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Agro

Banco do Brasil projeta R$ 2 bilhões em propostas de crédito rural durante o Show Rural Coopavel 2026

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Feira em Cascavel abre o calendário do agronegócio nacional

O Banco do Brasil (BB) participa novamente do Show Rural Coopavel 2026, um dos principais eventos do agronegócio brasileiro, que ocorre entre 9 e 13 de fevereiro, em Cascavel (PR).

Para esta 38ª edição, o banco prevê R$ 2 bilhões em propostas de crédito rural, abrangendo agricultores familiares, médios e grandes produtores. As linhas de crédito terão taxas a partir de 2,5% ao ano, com recursos do Plano Safra, disponíveis para todos os perfis do setor.

Preparação antecipada e atendimento especializado

A preparação do BB começou ainda em janeiro, com a realização de 95 reuniões prévias com produtores e cooperativas rurais. O objetivo foi apresentar condições de financiamento e estreitar o relacionamento com o público antes mesmo do início da feira.

Durante o evento, mais de 90 funcionários estarão dedicados exclusivamente ao atendimento e suporte aos clientes, tanto nas revendas participantes quanto no estande principal do banco, que terá 300 m² de área útil.

O espaço contará com salas de reunião, auditório, mesas de atendimento gerencial, café, torre de recarga de celular e ações promocionais. Diariamente, serão realizadas cerimônias de assinatura de contratos de financiamento, fortalecendo o compromisso do banco com o setor.

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Compromisso histórico com o agro

O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, destacou a relevância da participação contínua do banco no evento.

“Participar do Show Rural Coopavel ao longo de todos esses anos reforça o compromisso histórico do Banco do Brasil com o agro do Paraná. Seguiremos financiando os investimentos necessários para o fortalecimento dos agricultores e cooperativas, oferecendo assessoria especializada e atendimento resolutivo”, afirmou o executivo.

Benefícios exclusivos e promoções no estande do BB

Durante a feira, o Banco do Brasil oferecerá condições especiais para seus clientes e visitantes. Confira as principais:

  • BB Seguros
    • Mais de 50 municípios paranaenses terão descontos exclusivos:
      • 10% na contratação de Seguros Agrícolas (Área Financiada e Área Não Financiada);
      • 10% no Seguro Patrimônio Rural.
  • BB Consórcios
    • Clientes terão 30% de desconto nos grupos de veículos pesados e imobiliário do Consórcio Agro durante o evento.
Programação técnica e atividades especiais
  • Palestra sobre estratégias de mercado e derivativos
    • 10 de fevereiro, às 14h
      • Especialistas do BB apresentarão soluções de proteção de preços agrícolas e estratégias para enfrentar oscilações de mercado e desafios climáticos.
  • Rolê que Rende – Encontro com a juventude do agro
    • 11 de fevereiro, às 9h e 11h
      • Voltado ao público jovem e universitário, o evento abordará investimentos, carreira, inovação e educação financeira, incentivando o protagonismo da nova geração no campo.
  • Roda de conversa com correspondentes bancários
    • 11 de fevereiro, às 14h
      • Correspondentes agro e especialistas da BB Seguros promoverão um encontro de integração e troca de experiências sobre produtos voltados ao agronegócio.
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Broto: tecnologia e inovação no agronegócio digital

O Broto, ecossistema digital de soluções agro do Banco do Brasil, também será destaque no evento. A plataforma apresentará o Barter Broto, que permite a realização da linha de crédito BB CPR Barter, facilitando a troca digital de insumos por grãos — uma operação que traz mais agilidade e segurança para produtores e revendas.

Além disso, o Clube Broto oferecerá condições exclusivas para produtores e expositores, incluindo pacotes de assinatura especiais e descontos inéditos para empresas que aderirem ao marketplace da plataforma durante o mês de fevereiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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