Agro
Mapa participa do International Day – Edição Canadá e fortalece cooperação em inovação agropecuária
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), participou do International Day – Edição Canadá, realizado no Parque de Inovação e Tecnologia Supera, em Ribeirão Preto (SP). O evento ocorreu nos dias 26 e 27 de fevereiro e teve como objetivo promover a inovação e ampliar a conexão entre os ecossistemas brasileiro e internacional, com foco no setor do agronegócio.
A edição contou com a presença de uma delegação canadense, reunindo representantes de empresas, instituições de pesquisa e órgãos governamentais para discutir oportunidades de cooperação tecnológica, investimentos e desenvolvimento de novos negócios entre Brasil e Canadá.
A participação do Ministério no evento reforça a importância do Projeto Mapa Conecta e do Programa de Fortalecimento dos Ecossistemas de Inovação Agropecuária do Estado de São Paulo, iniciativas voltadas à integração entre governo, universidades, centros de pesquisa, startups e empresas do setor produtivo.
Estiveram presentes o diretor de Inovação para a Agropecuária da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Marcos Avelar; o superintendente substituto do Mapa em São Paulo, Fabio Paarmann; a chefe da Divisão de Desenvolvimento Rural da Superintendência de Agricultura e Pecuária de São Paulo (SFA/SP), Márcia Schmidt; a chefe da Utra de Ribeirão Preto, Natália Dayoub; e a consultora de Inovação Agropecuária – Mapa Conecta SP, Jane Malaguti.
A agenda também fortaleceu a parceria institucional com o Supera Parque, ampliando o diálogo entre o Ministério e o ecossistema de inovação, com atividades que contribuíram para aproximar o setor público das demandas tecnológicas do agronegócio, promovendo um ambiente favorável.
DEBATE SOBRE ESTRATÉGIA E EXPANSÃO INTERNACIONAL
Um dos destaques da programação foi a Mesa Redonda – Estratégia e Expansão, que reuniu especialistas para discutir aspectos estratégicos, regulatórios, contábeis e legais relevantes para empresas internacionais interessadas em atuar no Brasil.
Durante o painel, o diretor Marcos Avelar apresentou os principais elementos do marco regulatório brasileiro, destacando pontos que devem ser observados por empresas nacionais e estrangeiras que desejam ingressar no mercado brasileiro.
No debate, o trade commissioner Service do Canadá, Marcio Francesquini, abordou oportunidades de parceria no mercado agropecuário entre os dois países. Do escritório Brasil-Salomão, Gabriel Prata apresentou aspectos legais e tributários para empresas estrangeiras. Já o representante do SUPERA Parque, Eduardo Cicconi, destacou o papel do parque como hub de inovação e conexão internacional.
STARTUPS APRESENTAM SOLUÇÕES PARA O AGRONEGÓCIO
Após a mesa redonda, foi realizado um Pitch Show, com a participação de aproximadamente 30 startups brasileiras e canadenses das áreas de agronegócio, biotecnologia e inovação tecnológica.
Durante as apresentações, as empresas compartilharam tecnologias, modelos de negócio e propostas de parceria voltadas ao desenvolvimento de soluções para o setor produtivo. A iniciativa buscou aproximar empresas, investidores, instituições de pesquisa e representantes governamentais, estimulando oportunidades de cooperação e internacionalização no ecossistema de inovação agropecuária.
VISITAS TÉCNICAS APROXIMAM INOVAÇÃO E REGULAÇÃO
No dia 27 de fevereiro, representantes do Mapa realizaram visitas técnicas a startups instaladas no Supera Parque, consideradas casos de sucesso em inovação aplicada ao agronegócio.
Foram visitadas as empresas Kimera Biotecnologia, startup dedicada ao desenvolvimento de soluções biotecnológicas voltadas à sanidade e produtividade animal, incluindo hormônios recombinantes para uso na pecuária. Além da Decoy, empresa que possui biofábrica com tecnologia própria para produção de fungos entomopatogênicos utilizados no controle biológico de pragas, como carrapatos e ácaros.
Durante as visitas, foram discutidos desafios regulatórios relacionados ao registro de produtos inovadores, além de oportunidades de orientação institucional por parte do Mapa, com o objetivo de garantir segurança, conformidade legal e maior eficiência nos processos regulatórios.
Informação à imprensa
[email protected]
Agro
Desenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar
Produtores rurais têm até o próximo dia 20 de dezembro para regularizar débitos do Pronaf e fundos constitucionais sob as regras do Desenrola Rural. Com o semestre final se aproximando, especialistas alertam que a demora na busca pela agência bancária pode significar a perda de condições especiais de parcelamento e descontos de até 96%.
A medida, que visa dar fôlego financeiro aos produtores em um cenário de custos elevados e impacto climático na safra, é uma tentativa de estancar a inadimplência no setor, que já ultrapassa a marca de 8%, segundo dados da Serasa Experian. O programa foca na regularização de débitos de pequenos produtores, permitindo descontos que chegam a 96% sobre encargos e prazos de até 10 anos para o pagamento.
