Connect with us


Paraná

Com projeto já em andamento, pavimentação da PR-436 vai transformar região de Ibaiti

Publicado em

O Norte do Paraná vai ganhar em breve um reforço importante em sua infraestrutura. Com um investimento de R$ 37,1 milhões, o Governo do Estado vai garantir a pavimentação de 10 km da PR-436 em Ibaiti, do entroncamento com a Rodovia Transbrasiliana até o distrito de Vila Guay. Como o edital utiliza o regime de contratação integrada, a mesma empresa é responsável pela elaboração do projeto básico e projeto executivo de engenharia e execução da obra.

Os estudos técnicos já estão em andamento e são fundamentais para garantir a segurança e a durabilidade do novo asfalto. Nesta etapa, os engenheiros avaliam a composição do solo, o relevo da região e calculam a estrutura de pavimento necessária para suportar o tráfego pesado, principalmente de caminhões que escoam a produção agrícola regional.

O projeto executivo prevê a pavimentação completa da rodovia. Para garantir o desenvolvimento sustentável da região, as obras seguirão critérios de preservação, incluindo o controle de erosão e a proteção das áreas de mananciais próximas ao traçado. O plano prevê o manejo adequado da fauna local e a recomposição da vegetação nas faixas de domínio para minimizar o impacto ambiental.

Leia mais:  Governo envia para Assembleia projeto que formaliza a participação do Paraná no Cosud

Além da capa asfáltica nas duas faixas de rolamento, a rodovia contará com acostamentos em ambos os lados, calçadas nos perímetros urbanos para a segurança dos pedestres, um sistema completo de sinalização vertical e horizontal, além de dispositivos de drenagem, como bueiros e galerias, essenciais para o correto escoamento de águas pluviais.

O edital estipula um prazo de 10 meses para elaboração dos projetos e licenciamento ambiental, que está sendo contado a partir da assinatura da Ordem de Serviço, ocorrida em 09 de fevereiro. Portanto, o prazo contratual para a entrega dos projetos e estudos e o início das obras é 08 de dezembro.

“Esse modelo de contratação é amplamente utilizado pelo DER/PR em obras importantes, a exemplo da Ponte de Guaratuba. É uma modalidade que tem apresentado bons resultados, antecipando a entrega das obras se comparado com o modelo tradicional em que o órgão precisa ter os projetos básicos e executivos para a licitação da obra”, explica Janice Kazmierczak Soares, diretora técnica do DER-PR.

Leia mais:  Mais 242 servidores: governador autoriza ampliação do quadro funcional do IAT

ROTA DO CAFÉ – A PR-436 é uma rota vital para a cafeicultura e a agricultura familiar de Ibaiti e distritos vizinhos. Maria Maciel, presidente da Associação das Mulheres do Café do Norte Pioneiro (Amucafé) e produtora de orgânicos (café e olerícolas), destaca que a pavimentação da rodovia ajudará muito no processo de escoamento, “Também vai atrair mais empresas para buscar os nossos produtos e assim aumentar mais a produtividade. A minha expectativa é que vai desenvolver melhor a região, já que nosso potencial de produção é muito grande”, diz.

Segundo o DER-PR, a pavimentação vai ajudar a reduzir o custo do frete e pode ser um catalisador para o desenvolvimento socioeconômico de toda a região.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Projeto de monitoramento inteligente vence Hackathon Sustentabilidade do IAT

Published

on

Uma solução voltada ao monitoramento de visitantes em trilhas e áreas naturais conquistou o primeiro lugar no Hackathon Sustentabilidade promovido nessa terça-feira (9) pelo Instituto Água e Terra (IAT) durante o Festival Internacional de Turismo Cataratas (FITCataratas), em Foz do Iguaçu, na região Oeste. A proposta vencedora foi desenvolvida pelas estudantes Nathalia Rompp e Barbara Ribeiro, do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus Cascavel.

A iniciativa reuniu estudantes, especialistas e profissionais em uma maratona de 11 horas de inovação voltada à criação de soluções para desafios enfrentados pelas Unidades de Conservação do Paraná. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Ao longo do dia, os participantes passaram por etapas de inspiração, apresentação dos desafios, formação de equipes, ideação, desenvolvimento de propostas, mentorias técnicas, prototipação de Produtos Mínimos Viáveis (MVPs) e apresentações finais em formato pitch (rápidas e objetivas) para uma banca técnica especializada.

A avaliação ficou a cargo de Cristiane Santos, da Curitiba Convention & Visitors Bureau (CCVB), Alan Lessa, do IAT, e Rafael Campos, da Inspectrum Consultoria, que analisaram critérios como inovação, criatividade, potencial de gestão, aplicabilidade e viabilidade das propostas.

