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36ª Reunião Anual do CBNA debate retorno do investimento em nutrição animal

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A 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) vai reunir de 12 a 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo, pesquisadores, professores e profissionais da agroindústria para discutir o retorno do investimento em nutrição na produção de aves e suínos.

Nutrição de precisão: fator estratégico na produção animal

Segundo o professor Urbano Ruiz, da Esalq/USP, uma alimentação balanceada e de precisão é essencial, representando cerca de 70% dos custos de produção. Ele destaca que a nutrição impacta diretamente a saúde e o bem-estar dos animais, além de influenciar o desempenho econômico do produtor e os efeitos ambientais.

Painel com grandes especialistas do setor

O painel sobre retorno do investimento em nutrição, coordenado pelo professor Ruiz, acontecerá na manhã do dia 13 de maio, a partir das 9h, e contará com apresentações de importantes especialistas do país:

  • Marcelo Miele (Embrapa Suínos e Aves): “A importância da nutrição nos custos totais de produção”.
  • Cesar Garbossa (FMVZ/USP): “Custo de produção de suínos com foco na diversidade de matérias-primas”.
  • Bruno Reis de Carvalho (Seara): “Custo de produção de aves com foco na diversidade de matérias-primas”.
  • Keysuke Muramatsu (BRF): “Uso de ferramentas para melhoria da eficiência do processo de fabricação de ração e impacto no resultado”.
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Evento paralelo à Fenagra 2026

A Reunião Anual do CBNA é reconhecida como um dos principais encontros de nutrição animal do país e será realizada em paralelo à Fenagra 2026, Feira Internacional da Agroindústria Feed&Food, proporcionando troca de experiências entre academia e setor produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mel do Norte de Minas conquista mercado internacional e soma 350 toneladas exportadas em cinco anos

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O mel produzido no Norte de Minas Gerais vem ganhando protagonismo no mercado internacional, impulsionado pela qualidade, rastreabilidade e características únicas de sabor. Desde o início das exportações, em 2022, cerca de 350 toneladas já foram comercializadas para destinos como Estados Unidos, países da União Europeia e Oriente Médio.

Somente nos primeiros meses de 2026, foram embarcadas 42 toneladas para mercados exigentes como Suíça, Bélgica e Kuwait, segundo dados da Coopemapi, responsável pela organização e intermediação das vendas.

Origem e qualidade impulsionam demanda externa

O diferencial do mel norte-mineiro está diretamente ligado à sua origem. Produzido em uma área de transição entre Cerrado e Caatinga, o produto incorpora características únicas provenientes de floradas nativas, como café, abacate e aroeira.

Esse perfil sensorial diferenciado, aliado ao manejo predominantemente artesanal, atende à crescente demanda internacional por alimentos naturais, rastreáveis e sustentáveis — especialmente no mercado europeu.

Certificação e apoio técnico abrem portas

A entrada no mercado externo foi viabilizada por um processo estruturado de qualificação e acesso a certificações internacionais. Desde 2016, o Sebrae Minas atua junto aos apicultores com capacitações, consultorias e estratégias de inserção comercial.

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Em parceria com a cooperativa, foram realizados estudos de mercado que identificaram o perfil do consumidor europeu, destacando a valorização de produtos com certificação orgânica e apelo funcional.

Atualmente, os produtores avançam na obtenção de selos rigorosos como Naturland e Bio Suisse, que ampliam o acesso a mercados premium e reforçam a credibilidade do produto brasileiro.

Produção cresce e fortalece agricultura familiar

O avanço das exportações reflete também o crescimento da produção local. Apicultores da região vêm ampliando significativamente sua capacidade produtiva, impulsionados pelo acesso a mercados mais valorizados.

Casos individuais ilustram esse movimento, com propriedades que multiplicaram a produção ao longo dos últimos anos, apoiadas por modelos cooperativistas e redes de parceria regional.

A atividade tem forte impacto social, envolvendo famílias rurais e promovendo geração de renda no semiárido mineiro.

Desafios: escala, clima e gestão

Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta desafios importantes para consolidar sua presença no mercado internacional. Entre os principais pontos estão:

  • Oscilações climáticas que afetam a produção
  • Necessidade de maior escala produtiva
  • Gestão financeira e fluxo de caixa
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A profissionalização da cadeia é vista como fundamental para garantir regularidade na oferta e atender à demanda externa de forma consistente.

Estratégia busca equilíbrio entre mercado interno e externo

A Coopemapi também trabalha para equilibrar as vendas entre exportação e mercado interno. Embora o mercado europeu represente uma grande oportunidade — com consumo per capita muito superior ao brasileiro —, a presença no varejo nacional segue estratégica.

Além disso, há planos para avançar na exportação de mel já processado e embalado no Brasil, agregando valor ao produto e fortalecendo a identidade da agricultura familiar.

Perspectivas para o setor

A apicultura no Norte de Minas se consolida como uma atividade promissora dentro do agronegócio, aliando sustentabilidade, inclusão produtiva e acesso a mercados internacionais.

Com o avanço das certificações, melhoria na gestão e ampliação da produção, a tendência é de crescimento contínuo das exportações nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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