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Defesa Civil emitiu 134 alertas de eventos severos desde a implementação do Cell Broadcast

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A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil já emitiu 43 alertas de eventos severos ou extremos neste ano por meio da ferramenta Cell Broadcast, que envia mensagens de texto para os celulares com aviso sonoro e de vibração, sem a necessidade de cadastro prévio. O número de alertas enviados em menos de dois meses representa quase a metade dos disparados em todo 2025, primeiro ano de funcionamento integral do sistema, quando foram emitidos 91 avisos. Ao todo, foram 134 desde a implementação.

A ferramenta é usada para alertar a população sobre eventos meteorológicos severos ou extremos, como vendavais, tempestades de raios ou em locais onde há risco de inundação ou deslizamentos, por exemplo. Na terça-feira (17), pela primeira vez foi enviado um alerta à região Norte do Paraná, avisando os moradores de Ibiporã e Londrina sobre o risco de temporais, vento forte, chuva intensa e granizo.

O serviço está disponível no Paraná desde agosto de 2024. O Estado foi um dos escolhidos para os testes do Cell Broadcast, que foi desenvolvido pela Defesa Civil Nacional e hoje é operado pela Estadual. O recurso usa as antenas de celular e envia a mensagem a todos os telefones que estiverem em um determinado perímetro. As mensagens se sobrepõem aos aplicativos abertos pelo usuário, que não precisa estar cadastrado para receber o alerta.

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“O Cell Broadcast é uma tecnologia que funciona nas redes 4G e 5G. Todos os telefones que estiverem na área de cobertura da telefonia vão receber o alerta da Defesa Civil”, explica o coordenador-executivo da Defesa Civil, coronel Ivan Ricardo Fernandes.

“Nos alertas severos, é encaminhada uma mensagem com apenas um bip, que pode ser lida pelo usuário e não faz barulho se o telefone estiver no silencioso. Mas em caso de alertas extremos, é tocada uma sirene por 10 segundos, independente se ele estiver ou não no telefone”, destaca. “Em ambos os casos, a mensagem se sobrepõe ao aplicativo que ela estiver usando. Mas se a pessoa estiver em sua residência, com o Wi-Fi ligado e o celular em modo avião, acaba não recebendo o alerta”.

Segundo um mapa gerado pelo sistema da Defesa Civil, os 134 alertas já disparados estão espalhados pelo Estado, com destaque para o Litoral e a região Sul. Guaratuba foi o município que teve o maior número de acionamentos, com 23 disparos, principalmente para avisar sobre a ocorrência de raios. Também foram enviados 14 alertas cada para Palmas, Matinhos e Salgado Filho e 12 para Pontal do Paraná.

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OUTROS ALERTAS – Além da plataforma, a Defesa Civil mantém outros sistemas para alertar a população sobre a ocorrências de eventos meteorológicos. Diferentemente do Cell Broadcast, o usuário precisa se cadastrar para ter acesso aos alertas. Os canais de comunicação já em uso pelo órgão são o WhatsApp, SMS, Telegram e as TVs por assinatura.

No site da Defesa Civil há dicas sobre como agir em diferentes situações de perigo. A Agência Estadual de Notícias também já fez uma matéria com orientações gerais sobre como agir antes, durante e depois de eventos extremos.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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