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Agro

Castrolanda anuncia pacote histórico de R$ 500 milhões em investimentos para 2026

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A Castrolanda revelou um pacote de investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões para 2026, o maior já realizado pela cooperativa. O anúncio ocorreu durante coletiva de imprensa que também marcou o lançamento das ações comemorativas pelos 75 anos da instituição, celebrados ao longo deste ano.

Segundo a cooperativa, os aportes têm como objetivo impulsionar o crescimento sustentável, fortalecer a capacidade industrial e ampliar a atuação em novas regiões e segmentos de negócios.

Investimentos estratégicos em leite e indústria

De acordo com o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, os investimentos estão alinhados ao planejamento estratégico Rumo ao Horizonte 2030, visando preparar a cooperativa para atender ao crescimento da produção de leite e consolidar sua presença no mercado.

Entre os principais projetos está a Torre de Secagem de Leite, com investimento de R$ 200 milhões em 2026, dentro de um aporte total de cerca de R$ 480 milhões na Usina de Beneficiamento de Leite (UBL), em Castro (PR).

A obra civil já está em andamento, os equipamentos foram adquiridos e a expansão da capacidade industrial está prevista para 2028, com incentivo do programa Paraná Competitivo.

Expansão para o Tocantins e novas frentes agrícolas

Outro destaque é a construção do Entreposto Agrícola em Colinas do Tocantins, que terá R$ 50 milhões em 2026, parte de um investimento total de R$ 124 milhões. A unidade está em fase avançada de construção, com montagem de silos, secadores e obras civis, e deve iniciar operações em janeiro de 2027.

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Segundo o diretor executivo, Seung Lee, o Tocantins representa uma nova fronteira agrícola para a cooperativa, permitindo crescimento sustentável e oportunidades para cooperados na região, diante de custos elevados de terras no Paraná.

Inovação e educação no agronegócio

A Castrolanda também avança no Parque Tecnológico Agroleite, com investimentos acima de R$ 80 milhões em parceria com o Governo do Estado e o Senar. O projeto inclui:

  • Laboratórios de pesquisa
  • Centro de Excelência do Leite
  • Estruturas para inovação em pecuária leiteira

Além disso, a cooperativa participará da implantação do curso de Medicina Veterinária em Castro, em parceria com o Governo do Estado, Prefeitura e Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Diversificação de negócios

A cooperativa estuda ainda novos investimentos superiores a R$ 100 milhões, voltados para snacks, combustíveis e nutrição animal, buscando ampliar sua atuação em setores estratégicos e manter crescimento mesmo em cenários econômicos desafiadores.

Segundo Seung Lee:

“O mercado é cíclico e sempre teremos momentos de instabilidade. O agronegócio é um setor de escala e acreditamos que o Brasil continuará sendo o celeiro do mundo. Por isso, seguimos investindo e fortalecendo a cooperativa e nossos cooperados.”

Comemoração dos 75 anos: história, união e crescimento

Ao longo de 2026, a Castrolanda promoverá uma programação especial de ações comemorativas, dividida em três grandes eixos temáticos:

  • História (1º quadrimestre)
  • Campanhas comemorativas e coletiva de imprensa
  • Lives com colaboradores
  • Projeto “Mulheres que Fazem História”
  • Teatro nas escolas e revista especial
  • União (2º quadrimestre)
  • Entrega do segundo kit comemorativo
  • Revitalização de fachadas e novo portal da Colônia
  • Eventos como Gira Jovem e 45º Zeskamp
  • Ações sociais e participação no Agroleite
  • Crescimento (3º quadrimestre)
  • Homenagens aos cooperados
  • Dia da Família e confraternizações
  • Evento especial de expansão no Tocantins
  • Culto comemorativo e lançamento da terceira edição da revista
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Segundo Willem Bouwman, as comemorações têm o objetivo de aproximar a cooperativa da comunidade e reforçar a importância do cooperativismo na história e no desenvolvimento regional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Modernização das plantas de fertilizantes é essencial para reduzir custos e fortalecer a indústria no Brasil

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Brasil depende de importações e movimenta 45 milhões de toneladas de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes registrou a entrega de aproximadamente 45 milhões de toneladas em 2025, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Apesar do volume expressivo, o setor segue altamente dependente do mercado externo: cerca de 85% dos nutrientes utilizados no país são importados, de acordo com dados do Comex Stat. Essa operação movimenta aproximadamente US$ 15 bilhões por ano.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência externa até 2050

Diante desse cenário, a modernização das plantas industriais é uma das diretrizes centrais do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), coordenado pelo Conselho Nacional de Fertilizantes e Insumos Nutricionais (Confert).

O objetivo do programa é reduzir a dependência externa do Brasil para cerca de 45% até 2050, fortalecendo a produção nacional e a competitividade do setor.

Eficiência no processamento é chave para manter margens do setor

Com os preços dos fertilizantes atrelados ao dólar, a eficiência operacional nas unidades de mistura e processamento se torna um dos principais fatores de controle de custos da indústria.

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Segundo Franklin Oliveira, diretor LATAM do setor de Indústria e Portos da AGI Brasil, a modernização é fundamental para garantir viabilidade econômica e segurança operacional.

“O fertilizante é um ativo dolarizado e um dos itens de maior peso na planilha do produtor. O rigor na dosagem assegura que o insumo entregue corresponda exatamente ao formulado, evitando desperdícios de matéria-prima cara”, afirma.

Falhas na mistura podem gerar riscos regulatórios e perdas financeiras

Além do impacto econômico, o especialista alerta que falhas no processo de mistura podem comprometer a conformidade do produto.

Sem sistemas de controle precisos, o fertilizante final pode apresentar variações na composição química, resultando em lotes fora das especificações exigidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Segregação de materiais é um dos principais desafios técnicos da indústria

Um dos principais gargalos do setor está na dificuldade de homogeneizar matérias-primas com diferentes densidades e tamanhos de partículas.

Segundo Franklin Oliveira, quando esses componentes são movimentados juntos, ocorre a segregação física, em que partículas menores tendem a se concentrar em determinadas áreas do fluxo, enquanto as maiores se deslocam para outras regiões, comprometendo a uniformidade do produto.

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Automação reduz perdas e melhora precisão na produção

Para reduzir essas perdas, a adoção de sistemas automatizados é apontada como fundamental.

De acordo com benchmarks industriais, processos com baixa automação ou dependência de ajustes manuais podem gerar perdas de nutrientes entre 1% e 3% do volume total processado.

Sistemas de fluxo contínuo com monitoramento digital permitem ajustes em tempo real, compensando variações como umidade e densidade dos lotes, aumentando a precisão da mistura.

Automação e precisão definem futuro da indústria de fertilizantes

Com o avanço da tecnologia, o setor tende a ampliar o uso de soluções automatizadas para garantir maior padronização e eficiência produtiva.

Para Franklin Oliveira, a capacidade de manter homogeneidade em escala industrial será determinante para a competitividade global da indústria brasileira.

“A capacidade de manter a homogeneidade em escala industrial é o que permitirá ao Brasil produzir fertilizantes especiais e de liberação controlada com o mesmo rigor das principais potências globais. Não se trata apenas de movimentar carga, mas de assegurar que a engenharia de precisão atue como o núcleo da inteligência financeira da planta”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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