Connect with us


Agro

Renegociação de Dívidas Rurais Alcança R$ 6,3 Bi, Mas Produtores Reclamam de Burocracia

Publicado em

Metade dos Recursos Disponíveis Já Foi Utilizada

A renegociação de dívidas rurais por meio da Medida Provisória (MP) 1.314/2025, que liberou R$ 12 bilhões em recursos do BNDES para agricultores afetados por adversidades climáticas, alcançou R$ 6,3 bilhões em contratações até o fim da última semana. Esse montante representa cerca de 50% do orçamento total disponível, após mais de três meses de vigência da linha de crédito.

Distribuição Regional dos Recursos

A maior parte dos recursos renegociados foi concentrada no Rio Grande do Sul, que recebeu aproximadamente R$ 5,9 bilhões. Os demais estados somaram cerca de R$ 400 milhões em operações até agora.

Bancos e Cooperativas com Maior Participação

Entre as instituições financeiras que mais contrataram os recursos públicos estão:

  • Banco do Brasil: R$ 2,7 bilhões em 8,8 mil operações;
  • Sicredi: R$ 1,8 bilhão em 10,3 mil contratos;
  • Banrisul: R$ 1,1 bilhão para 2,9 mil clientes.

No total, foram 23,6 mil operações renegociadas com recursos públicos.

Leia mais:  BNDES libera R$ 1,08 bilhão para empresas mineiras afetadas por tarifas dos EUA
Renegociação por Perfil de Produtores

A linha de crédito já beneficiou produtores de diferentes portes:

  • Médios produtores (Pronamp): R$ 3,1 bilhões;
  • Grandes produtores: R$ 2,3 bilhões;
  • Pequenos produtores (Pronaf): R$ 900 milhões.
Linha com Recursos Livres Também Avança

Além dos recursos públicos, bancos aprovaram renegociações com recursos próprios (livres), totalizando R$ 30,8 bilhões em mais de 23 mil operações. Os destaques foram:

  • Banco do Brasil com mais de R$ 27,2 bi;
  • Sicredi com R$ 3,2 bi;
  • Banrisul com cerca de R$ 100 mi.
Total Geral de Operações Renegociadas

Considerando todas as linhas — públicas e livres —, foram renegociadas 46,6 mil operações, correspondendo a R$ 37,1 bilhões, no período entre 15 de outubro de 2025 e 23 de janeiro de 2026.

Prazo para Contratação e Inclusão de Dívidas de Custeio

A linha com recursos públicos seguirá aberta até 10 de fevereiro para novas contratações.

No dia 13 de janeiro, o BNDES autorizou a inclusão de dívidas de custeio da safra 2024/25 no programa de renegociação. A orientação foi enviada aos bancos e cooperativas quase um mês depois da MP 1.328/2025 e da Resolução 5.276/2025 do Conselho Monetário Nacional, que permitiram a inclusão desses débitos.

Leia mais:  Seca e incêndios prejudicam safra de cana-de-açúcar no Vale do São Patrício, em Goiás
Produtores Exigem Agilidade e Ampliação das Regras

Produtores rurais afirmam que entraves burocráticos têm dificultado o acesso aos recursos, e querem aceleração nas contratações para que os R$ 12 bilhões sejam utilizados antes do prazo final. Há ainda expectativa de que o Congresso Nacional aprove mudanças nas medidas provisórias, ampliando o escopo e os prazos de renegociação.

Riscos pela Validade da MP e Calendário do Congresso

Um dos principais desafios é que a MP 1.314/2025 perderá validade em 12 de fevereiro, enquanto o Parlamento só volta às atividades em 2 de fevereiro, o que pode limitar eventuais ajustes legislativos antes da expiração das medidas que viabilizam a linha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Exportações de carne bovina batem recorde em 2026 e reforçam força da pecuária brasileira no mercado global

Published

on

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo histórico em 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostram que os embarques da proteína atingiram volume recorde entre janeiro e maio, consolidando o mercado externo como um dos principais sustentáculos da pecuária nacional.

Nos cinco primeiros meses do ano, o Brasil exportou 1,36 milhão de toneladas de carne bovina, o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica da Secex, em 1997. O resultado representa crescimento de 14,4% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e avanço de 26,6% frente aos embarques registrados em 2024.

Receita com exportações supera R$ 40 bilhões

Além do recorde em volume, as vendas internacionais também alcançaram um desempenho sem precedentes em faturamento. A receita acumulada entre janeiro e maio somou R$ 40,2 bilhões, alta de 20,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o setor havia registrado R$ 33,4 bilhões.

Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado foi favorecido pela valorização do dólar frente ao real ao longo do período e pelo aumento do preço médio pago pela carne bovina brasileira no mercado internacional.

Leia mais:  Roubo de cargas avança para o Norte e Nordeste e muda rotas da criminalidade no Brasil

O valor médio da tonelada exportada atingiu aproximadamente R$ 29,5 mil no acumulado do ano, contribuindo para ampliar a rentabilidade das operações externas.

Maio registra maior faturamento mensal de 2026

Considerando apenas o mês de maio, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 290,45 mil toneladas, crescimento de 2,5% em relação a abril e avanço de 17,2% na comparação com maio de 2025.

O faturamento mensal chegou a R$ 9,04 bilhões, o maior registrado em 2026 até o momento. O montante representa aumento de 5,35% frente ao mês anterior e salto de 28,08% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O preço médio da proteína exportada em maio atingiu R$ 31.135,21 por tonelada, reforçando o cenário de valorização da carne bovina brasileira no comércio internacional.

Mercado externo ganha importância estratégica para o setor

De acordo com o Cepea, o forte desempenho das exportações ocorre em um momento de desafios para o mercado doméstico. O setor atravessa a transição entre safra e entressafra, período marcado pelo aumento gradual da oferta de animais terminados para abate e por um consumo interno mais moderado.

Leia mais:  IR 2026 começa com novas regras e exige atenção redobrada do produtor rural

Ao mesmo tempo, proteínas concorrentes, como carne de frango e carne suína, seguem competitivas no mercado brasileiro, ampliando a disputa pela preferência do consumidor.

Nesse contexto, o mercado internacional tem desempenhado papel fundamental para sustentar a demanda pela produção nacional e garantir maior equilíbrio ao setor pecuário.

Perspectivas seguem positivas para a carne bovina brasileira

O cenário atual reforça a posição do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de carne bovina. A combinação entre forte demanda externa, preços historicamente elevados e competitividade da produção nacional continua favorecendo o desempenho das exportações.

Para analistas do setor, a manutenção desse ritmo poderá garantir novos recordes ao longo de 2026, consolidando a relevância da carne bovina brasileira no abastecimento global e fortalecendo a geração de divisas para o agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262