Paraná
Bombeiros formam 93 novos guarda-vidas militares e civis para reforçar segurança aquática
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) realizou, na manhã desta quinta-feira (12), em Matinhos, a formatura dos cursos de Guarda-Vidas Militar (GVM) e Guarda-Vidas Civil (GVC) da turma 2025/2026. A solenidade marcou a conclusão da formação de 93 novos guarda-vidas, preparados para atuar na prevenção, no salvamento aquático e no atendimento a ocorrências de afogamento em todo o Estado.
Do total de formandos, 30 são guarda-vidas militares, integrantes do efetivo da corporação, que passaram por 588 horas/aula de treinamento intensivo, com foco em técnicas avançadas de salvamento, resistência física e atuação em situações de alta complexidade. Já o curso de Guarda-Vidas Civil formou 63 voluntários, sendo 44 capacitados para atuação em águas abertas, no litoral, e 19 voltados para águas interiores, como rios e represas. A formação dos civis teve carga horária de 450 horas/aula.
Durante a cerimônia, foram homenageados os primeiros colocados de cada categoria: o soldado Leonardo Cesar Bolfer Correia, 1º colocado do curso de Guarda-Vidas Militar; Rafael Ferreira El Memari, 1º colocado entre os Guarda-Vidas Civis de Águas Abertas; e Wellington Costa Oliveira, 1º colocado na modalidade Águas Interiores. O 3º sargento Anderson Fernandes foi o orador da turma GVM.
Conforme o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, a formatura representa o reconhecimento pelo esforço e dedicação dos alunos ao longo do curso. “Hoje é um dia de reconhecimento. Cada formando que está aqui superou limites, enfrentou um treinamento exigente e demonstrou compromisso com a vida do próximo. O Estado valoriza esse esforço e confia plenamente na capacidade desses novos guarda-vidas para cumprir essa missão tão importante”, disse.
O comandante-geral do CBMPR, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino, ressaltou o nível de exigência da preparação. “A formação de guarda-vidas exige superação diária, preparo físico rigoroso e domínio técnico. Hoje entregamos à sociedade homens e mulheres prontos para cumprir uma das missões mais nobres da corporação: proteger vidas no ambiente aquático, com profissionalismo, disciplina e comprometimento”, afirmou.
A cerimônia contou com momentos simbólicos, como a entrada dos formandos correndo e entoando canções da corporação, a entrega dos certificados e a leitura do termo de encerramento, que formalizou a prontidão dos novos guarda-vidas para o serviço. O encerramento foi marcado pela tradicional natação no mar, simbolizando o início imediato das atividades e a integração dos formandos ao ambiente de atuação.
PRESENÇAS – Participaram da solenidade o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Jefferson Silva; a diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre dos Santos; o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Ciro Pimenta; o subcomandante-geral do CBMPR, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto; o delegado Getúlio Vargas, coordenador operacional da PCPR no Verão Maior; o coronel Ivan Ricardo Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil; o coronel Emerson José Guimarães Ferreira, comandante do 1º Comando Regional de Bombeiro Militar; o tenente-coronel Fabrício Frazatto dos Santos, comandante do 8º Batalhão de Bombeiro Militar; o prefeito de Guaraqueçaba, Alessandro Carneiro Soares Truchinski; a presidente da Câmara Municipal de Pontal do Paraná, Elinete Guimarães Rocha; a vereadora e 1ª secretária da Câmara Municipal de Pontal do Paraná, Cleonice Silva do Nascimento; e o 1º tenente Paulo Alves da Cunha, encarregado da Divisão de Inspeção Naval, representando o capitão de Mar e Guerra Maurício Tinoco dos Santos Benvenuto, capitão dos Portos do Paraná.
Fonte: Governo PR
Paraná
Estado capacita gestores municipais de Defesa Civil para atendimento de deficientes auditivos
A Coordenadoria de Defesa Civil Estadual (Cedec) realizou nesta quinta-feira (21) o primeiro workshop de capacitação em língua brasileira de sinais. A atividade teve apoio da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef) e reuniu 80 profissionais da Defesa Civil da capital, da Região Metropolitana de Curitiba e dos Campos Gerais.
A ideia é ampliar a linha de atuação para atendimento desse público em situações extremas. Foi apresentada a legislação nacional, a Política de Garantia dos Direitos da Pessoa com Deficiência, noções básicas da cultura surda e normas de atendimento em situações de emergência para este público. Os participantes também receberam treinamento prático sobre algumas expressões importantes em momentos de desastre.
De acordo com o último Censo, o Paraná possui 100 mil pessoas com algum nível de deficiência auditiva, cerca de 10 mil estão na Capital e RMC. “Este é o primeiro de uma série de eventos que faremos em todo o Estado para garantir a preparação e o atendimento adequado. Para isso, envolvemos outras secretarias e as associações de surdos para nos auxiliar nesse processo”, explica o coronel Ivan Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil
Para Lígia Klen, coordenadora de projetos da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENES), a comunicação é uma grande barreira a ser superada para que essas pessoas recebam as informações sobre como se comportar diante de um desastre. Segundo a coordenadora, cerca de 90% da população não têm qualquer conhecimento sobre a língua de sinais.
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“Essa preocupação da Defesa Civil em promover esse evento e trazer essa pauta de discussões é algo de muito valor. Na tragédia que ocorreu no Rio Grande do Sul, muitos surdos ficaram pedindo a suas famílias por conta dessa falta de comunicação. Precisamos conseguir passar as informações em tempo hábil para que eles não sejam vítimas das tragédias”, declara.
Identificar e cadastrar pessoas com deficiência em áreas de atenção é uma das orientações repassadas aos agentes municipais de Defesa Civil. O objetivo é incorporar essas informações no plano de contingência para servir de base em momentos de desastres.
“Rever práticas como o uso de sirene, alarmes e a dinâmica dentro dos abrigos são algumas realidades revistas a partir desses encontros. A ideia, num segundo momento, é capacitar as coordenadorias municipais para assegurar o primeiro atendimento, seja para fazer perguntas básicas para saber como está se sentido ou indicar o local para onde tem que ir e assim conseguir padronizar esses contatos”, complementa o capitão Julian Waldrigues, que participou do curso.
A gestão dos abrigos também foi um dos assuntos discutidos entre os participantes, principalmente nos casos de média ou longa permanência. “Quando falamos da comunidade surda, existem pessoas que sabem ler ou não, que tem a língua de sinais como a primeira língua, é nosso dever garantir o atendimento igualitário a todos”, completa.
Fonte: Governo PR
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