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Cafés das Matas de Minas se destacam entre os melhores do Brasil no Coffee of the Year 2025 com apoio do ATeG

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Produtores das Matas de Minas atendidos pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Sistema Faemg Senar, estão entre os 150 melhores cafés do Brasil no Coffee of the Year (COY) 2025, um dos concursos mais prestigiados do país.

Das 20 amostras enviadas pelo Senar Minas, 10 foram classificadas entre as melhores do Brasil — sete delas produzidas na região das Matas de Minas, reforçando o reconhecimento nacional da qualidade e do potencial dos cafés locais.

ATeG impulsiona qualidade e visibilidade dos cafés mineiros

O gerente regional do Sistema Faemg Senar em Viçosa, Marcos Reis, destacou que o resultado reflete o impacto positivo das ações do programa.

“Das amostras que participaram do cupping do ATeG, várias foram encaminhadas ao COY, e 70% delas são da nossa regional. Isso mostra a força da região e o resultado das capacitações e do acompanhamento técnico que realizamos junto aos produtores”, explicou.

O ATeG oferece suporte técnico e gerencial contínuo aos cafeicultores, contribuindo para aprimorar processos, elevar padrões de qualidade e posicionar os cafés mineiros entre os melhores do país.

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Histórias de sucesso: produtores celebram reconhecimento

Entre os destaques está o produtor Carlos Martins, de Araponga, participante do programa há dois anos. Ele comemora o avanço da propriedade no universo dos cafés especiais.

“Quando surgiu a oportunidade de entrar no ATeG, sabíamos que ia nos ajudar muito. Este ano, com o apoio do programa, conseguimos preparar melhor os lotes e alcançar o top 20 entre 2.500 amostras do Cupping e entrar no grupo dos 150 melhores do COY. É muito gratificante”, afirmou.

A esposa e também cafeicultora, Stéfane Martins, compartilha a emoção da conquista:

“Estamos muito felizes. É uma alegria imensa ver nosso sonho acontecendo e sermos reconhecidos por um trabalho que fazemos com tanto amor. É o resultado de muito esforço e dedicação”.

Outro nome que celebra o bom desempenho é Fabiano Diniz, de Manhuaçu, produtor de cafés especiais desde 2019.

“Desde 2021 envio amostras para o COY e, este ano, tive o apoio do Sistema Senar para participar. Foi uma surpresa boa o desempenho do meu café Catimor, uma variedade híbrida que se destacou muito entre as melhores”, disse.

Região das Matas de Minas consolida posição entre os polos de excelência

Os resultados finais do Coffee of the Year 2025 e do Cupping ATeG serão anunciados durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte, nesta semana.

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Independentemente do resultado final, as classificações já reforçam o protagonismo das Matas de Minas como um dos principais polos de cafés de qualidade do país. A região, conhecida pelas pequenas propriedades familiares, tem ganhado espaço no cenário nacional e internacional graças à dedicação dos produtores e ao suporte técnico do ATeG.

Segundo Marcos Reis, a evolução é visível.

“A cada ano percebemos um salto na qualidade das amostras enviadas para concursos e na presença no mercado. Isso é resultado direto das capacitações em áreas como classificação, degustação, torra, comercialização e cafés especiais”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do setor de árvores cultivadas somam US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026 apesar de cenário global adverso

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O setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração ambiental exportou US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mesmo diante de um cenário internacional marcado pelo avanço de medidas protecionistas, desaceleração econômica em importantes mercados e pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os dados constam na mais recente edição do Boletim Mosaico, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Árvores (Ibá), que apresenta um panorama do desempenho econômico e produtivo da cadeia florestal brasileira entre janeiro e março deste ano.

Setor mantém relevância na balança comercial brasileira

Nos três primeiros meses de 2026, a indústria de árvores cultivadas respondeu por 4,4% das exportações totais do Brasil e representou 9,6% das vendas externas do agronegócio nacional.

O saldo da balança comercial do setor alcançou US$ 3,3 bilhões, reforçando a importância estratégica da atividade para a geração de divisas, empregos e desenvolvimento sustentável.

Celulose segue como principal produto exportado

A celulose permaneceu como o principal item da pauta exportadora do segmento florestal brasileiro. A produção atingiu 6,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre, registrando retração de 3,8% em comparação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram 4,8 milhões de toneladas, volume 10,2% inferior ao observado um ano antes. Em valor, as vendas externas da commodity somaram US$ 2,6 bilhões, uma queda de 6,3% na comparação anual.

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Apesar da redução nos embarques, a celulose continua sendo o principal motor das exportações do setor, sustentada pela demanda internacional e pela competitividade da produção brasileira.

Produção de papel apresenta estabilidade

O segmento de papel registrou desempenho estável no período. A produção alcançou 2,8 milhões de toneladas, com leve crescimento de 0,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

No mercado interno, as vendas avançaram 1,8%, demonstrando resiliência do consumo doméstico. Já as exportações apresentaram pequena retração de 0,6%.

Em termos financeiros, as vendas externas de papel movimentaram US$ 566,6 milhões entre janeiro e março, resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Mercado de painéis de madeira cresce no Brasil, mas exportações recuam

Os painéis de madeira apresentaram desempenho positivo no mercado interno. As vendas domésticas cresceram 7,4% no primeiro trimestre, atingindo 2,1 milhões de metros cúbicos.

No entanto, o segmento enfrentou dificuldades no comércio exterior. As exportações recuaram 27,9% em volume, refletindo a menor demanda internacional e os desafios enfrentados pelos principais mercados consumidores.

Em valor, as vendas externas de painéis de madeira somaram US$ 74,4 milhões, uma queda expressiva de 34,3% na comparação anual.

China lidera demanda pelos produtos florestais brasileiros

A China manteve sua posição como principal destino das exportações do setor brasileiro de árvores cultivadas. Entre janeiro e março, o país asiático importou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em produtos florestais brasileiros.

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Europa e América do Norte aparecem na sequência entre os maiores mercados compradores, embora o ambiente econômico global continue marcado por crescimento moderado e incertezas comerciais.

Competitividade e sustentabilidade sustentam o setor

Segundo o presidente da Ibá, Paulo Hartung, o desempenho registrado no primeiro trimestre demonstra a capacidade de adaptação e a força competitiva da indústria florestal brasileira diante de um ambiente global desafiador.

De acordo com Hartung, mesmo diante das incertezas que afetam o comércio internacional, o setor segue ampliando sua presença nos mercados externos, apoiado pela eficiência produtiva, pela oferta de produtos renováveis e pelo compromisso com práticas sustentáveis.

A expectativa é que a indústria continue buscando novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, fortalecendo sua contribuição para a economia brasileira e para a transição global rumo a uma economia de baixo carbono.

Perspectivas para 2026

Com a demanda internacional ainda sujeita aos efeitos das tensões geopolíticas, das políticas comerciais e do ritmo de crescimento das principais economias globais, o setor de árvores cultivadas deverá manter atenção redobrada aos movimentos do mercado externo.

Ainda assim, a combinação entre produtividade florestal, competitividade industrial e crescente demanda por produtos de origem renovável posiciona o Brasil como um dos principais protagonistas globais da bioeconomia e da indústria florestal sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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