Agro
Exportações de açúcar do Brasil caem 27,2% em receita em janeiro com queda nos preços internacionais
Receita do setor açucareiro sofre impacto da desvalorização global
As exportações brasileiras de açúcar e melaços encerraram janeiro de 2026 com um recuo expressivo de 27,2% no faturamento em comparação ao mesmo mês de 2025. A informação foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O setor arrecadou US$ 728,2 milhões no primeiro mês deste ano, contra US$ 999,6 milhões obtidos em janeiro do ano passado. Além da diferença de desempenho, o número de dias úteis também variou: 21 em 2026 contra 22 em 2025, o que contribuiu levemente para a redução no resultado mensal.
Volume exportado tem leve retração
Mesmo com a queda na receita, o volume embarcado apresentou apenas uma redução moderada de 2,1%. Foram 2,02 milhões de toneladas exportadas em janeiro de 2026, ante 2,06 milhões de toneladas no mesmo período de 2025.
Na média diária, o desempenho se manteve praticamente estável, com 96,2 mil toneladas por dia neste ano, contra 93,7 mil toneladas diárias no ano anterior — um leve avanço que, contudo, não compensou a desvalorização dos preços.
Preços internacionais puxam queda na receita
O principal fator para a redução do faturamento foi a forte queda nos preços internacionais do açúcar. O preço médio por tonelada recuou 25,6%, passando de US$ 484,80 em janeiro de 2025 para US$ 360,50 em janeiro de 2026.
Com o mercado global pressionado e o câmbio menos favorável, a leve retração no volume exportado acabou amplificando a queda na receita total, impactando diretamente o desempenho das exportações brasileiras do setor no início do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Colheita da safrinha de milho avança no Centro-Sul, mas estiagem reduz potencial produtivo em importantes regiões
A colheita da segunda safra de milho 2026 começou a ganhar ritmo no Centro-Sul do Brasil, impulsionada principalmente pelo avanço dos trabalhos em Mato Grosso. No entanto, enquanto algumas regiões projetam produtividades elevadas, outras já enfrentam impactos significativos da estiagem, que compromete o potencial produtivo das lavouras.
Levantamento divulgado pela AgRural aponta que, até a última quinta-feira (28), a colheita da safrinha havia alcançado 2,4% da área cultivada na região Centro-Sul do país. O percentual representa avanço em relação aos 0,9% registrados na semana anterior e supera os 1,3% observados no mesmo período do ano passado.
Mato Grosso lidera a colheita da safrinha
Maior produtor nacional de milho, Mato Grosso segue ditando o ritmo da colheita brasileira. As condições climáticas favoráveis e o bom desenvolvimento das lavouras permitiram o avanço das máquinas em diversas regiões do estado.
O Paraná aparece na sequência, embora em ritmo mais lento. A elevada umidade em parte das áreas produtoras ainda limita o andamento dos trabalhos, exigindo maior cautela dos produtores para preservar a qualidade dos grãos.
Além de Mato Grosso e Paraná, as expectativas de produtividade permanecem positivas em Mato Grosso do Sul e no sul de São Paulo, regiões que foram beneficiadas por melhores condições climáticas durante o ciclo da cultura.
Estiagem preocupa produtores em Minas Gerais e Goiás
Se por um lado algumas áreas caminham para resultados satisfatórios, por outro a falta de chuvas tem causado preocupação crescente em importantes polos produtores do país.
No norte de São Paulo, em Minas Gerais e em Goiás, produtores já iniciaram os cálculos das perdas provocadas pela estiagem prolongada registrada nos últimos meses. A redução da umidade no solo durante fases decisivas do desenvolvimento das plantas comprometeu o enchimento dos grãos e limitou o potencial produtivo de parte das lavouras.
Técnicos do setor relatam que os impactos variam conforme a região e a época de plantio, mas há expectativa de reduções expressivas na produtividade em áreas mais afetadas pelo déficit hídrico.
Mercado acompanha definição da safra brasileira
O desempenho da segunda safra de milho é acompanhado com atenção pelo mercado interno e pelos importadores internacionais. A safrinha responde por aproximadamente 75% da produção nacional do cereal e tem papel fundamental no abastecimento doméstico e nas exportações brasileiras.
Nas próximas semanas, o avanço da colheita permitirá uma avaliação mais precisa dos resultados produtivos em cada estado, especialmente nas regiões atingidas pela seca.
Analistas destacam que, apesar das perdas localizadas, o potencial de boa produção em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e parte de São Paulo pode contribuir para manter o Brasil entre os maiores exportadores mundiais de milho em 2026.
Clima seguirá determinando os resultados finais
A reta final da colheita será decisiva para consolidar o tamanho da safra brasileira. Enquanto produtores das regiões mais favorecidas aguardam produtividades acima da média, aqueles que enfrentaram estiagem seguem revisando suas projeções e calculando os impactos econômicos sobre a rentabilidade da temporada.
O comportamento climático das próximas semanas também será importante para garantir o avanço dos trabalhos de campo e preservar a qualidade dos grãos colhidos, fator essencial para a comercialização no mercado interno e externo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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