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Mercado de biodefensivos cresce no Brasil e consolida nova era no manejo de pragas agrícolas

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Biodefensivos ganham espaço e impulsionam agricultura sustentável

O mercado brasileiro de biodefensivos vive um momento de forte expansão, impulsionado pela demanda por sistemas agrícolas mais sustentáveis e pela necessidade de reduzir resíduos químicos nos alimentos.

Segundo o estudo FarmTrak Bioinsumos 2024/25, da Kynetec, o setor movimentou R$ 4,35 bilhões na safra atual, um crescimento de 18% em relação ao ciclo 2023/24.

O avanço é liderado pela soja, que representa 48% do consumo nacional de bioinsumos, seguida por milho (31%), cana-de-açúcar (12%), algodão (4%), café (3%) e hortaliças e frutíferas (2%).

Com base em dados da Conab, o cenário deve se fortalecer ainda mais diante da previsão de 177 milhões de toneladas de grãos e uma área plantada de 49,1 milhões de hectares para a safra 2025/26, um aumento de 3,6% sobre o ciclo anterior.

Avanço tecnológico eleva eficiência no controle biológico de pragas

Os biodefensivos de nova geração têm se mostrado cada vez mais eficientes no manejo de pragas agrícolas.

Produtos à base de baculovírus, por exemplo, já alcançam eficiência superior a 80% no controle de insetos, combinando alta seletividade, segurança ambiental e compatibilidade com o Manejo Integrado de Pragas (MIP).

Esses avanços reforçam a consolidação do segmento como um pilar essencial da agricultura moderna.

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Life Biological Control cresce e amplia protagonismo no setor

Nesse ambiente de expansão, a Life Biological Control, sediada em Piracicaba (SP), tem se destacado como uma das principais empresas do setor.

Nos últimos 12 meses, a companhia registrou um crescimento superior a 200% nas vendas, resultado de um portfólio tecnológico robusto e investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Entre as inovações da empresa está o Defender Soy, produto desenvolvido a partir da microvespa Telenomus podisi, o único biodefensivo registrado no Brasil para o controle dos ovos do percevejo-marrom (Euschistus heros).

A tecnologia atua de forma preventiva e precisa, interrompendo o ciclo da praga antes que cause danos econômicos às lavouras.

Soluções biológicas otimizam controle de lagartas resistentes

Para o manejo de lagartas resistentes a inseticidas químicos, a Life aposta na linha Destroyer, composta por bioinseticidas à base de baculovírus.

Esses produtos são voltados ao controle de lagarta-do-cartucho, falsa-medideira e Helicoverpa, pragas que desafiam os métodos convencionais de controle.

O portfólio da empresa inclui ainda soluções combinadas — Defender Duo e Defender Triple —, que atuam simultaneamente contra múltiplas pragas, otimizando o desempenho operacional no campo.

Atualmente, a Life Biological Control detém o maior portfólio de produtos à base de baculovírus do Brasil e planeja lançar dois novos biodefensivos para a safra 2025/26, ampliando sua atuação estratégica no segmento.

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Pesquisa e parcerias fortalecem inovação científica

De acordo com Cristiane Tibola, cofundadora e CEO da empresa, o avanço dos biodefensivos reflete a evolução do produtor rural, que busca soluções eficazes, sustentáveis e tecnicamente comprovadas.

“A intensificação da resistência das pragas e a necessidade de preservar ferramentas químicas tornam os biológicos indispensáveis no manejo moderno. Nosso foco em P&D tem sido essencial para desenvolver tecnologias inovadoras e eficientes no campo”, destacou Tibola.

No campo da inovação científica, a Life mantém parcerias com a Embrapa no desenvolvimento de novas tecnologias para o controle biológico de pragas.

A cooperação envolve pesquisas de prospecção, validação e aprimoramento de agentes biológicos adaptados à agricultura tropical, fortalecendo a base técnica dos produtos e acelerando a transferência de tecnologia do laboratório para o campo.

Biodefensivos consolidam novo paradigma na agricultura brasileira

Com o crescimento acelerado e o fortalecimento de parcerias estratégicas, os biodefensivos consolidam uma nova fase do manejo de pragas no Brasil, marcada pela inovação, sustentabilidade e eficiência produtiva.

A tendência é de expansão contínua, impulsionada pela demanda por práticas agrícolas sustentáveis e pela adoção crescente de bioinsumos nas principais culturas do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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