Batizado de Trilha, o projeto que conquistou o primeiro lugar recebeu uma premiação de R$ 5 mil ao apresentar uma solução voltada ao monitoramento de visitantes por meio da utilização de tecnologia NFC e sistemas de localização por rádio. A solução prevê a criação de pontos de controle ao longo dos percursos, permitindo acompanhar o deslocamento dos visitantes e fornecer informações em tempo real para as equipes responsáveis pela gestão das áreas protegidas.

A equipe Tria conquistou a segunda colocação e recebeu R$ 3 mil em premiação. O terceiro lugar ficou com a equipe Sentinela, premiada com R$ 2 mil.

A proposta surgiu a partir de um desafio apresentado pelos gestores das Unidades de Conservação durante o evento. Atualmente, o acompanhamento dos visitantes ainda depende, em muitos casos, de registros manuais, dificultando o monitoramento dos usuários ao longo das trilhas. “A principal dificuldade apresentada pelos gestores estava relacionada ao acompanhamento das pessoas dentro das trilhas. Nossa proposta foi utilizar tecnologias que já existem para melhorar esse monitoramento e aumentar a segurança dos visitantes”, explicou Nathalia Rompp.

Leia mais:  Estado cria novos departamentos para operações especiais e combate ao crime organizado na PCPR

SOLUÇÃO DE DESAFIOS – Para o diretor-presidente do Instituto Água e Terra, Volnei Bisogin, o principal resultado do Hackathon foi demonstrar como a inovação pode contribuir para solucionar desafios concretos da gestão ambiental. “Estou muito satisfeito com os resultados. O Hackathon trouxe soluções inovadoras para questões que fazem parte da nossa rotina, especialmente relacionadas ao controle e à segurança dos visitantes que frequentam as Unidades de Conservação”, afirmou.

Segundo ele, uma das preocupações permanentes do Instituto está relacionada ao acompanhamento dos visitantes que utilizam trilhas e áreas protegidas. “Já enfrentamos situações de pessoas desaparecidas em áreas naturais e sabemos da importância de aperfeiçoar nossos mecanismos de controle e monitoramento. As ferramentas apresentadas demonstram que a tecnologia pode ser uma grande aliada para tornar esse processo mais eficiente e seguro”, destacou.

Bisogin ressaltou ainda que as propostas apresentadas possuem potencial de aplicação prática nas unidades administradas pelo órgão ambiental. “Todas as tecnologias desenvolvidas durante o Hackathon apresentam aplicabilidade. Agora vamos avançar na avaliação técnica e no planejamento necessário para que essas soluções possam contribuir com a gestão das nossas unidades”, disse.

O diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto, destacou que o objetivo do Hackathon foi identificar soluções que possam ser efetivamente utilizadas nas Unidades de Conservação estaduais. “A proposta foi buscar soluções replicáveis e aplicáveis, capazes de melhorar a gestão das Unidades de Conservação. As soluções apresentadas representam oportunidades concretas para aprimorar tanto a experiência dos visitantes quanto os processos de controle e gestão dessas áreas protegidas”, afirmou.

Leia mais:  PCPR na Comunidade levará serviços de polícia judiciária à população de Moreira Sales

De acordo com Andreguetto, o encerramento da competição marca o início de uma nova etapa de desenvolvimento dos projetos. “Agora inicia-se uma fase de validação. As propostas vencedoras serão apresentadas em outras unidades de conservação para análise técnica. A partir daí, poderão avançar para processos de testagem e prototipagem, sempre considerando sua viabilidade operacional e de implantação”, explicou.

INOVAÇÃO COLABORATIVA – Para Jean Alex dos Santos, gerente de Áreas Protegidas do IAT e mentor do Hackathon, o evento demonstrou o potencial da inovação colaborativa na busca por soluções para desafios ambientais. “Foi uma experiência bastante enriquecedora. Em apenas um dia surgiram ideias muito interessantes, mostrando como soluções inovadoras podem ser desenvolvidas quando reunimos diferentes conhecimentos e perspectivas”, afirmou.

Segundo ele, os mentores atuaram apresentando desafios reais enfrentados pelas Unidades de Conservação e oferecendo suporte técnico aos participantes ao longo do processo. A interação entre estudantes, especialistas e gestores públicos também foi apontada como um dos pontos fortes da iniciativa. “Algumas das propostas apresentadas já começam a ser analisadas para possível desenvolvimento futuro. Esse é um dos grandes ganhos do Hackathon: transformar criatividade e conhecimento técnico em soluções com potencial de aplicação prática”, concluiu.

INTEGRAÇÃO – O primeiro Hackathon Sustentabilidade integrou a programação do FITCataratas e marcou uma nova etapa na aproximação entre inovação, tecnologia e gestão ambiental, conectando universidades, especialistas e poder público na construção de soluções para os desafios da conservação da natureza no Paraná. O festival vai até sexta-feira (12), em Foz do Iguaçu.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262