Brasil
Governo do Brasil abre inscrições para o Comitê Nacional de Enfrentamento ao Racismo Ambiental e Climático
Estão abertas até 4 de março as inscrições para o Comitê Nacional de Enfrentamento ao Racismo Ambiental e Climático, uma articulação dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), da Igualdade Racial (MIR), dos Povos Indígenas (MPI) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
O edital convoca organizações da sociedade civil a indicarem representantes que vão contribuir com a articulação interministerial e multissetorial para o enfrentamento do racismo ambiental e climático, de forma a difundir a compreensão de seus efeitos na sociedade e no meio ambiente.
Para se inscrever, é necessário preencher o formulário de inscrição e enviá-lo, com a documentação solicitada, para o e-mail: [email protected]. No ato da inscrição também devem ser informados o setor de atuação da organização, o gênero e a região do país das pessoas indicadas.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou o comitê como um passo fundamental para colocar a justiça climática no centro das políticas de enfrentamento à mudança do clima. “Não há solução sem combater as desigualdades históricas que fazem com que comunidades tradicionais, povos indígenas, população negra e moradores de periferias urbanas sofram desproporcionalmente os impactos do aquecimento global, embora quase nada contribuam para suas causas”, afirmou.
Segundo a ministra, uma pesquisa apontou que, na América Latina, de 2000 a 2018, um em cada quatro moradores de bairros com menores índices de escolaridade foi exposto a enchentes. Em bairros com maiores níveis de escolaridade, essa proporção é de um em cada 20 moradores. “Ampliar a participação desses grupos na formulação de políticas públicas aumenta sua efetividade e fortalece a democracia”, pontuou.
A participação da sociedade é fundamental para avançar nos debates e estratégias de enfrentamento do fenômeno, destaca a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. “O problema é coletivo e as soluções também precisam ser. Esse comitê amplia a participação de povos, comunidades tradicionais e grupos historicamente vulnerabilizados nos debates sobre o racismo ambiental e esse é um avanço muito importante”, comenta.
A participação de quem constrói e vive a realidade é fundamental. “Apesar de serem os que mais protegem o meio ambiente, os povos indígenas estão entre os mais impactados pela emergência climática que vivemos. Por isso, a participação dos povos indígenas na construção de soluções é fundamental. Este Comitê fortalece essa participação e busca caminhos nesse sentido, uma construção conjunta entre todos aqueles que sofrem com a mudança do clima no seu dia a dia”, afirma a ministra Sonia Guajajara.
Os formulários das documentações complementares necessárias para efetivar a inscrição estão disponíveis aqui. A homologação das inscrições e a divulgação do resultado estão previstas para até 20 de abril de 2026.
Comitê Nacional de Enfrentamento ao Racismo Ambiental e Climático
Criado no contexto da COP30, a iniciativa é coordenada pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério dos Povos Indígenas (MPI). O Comitê é uma instância dedicada a articular políticas públicas, produzir diretrizes e impulsionar ações educativas que enfrentem as desigualdades vivenciadas por populações negras, indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Reforça a governança compartilhada e a centralidade do enfrentamento ao racismo ambiental na política climática nacional, conforme a portaria Interministerial MIR/MMA/MDA/MPI nº 12, de 9 de setembro de 2025.
O Comitê amplia a participação de povos, comunidades tradicionais e grupos historicamente vulnerabilizados nos debates sobre a mudança do clima. Ele também integra o Círculo dos Povos, instância criada pela presidência da COP30 para assegurar a representatividade de comunidades tradicionais, povos indígenas, população afrodescendente e agricultores familiares nas discussões climáticas internacionais. Entre suas atribuições estão promover o diálogo com órgãos e entidades e contribuir para ampliar a compreensão e o enfrentamento do racismo ambiental.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Brasil
Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, em Natal: ações voltadas ao desenvolvimento sustentável da atividade
A etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca em Natal (RN) foi realizada no último dia 3 de junho, reunindo representantes da pesca artesanal, da aquicultura, de comunidades tradicionais, colônias de pescadores, entidades da sociedade civil, pesquisadores e gestores públicos. O objetivo foi debater o futuro do setor e construir propostas para o fortalecimento das políticas públicas voltadas às águas brasileiras.
A conferência foi promovida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em parceria com o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE/RN). O encontro integrou o processo preparatório da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (4ª CNAP). O tema será: “Pesca e Aquicultura: de Política de Governo a Política de Estado“.
Durante a programação, os participantes discutiram os principais desafios enfrentados pelo setor, incluindo o fortalecimento da pesca artesanal, a ampliação do acesso às políticas públicas, a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras da pesca e da aquicultura, a sustentabilidade ambiental, a assistência técnica, o desenvolvimento da produção aquícola e a comercialização do pescado.
A conferência também foi um espaço de diálogo entre governo e sociedade, permitindo que diferentes segmentos apresentassem suas demandas, experiências e contribuições para a construção de políticas públicas inclusivas e permanentes para o setor.
Ao todo, foram 258 participantes inscritos, sendo 174 representantes da sociedade civil, 55 do poder público e 29 da academia. Entre os inscritos da sociedade civil, predominou a participação de representantes da pesca artesanal, seguida da aquicultura e da pesca industrial. Já entre os representantes governamentais e da academia, destacaram-se as áreas da pesca artesanal e da aquicultura, evidenciando a diversidade de perspectivas envolvidas na construção das propostas.
As propostas elaboradas durante os grupos de discussão e plenárias serão sistematizadas e encaminhadas para as próximas etapas da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca. Elas vão contribuir para a formulação de diretrizes e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável da atividade pesqueira e aquícola em todo o país.
Além da construção de propostas, a etapa estadual também definiu a representação do Rio Grande do Norte na etapa nacional da 4ª CNAP. Durante a conferência, foram eleitos sete delegados e delegadas responsáveis por representar o estado nas próximas fases do processo.
O encontro também destacou a importância estratégica da pesca e da aquicultura para a geração de renda, segurança alimentar, preservação dos modos de vida tradicionais e desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Norte e do Brasil.
ASCOM.
Ministério da Pesca e Aquicultura.
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