Agro
Massey Ferguson apresenta trator MF 8S Xtra com tecnologias avançadas de eficiência e agricultura de precisão
Lançamento do MF 8S Xtra no Show Rural Coopavel
A Massey Ferguson, referência no setor agrícola brasileiro, apresentou no Show Rural Coopavel 2026, em Cascavel (PR), o trator MF 8S Xtra, nova versão da consagrada série MF 8S. O modelo chega ao mercado com melhorias voltadas à eficiência operacional, conforto do operador e sustentabilidade no campo, mantendo a potência e a confiabilidade que já caracterizam a linha.
Hélice reversível: limpeza automática do capô
Uma das principais novidades do MF 8S Xtra é a hélice reversível, que permite a limpeza automática do capô. Segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, o recurso é fundamental em operações como a colheita de soja, onde o acúmulo de resíduos pode comprometer a entrada de ar e elevar a temperatura do motor.
“Com apenas um toque no botão dentro da cabine, o operador inverte o fluxo de ar, eliminando impurezas e garantindo melhor desempenho térmico e maior disponibilidade da máquina no campo”, explica Zanetti.
Tráfego controlado: preservação do solo e aumento da produtividade
O MF 8S Xtra incorpora também o tráfego controlado, tecnologia já utilizada em culturas como a cana-de-açúcar e que vem sendo adotada em grandes áreas de grãos. O sistema permite que todas as operações agrícolas sejam realizadas sempre nos mesmos rastros, previamente definidos por softwares de agricultura de precisão integrados ao piloto automático.
Os benefícios incluem:
- Redução da compactação do solo;
- Preservação de áreas de maior potencial produtivo;
- Maior eficiência e sustentabilidade nas operações.
“Ao concentrar o tráfego das máquinas, o produtor otimiza o desenvolvimento das culturas e o uso de recursos”, detalha Zanetti.
Potência e transmissão para diferentes perfis de operação
O trator está disponível em três faixas de potência: 265 cv, 285 cv e 305 cv, atendendo diferentes demandas no campo. Mantém a transmissão Dyna-VT (CVT), reconhecida por sua eficiência, suavidade de condução e melhor aproveitamento da potência em diversas condições de trabalho.
Conforto e ergonomia para o operador
A série MF 8S Xtra preserva o conceito exclusivo Protect-U, que mantém 24 cm de vão entre o motor e a cabine, reduzindo ruídos, vibrações e transferência de calor. Essa solução proporciona maior conforto durante longas jornadas de trabalho.
Outros avanços incluem:
- Novas grelhas superiores e capô lateral para melhor fluxo de ar e eficiência no arrefecimento;
- Escapamento redesenhado, garantindo maior visibilidade e menor aquecimento externo;
- Plataforma lateral direita repaginada, facilitando acesso, inspeção e manutenção do equipamento.
O MF 8S Xtra chega como uma solução completa para produtores que buscam tecnologia, robustez e eficiência, reforçando o compromisso da Massey Ferguson com a inovação e a agricultura moderna.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Colheita da safrinha de milho avança no Centro-Sul, mas estiagem reduz potencial produtivo em importantes regiões
A colheita da segunda safra de milho 2026 começou a ganhar ritmo no Centro-Sul do Brasil, impulsionada principalmente pelo avanço dos trabalhos em Mato Grosso. No entanto, enquanto algumas regiões projetam produtividades elevadas, outras já enfrentam impactos significativos da estiagem, que compromete o potencial produtivo das lavouras.
Levantamento divulgado pela AgRural aponta que, até a última quinta-feira (28), a colheita da safrinha havia alcançado 2,4% da área cultivada na região Centro-Sul do país. O percentual representa avanço em relação aos 0,9% registrados na semana anterior e supera os 1,3% observados no mesmo período do ano passado.
Mato Grosso lidera a colheita da safrinha
Maior produtor nacional de milho, Mato Grosso segue ditando o ritmo da colheita brasileira. As condições climáticas favoráveis e o bom desenvolvimento das lavouras permitiram o avanço das máquinas em diversas regiões do estado.
O Paraná aparece na sequência, embora em ritmo mais lento. A elevada umidade em parte das áreas produtoras ainda limita o andamento dos trabalhos, exigindo maior cautela dos produtores para preservar a qualidade dos grãos.
Além de Mato Grosso e Paraná, as expectativas de produtividade permanecem positivas em Mato Grosso do Sul e no sul de São Paulo, regiões que foram beneficiadas por melhores condições climáticas durante o ciclo da cultura.
Estiagem preocupa produtores em Minas Gerais e Goiás
Se por um lado algumas áreas caminham para resultados satisfatórios, por outro a falta de chuvas tem causado preocupação crescente em importantes polos produtores do país.
No norte de São Paulo, em Minas Gerais e em Goiás, produtores já iniciaram os cálculos das perdas provocadas pela estiagem prolongada registrada nos últimos meses. A redução da umidade no solo durante fases decisivas do desenvolvimento das plantas comprometeu o enchimento dos grãos e limitou o potencial produtivo de parte das lavouras.
Técnicos do setor relatam que os impactos variam conforme a região e a época de plantio, mas há expectativa de reduções expressivas na produtividade em áreas mais afetadas pelo déficit hídrico.
Mercado acompanha definição da safra brasileira
O desempenho da segunda safra de milho é acompanhado com atenção pelo mercado interno e pelos importadores internacionais. A safrinha responde por aproximadamente 75% da produção nacional do cereal e tem papel fundamental no abastecimento doméstico e nas exportações brasileiras.
Nas próximas semanas, o avanço da colheita permitirá uma avaliação mais precisa dos resultados produtivos em cada estado, especialmente nas regiões atingidas pela seca.
Analistas destacam que, apesar das perdas localizadas, o potencial de boa produção em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e parte de São Paulo pode contribuir para manter o Brasil entre os maiores exportadores mundiais de milho em 2026.
Clima seguirá determinando os resultados finais
A reta final da colheita será decisiva para consolidar o tamanho da safra brasileira. Enquanto produtores das regiões mais favorecidas aguardam produtividades acima da média, aqueles que enfrentaram estiagem seguem revisando suas projeções e calculando os impactos econômicos sobre a rentabilidade da temporada.
O comportamento climático das próximas semanas também será importante para garantir o avanço dos trabalhos de campo e preservar a qualidade dos grãos colhidos, fator essencial para a comercialização no mercado interno e externo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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