Paraná
Ratinho Junior entrega 243 drones para monitoramento aéreo das forças de segurança do Paraná
As forças de segurança do Paraná ganharam mais reforços tecnológicos que vão contribuir no monitoramento e no enfrentamento à criminalidade. O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou, nesta sexta-feira (6), 243 drones que serão utilizados pelas equipes da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), Corpo de Bombeiros e das polícias Militar (PMPR), Civil (PCPR), Científica (PCP) e Penal (PPPR).
Com investimento total de R$ 12,2 milhões nas aeronaves e acessórios, esta é a maior entrega de drones feita de uma só vez no Brasil. Com o novo lote, as forças de segurança do Paraná passam a contar com 298 equipamentos em operação.
O governador Ratinho Junior ressaltou que o reforço tecnológico é resultado de uma mudança estrutural na forma de investir em segurança pública no Paraná. “Saímos de um orçamento de R$ 2 bilhões no início do nosso primeiro ano de mandato para R$ 8 bilhões em segurança pública. É quase R$ 1 bilhão a mais por ano, fruto de boa gestão, de economia em coisas supérfluas para investir em que realmente importa”, afirmou.
Segundo o governador, os investimentos colocaram o Paraná no mesmo patamar de países de primeiro mundo no uso de tecnologia policial. “Hoje, se você for à fronteira dos Estados Unidos com o México, vai ver a mesma viatura que nós temos na fronteira do Paraná. Os fuzis usados pela polícia da Alemanha, de Israel, da França ou da Espanha são os mesmos que os nossos policiais utilizam”, disse.
Ele destacou ainda o projeto Olho Vivo, que integra reconhecimento facial, leitura de placas e análise de comportamento. “É a mesma tecnologia usada em Singapura e Dubai. Se uma pessoa passa três ou quatro vezes em frente a uma escola sem ser habitual daquele local, o sistema já indica um comportamento fora da normalidade para os nossos policiais”, detalhou.
Ratinho Junior reforçou que a tecnologia atua de forma integrada com o trabalho humano. “Não se faz segurança pública sem a presença física e a capacidade técnica dos nossos policiais. O ser humano é insubstituível nesse processo. Mas o grande diferencial é a integração que fizemos entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros e Polícia Científica, trabalhando de forma conjunta”, afirmou.
De acordo com o governador, os investimentos já refletem nos indicadores de Segurança do Estado, que teve entre 2024 e 2025, uma redução de 24% no número de homicídios e quase 20% no caso de roubos. “São os menores índices da nossa história, considerando a série dos últimos 20 anos. Isso mostra que estamos cumprindo a nossa missão: dar estrutura para que as forças de segurança possam trabalhar e proteger as famílias do Paraná”, completou.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Hudson Teixeira, destacou que o investimento amplia o uso da tecnologia em todas as áreas da segurança. “Hoje o governador está entregando quase R$ 13 milhões em tecnologia para atender todas as forças de segurança. São 243 drones, com tecnologia adequada à missão de cada instituição, tudo integrado a sistemas como o Olho Vivo”, afirmou.
Segundo ele, os equipamentos já vêm sendo usados em situações reais. “Já tivemos salvamentos feitos pelo Corpo de Bombeiros no litoral e em áreas de mata, uso da Polícia Científica em sinistros, além de aplicações da Polícia Militar em grandes eventos e da Polícia Civil em investigações e inteligência”, detalhou.
Em setembro do ano passado, o governador Ratinho Junior já havia anunciado um grande pacote de investimentos na área, com cinco novos helicópteros, 91 viaturas, 1.544 fuzis e equipamentos ópticos e táticos de última geração.
EQUIPAMENTOS – Os drones entregues contam com alta autonomia de voo, que pode chegar a 45 minutos, câmeras termais, alto-falantes, zoom de longo alcance e sensores que produzem imagens em alta resolução, aumentando a eficiência das operações.
A Polícia Militar recebeu a maior parte dos equipamentos, com 118 drones. Para o comandante-geral da PMPR, coronel Jefferson Silva, os drones ampliam tanto o policiamento ostensivo quanto o trabalho de inteligência. “Esses drones se somam a tudo o que o Governo do Estado já entregou à Polícia Militar. Eles ajudam desde ações ostensivas, em shows e eventos, até operações veladas de inteligência, apoiando diretamente as viaturas nas ruas”, explicou.
“Com isso, conseguimos orientar a população, monitorar áreas estratégicas e integrar essas imagens a outros sistemas, como o Olho Vivo, para atender melhor o cidadão paranaense”, avaliou.
A Polícia Civil recebeu 58 drones, que serão utilizados principalmente em operações de investigação. O delegado-geral da PCPR, Silvio Rockembach, ressaltou que a tecnologia fortalece a produção de provas. “Os drones são aplicados na inteligência e na produção de provas. Já tivemos resultados efetivos na identificação de pontos de tráfico, com prisões e provas materializadas, garantindo investigações mais robustas e eficientes”, afirmou.
Ele acrescentou que os policiais operadores passam por capacitação específica. “É uma tecnologia de ponta, operada por equipes treinadas, e os resultados aparecem tanto no aumento da solução de crimes quanto na redução dos índices criminais”, disse.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná recebeu 24 drones, utilizados principalmente em buscas e salvamentos. Os equipamentos já foram empregados, por exemplo, na localização de pessoas perdidas em áreas de mata no Noroeste do Estado, com o uso de câmeras termais, e também em orientações a banhistas em risco de afogamento, inclusive à noite, por meio de alto-falantes.
