar parcerias e contribuir com o desenvolvimento de soluções adaptadas às necessidades da Mauritânia”, afirmou André de Paula.


Entre os temas discutidos esteve a ampliação da cooperação na área de material genético bovino. Atualmente, o Brasil já exporta para a Mauritânia animais vivos e sêmen bovino, e as equipes técnicas trabalham na negociação para abertura do mercado de embriões bovinos brasileiros.


Durante o encontro, também foi tratada a perspectiva de assinatura de um memorando de entendimento para estruturar a cooperação científica e institucional entre os dois países. A proposta é estabelecer um marco de colaboração que permita o compartilhamento de avanços tecnológicos desenvolvidos no Brasil para aplicação na Mauritânia, com posterior definição de planos de trabalho específicos em áreas de interesse comum.


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A delegação mauritana cumpre agenda no Brasil e também deve visitar a Expozebu, uma das maiores feiras de pecuária do mundo, que neste ano chega à sua 91ª edição. O evento é realizado em Uberaba (MG) e reconhecido internacionalmente pelo avanço em melhoramento genético bovino.

Para o ministro Sid’Ahmed Ould Mohamed, o encontro é importante para ampliar a cooperação entre os países. “O Brasil possui uma reputação sólida na pecuária bovina e na produção de carne. Por isso, temos grande interesse em aprofundar essa cooperação e ampliar o intercâmbio técnico entre nossos países”, afirmou.


Segundo ele, a parceria também abre novas oportunidades para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Mauritânia no setor agropecuário. “Acreditamos que essa reunião abre novas portas para fortalecer o comércio entre nossos países, especialmente no setor de produtos de origem animal”, disse o ministro mauritano.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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