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Agro

Pasto é lucro: estratégia de manejo promete produzir a arroba mais barata de 2026

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Planejamento é o diferencial da pecuária em 2026

Desde o fim de 2025, o cenário da pecuária brasileira vem exigindo antecipação e estratégia dos produtores. Segundo a MFG Agropecuária, as decisões tomadas ainda no início do ciclo serão decisivas para garantir rentabilidade e eficiência ao longo do ano.

O gerente corporativo de Originação da MFG, Vanderlei Finger, destaca que a gestão do pasto se tornou o principal fator financeiro da atividade.

“Neste ano, o lucro da pecuária não será decidido no ‘grito’, mas no manejo. Quem esperar apenas por uma explosão de preços pode perder a melhor oportunidade da safra: produzir arrobas de baixíssimo custo dentro da fazenda”, afirma o executivo.

Gestão de estoque vivo e eficiência biológica

O segredo para alcançar o melhor resultado, segundo Finger, está na gestão do estoque vivo — trocando lotes que já cumpriram seu papel no pasto por animais de alto desempenho.

A estratégia foca na eficiência biológica, direcionando as pastagens para os bovinos com melhor conversão alimentar durante o período das águas, enquanto o confinamento é usado para acelerar o acabamento de carcaça dos animais prontos para o abate.

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“Colheita da fruta madura”: o momento certo do boi

Na pecuária, o animal pronto equivale à “fruta madura”: se passar do ponto, perde valor. Finger explica que bois terminados devem seguir ao frigorífico, enquanto os animais intermediários — que ainda precisam de carcaça, mas já apresentam menor eficiência no pasto — devem ser enviados para terminação intensiva.

Com unidades na Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, a MFG Agropecuária atua como uma extensão da fazenda.

“Ao enviar o gado intermediário para nossas unidades, o produtor limpa a pastagem e abre espaço para o bezerro. No confinamento, o animal mais pesado recebe dieta adequada para terminação rápida, enquanto o pasto é ocupado por animais jovens, que são o verdadeiro motor de lucro nas águas”, destaca Finger.

“Poupança de massa” garante segurança para o inverno

A estratégia proposta pela MFG não visa apenas o lucro imediato, mas também proteção contra a sazonalidade. Ao aliviar a carga animal e utilizar o confinamento para engorda, o produtor melhora o desempenho da reposição e reduz o custo médio da arroba.

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Finger ressalta que o manejo correto do pasto agora garante reserva forrageira para o período de seca.

“Quem ajustar a pressão de pastejo neste momento conseguirá vedar as pastagens e formar uma ‘poupança de massa’. Isso assegura alimento no inverno e evita vendas forçadas em períodos de escassez”, explica.

Mais controle financeiro e resiliência no campo

O modelo proposto pela MFG Agropecuária é também uma ferramenta de gestão de inventário. O pecuarista colhe o boi pronto, utiliza o confinamento para dar acabamento ao gado intermediário e foca o pasto na recria, categoria que entrega maior ganho de peso com menor custo.

“Em 2026, sairá na frente o produtor que souber ler o tempo do pasto e do animal”, afirma Finger.

Direcionar o pasto para o bezerro e o confinamento para o gado erado e intermediário é a combinação que promete a arroba mais barata do ano, pastagens mais vigorosas e fazendas mais resilientes, prontas para enfrentar variações de mercado e de clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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SindArroz-SC alerta que importação em cenário de superoferta ameaça mercado do arroz brasileiro

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O avanço das importações de arroz em um momento de ampla oferta interna preocupa o setor orizícola brasileiro. Para o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina, a entrada adicional do grão em um cenário de produção suficiente para abastecer o mercado nacional pode comprometer o escoamento da safra brasileira e ampliar os prejuízos ao produtor e à indústria.

A entidade defende que as decisões relacionadas à importação sejam baseadas em critérios técnicos e planejamento estratégico de longo prazo, evitando desequilíbrios em períodos de superoferta.

Brasil mantém autossuficiência na produção de arroz

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária apontam que o Brasil lidera a produção de arroz no Mercosul e responde sozinho por 37,4% de toda a produção de arroz da América Latina e Caribe na safra 2024/25.

No ciclo atual, a produção brasileira alcançou 10,6 milhões de toneladas, volume suficiente para atender o consumo interno, estimado em cerca de 10,5 milhões de toneladas anuais.

Além de ocupar a liderança regional em área colhida, o país também se destaca pela produtividade das lavouras, consolidando sua posição como principal produtor de arroz da região.

Superoferta pressiona preços e reduz rentabilidade do setor

Segundo o presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, a importação em períodos de elevada oferta interna aumenta a pressão sobre os preços e prejudica a competitividade da cadeia produtiva nacional.

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De acordo com a entidade, produtores e indústrias brasileiras enfrentam custos tributários e operacionais superiores aos praticados por concorrentes estrangeiros, o que dificulta a disputa de mercado em momentos de excesso de oferta.

O setor afirma que esse cenário pode provocar descapitalização de produtores e indústrias, comprometendo investimentos e reduzindo a capacidade financeira da cadeia orizícola para as próximas safras.

Importação segue necessária em situações excepcionais

Apesar das críticas ao aumento das importações em períodos de superoferta, o SindArroz-SC reconhece que a compra externa de arroz é importante em situações emergenciais, principalmente quando eventos climáticos extremos afetam regiões produtoras e colocam em risco o abastecimento nacional.

Nesses casos, a importação atua como instrumento de equilíbrio do mercado e de garantia da segurança alimentar da população.

Para a entidade, o desafio está em construir mecanismos de gestão que permitam previsibilidade e equilíbrio entre oferta, demanda e abastecimento.

Planejamento integrado é apontado como solução

O sindicato defende a criação de um planejamento multi-institucional envolvendo produtores, indústrias, entidades representativas e órgãos públicos estaduais e federais.

A proposta é desenvolver estratégias que permitam ajustar a oferta de arroz ao consumo interno, evitando tanto a superoferta quanto a escassez do produto no mercado brasileiro.

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Segundo Rampinelli, oscilações extremas prejudicam toda a cadeia produtiva.

“Quando há excesso de oferta, o produtor perde renda e compromete a próxima safra. Já em períodos de escassez, o consumidor enfrenta preços elevados e dificuldade de acesso ao alimento”, afirma.

Diversificação agrícola ganha força no debate

Além do controle equilibrado das importações, o SindArroz-SC também defende políticas de incentivo à diversificação das culturas agrícolas.

A entidade sugere que o Companhia Nacional de Abastecimento utilize dados de produção e consumo para orientar o planejamento agrícola nacional e estimular o remanejamento de áreas para outras culturas estratégicas.

Segundo o sindicato, programas de subsídios e incentivos poderiam ajudar produtores a diversificar a produção, reduzindo riscos econômicos, evitando excedentes e fortalecendo a segurança alimentar do país.

O objetivo, segundo a entidade, é construir um modelo mais equilibrado para o setor, garantindo renda ao produtor, estabilidade ao mercado e oferta regular de alimentos ao consumidor brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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