O benefício não é universal. A regra vale exclusivamente para contratos de crédito rural firmados entre 2012 e 2022, especificamente nas operações do Pronaf e nos financiamentos via Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE). O enquadramento ignora o tamanho da propriedade, focando estritamente na natureza da dívida. Ao formalizar a adesão, o produtor tem o nome retirado dos cadastros de restrição ao crédito, o que devolve a capacidade de tomar novos financiamentos para a safra — peça-chave para a sobrevivência da atividade agrícola.
O principal gargalo para o sucesso do programa está na ponta do atendimento bancário. Especialistas em Direito Agrário alertam que instituições financeiras costumam ignorar a política pública para oferecer “pacotes internos” de renegociação, que frequentemente carecem das vantagens garantidas pelo programa federal.
A recomendação para o produtor ir à agência bancaria munido dos contratos e exigir, expressamente, a aplicação das regras do Desenrola Rural. Aceitar soluções genéricas oferecidas pelo banco sem comparar com as condições federais é um erro que pode custar a rentabilidade da propriedade e o acesso ao crédito no longo prazo.
O Desenrola Rural, contudo, ignora o médio e o grande produtor, que também sofrem com a crise de rentabilidade do setor. Sem uma política pública universal, esse perfil de produtor depende da aplicação rigorosa do Manual de Crédito Rural (MCR) para a reestruturação de suas dívidas. Na prática, a falta de flexibilidade voluntária dos bancos tem forçado esses produtores a buscar o Poder Judiciário para garantir o direito de repactuar débitos sem colocar em risco a viabilidade do negócio.
Guia prático
Para garantir o direito à renegociação sob as regras do Desenrola Rural e evitar as armadilhas dos “pacotes genéricos” dos bancos, a preparação documental é o passo mais estratégico. O produtor deve encarar a ida à agência não como um pedido de favor, mas como uma formalização de direito garantido pelo programa federal.
Antes de comparecer à agência, o produtor deve organizar um dossiê completo. A falta de um único documento pode ser usada como justificativa pelo gerente para negar o enquadramento ou direcionar o cliente para outras linhas de crédito com juros mais altos.
Documentação essencial
-
Identificação Pessoal: RG e CPF (ou CNH) atualizados do titular do crédito.
-
Comprovação da Propriedade: Matrícula atualizada do imóvel rural, além do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e a última declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). Esses documentos atestam a regularidade da área e são fundamentais para o histórico de crédito junto à instituição.
-
Cédula de Crédito Rural ou Contrato: Este é o documento central. É ele que prova a origem da dívida (se Pronaf ou Fundos Constitucionais como FCO, FNO ou FNE) e o período de contratação (entre 2012 e 2022). Caso o documento original tenha sido extraviado, o produtor deve solicitar formalmente uma cópia autenticada ou declaração detalhada à própria agência antes da data da renegociação.
-
Extrato atualizado da dívida: Levar o demonstrativo do débito facilita a identificação imediata da operação na tela do gerente e evita divergências de valores na simulação do acordo.
Postura no atendimento
O advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário, reforça que a documentação serve como escudo contra ofertas pouco vantajosas.
-
Exija o enquadramento: Ao apresentar os documentos, o produtor deve solicitar expressamente a aplicação das condições do Desenrola Rural. Se o gerente informar que “o sistema não libera”, o produtor deve pedir uma justificativa por escrito ou o número de protocolo do atendimento.
-
Não assine sem conferir: É comum que instituições ofereçam renegociações internas, que raramente trazem os descontos de até 96% previstos pelo programa federal. O produtor deve recusar qualquer proposta comercial que não apresente as condições estabelecidas pela norma do governo.
-
Formalize a recusa: Caso a agência insista em ignorar o programa, o produtor tem o direito de registrar uma reclamação no Banco Central, munido do protocolo de atendimento negado.
A organização prévia destes documentos é o que define se a renegociação será uma solução eficiente para o fluxo de caixa da propriedade ou apenas uma postergação de um problema financeiro. O prazo final para essa regularização é 20 de dezembro de 2026.
Fonte: Pensar Agro
-
Esportes6 dias agoAncelotti confirma seleção titular para amistoso do Brasil contra o Panamá no Maracanã
-
Esportes7 dias agoSantos vence o Vitória e deixa a zona de rebaixamento do Brasileirão
-
Esportes6 dias agoBrasil goleia o Panamá no Maracanã e se despede da torcida antes da Copa de 2026
-
Polícial6 dias agoFutebol e Solidariedade: PMPR e Amigos do Macaris entram em campo contra o frio
-
Esportes7 dias agoCorinthians vence o Grêmio e ganha fôlego antes da pausa no Brasileirão
-
Educação6 dias agoMEC leva investimentos em saúde e educação ao Cariri cearense
-
Esportes6 dias agoFluminense empata com Cruzeiro e segue no G-4 do Brasileirão
-
Esportes6 dias agoSão Paulo perde para o Remo e chega a cinco jogos sem vitória no Brasileirão