“O drone é um equipamento aéreo de emprego muito mais rápido e mais econômico que o helicóptero. Em poucos minutos, com câmera termal, conseguimos localizar pessoas que levariam horas para serem encontradas apenas com equipes em terra”, afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Carlos Hiller.
Segundo ele, o uso da tecnologia já tem feito diferença em ocorrências reais no Estado. “Semanalmente, uma ou duas pessoas se perdem no Paraná, como idosos com Alzheimer ou crianças pequenas que acabam entrando em áreas de mata. Tivemos um caso recente na região de Altônia, em que a pessoa estava à noite em cima de uma árvore, e foi localizada rapidamente com o drone e a câmera termal”, explicou.
Para o diretor-geral da Polícia Científica, Ciro José Cardoso Pimenta, os equipamentos se tornaram essenciais para o trabalho pericial. “Hoje o drone é uma ferramenta fundamental para a perícia. Ele permite um levantamento não invasivo, com um novo olhar sobre os vestígios, inclusive em locais de risco”, explicou. “Usamos muito em sinistros de trânsito e crimes ambientais, mas também em ocorrências complexas, como grandes explosões, onde conseguimos mapear toda a área, planejar a atuação e recolher os vestígios com mais segurança e precisão”, exemplificou. A Polícia Científica recebeu 18 drones.
Já a Polícia Penal recebeu 17 drones, que serão utilizados na segurança dos complexos penitenciários. A diretora-geral da corporação, Ananda Chalegre, explicou que os equipamentos reforçam as rondas externas e a fiscalização. “Os drones vão auxiliar no monitoramento das unidades penais, especialmente nas muralhas e rondas externas. Eles não substituem o efetivo humano, mas ampliam a capacidade de vigilância, chegando a locais onde o agente muitas vezes não consegue chegar”, destacou.
DRONES NA CAPITAL E INTERIOR – O planejamento estratégico da forças de segurança prevê a disponibilização dos drones em todas as regiões do Estado.
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, que falou em nome dos prefeitos, disse que a criminalidade não percebe divisa de municípios. “A parceria que a Polícia Militar, a Polícia Civil e as demais forças policiais têm com Curitiba e os municípios tem ajudado muito no combate à criminalidade. E Curitiba está se preparando para pegar carona na ata de preços e comprar mais drones para a Capital. A inteligência é fundamental para o combate ao crime e a preservação da segurança”, analisou.
PRESENÇAS – Participaram da solenidade o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; o chefe da Casa Civil João Carlos Ortega; os secretários estaduais das Cidades, Guto Silva; da Fazenda, Norberto Ortigara; da Administração e Previdência, Luizão Goulart; da Comunicação, Cleber Mata; o subchefe da Casa Civil, Lúcio Mauro Tasso; o deputado estadual Fabio Oliveira; o vice-prefeito Paulo Martins; e secretários municipais.
Fonte: Governo PR
Paraná
Polícia Civil do Paraná realiza primeiro curso de imobilizador tático policial do Brasil
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou neste mês de abril o primeiro curso de imobilizador tático policial do Brasil para Polícia Judiciária. A formação, que teve foco em técnicas de imobilização e emprego de algemas, contou com a participação de 21 agentes de diferentes instituições de segurança pública do País. O curso foi promovido pelo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) e a Escola Superior da Polícia Civil do Paraná (ESPC).
Segundo o delegado-chefe do Tigre, Thiago Teixeira, a capacitação teve como objetivo padronizar e profissionalizar o uso de algemas, além de estabelecer a adequação técnica da função de imobilizador tático na célula tático policial.
Ele explicou que esta é a primeira iniciativa do país realizada no âmbito da Polícia Civil com esse modelo de instrução, voltado à realidade operacional da Polícia Judiciária. “A proposta é ampliar a aplicação da função dentro da Polícia Civil, de modo que, no cumprimento de mandados, haja sempre um policial designado como imobilizador tático, responsável pela execução técnica da contenção durante as operações”, diz.
O curso reuniu integrantes da Polícia Civil do Paraná, Polícia Militar de Minas Gerais, Polícia Civil de Goiás, Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal, Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal e Serviço de Operações Especiais da Polícia Penal do Paraná.
As instruções foram ministradas por policiais do Tigre, da PCPR, e do Grupo de Intervenção Rápida da Polícia Penal de São Paulo, com foco na aplicação técnica de procedimentos de algemação, na padronização operacional e na atuação do imobilizador tático dentro da célula policial.
Os participantes receberam formação para atuar como multiplicadores da técnica base de algemação, o que permite a disseminação do conteúdo em delegacias, unidades operacionais e instituições de segurança pública de diferentes estados.
A iniciativa estabelece um modelo de padronização técnica que amplia o alcance dos procedimentos operacionais para além da corporação paranaense, permitindo a expansão para outras forças de segurança pública no país.
“A realização do curso representa a primeira formação deste tipo no âmbito da Polícia Judiciária brasileira e estabelece uma referência para a qualificação técnica de procedimentos ligados à imobilização e algemação em operações policiais”, explica o delegado.
Ele ressaltou, ainda, que a padronização desses procedimentos busca ampliar a segurança do policial durante abordagens, fortalecer a base técnica das ações operacionais e assegurar respaldo jurídico na execução das atividades.
Fonte: Governo PR
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