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Qualidade e eficiência marcam a produção de grãos para nutrição animal em 2025

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2025 reforça a importância da qualidade dos grãos na nutrição animal

O ano de 2025 consolidou uma tendência crescente no setor de nutrição animal: a qualidade dos grãos deixou de ser apenas um tema operacional e passou a integrar decisões estratégicas de toda a cadeia. Em meio a volatilidade de preços, desafios logísticos e pressão por eficiência, o mercado precisou focar não apenas no volume produzido, mas na conservação, estabilidade e segurança das matérias-primas.

Segundo especialistas do setor, o consumo global de grãos para alimentação animal atingiu 1,048 bilhão de toneladas, cerca de 45% de todo o volume de grãos disponível no mundo no ciclo 2024/25. No Brasil, a indústria de alimentação animal encerrou o ano com crescimento próximo a 2,8%, totalizando cerca de 90 milhões de toneladas de rações e concentrados, impulsionadas principalmente pelos setores de aves e suínos.

Crescimento da produção e desafios na infraestrutura de armazenagem

Apesar da safra recorde brasileira de 339,6 milhões de toneladas de grãos, alta de 14,2% em relação ao ano anterior, a infraestrutura de armazenagem seguiu sendo um desafio.

O déficit estimado em mais de 120 milhões de toneladas aumentou os riscos de deterioração física e microbiológica, além da geração de finos e poeira durante o manuseio.

Pamela Marquesin, Gerente de Serviços Técnicos da Kemin, observa:

“Grãos mal conservados impactam a digestibilidade, a estabilidade nutricional e a segurança do alimento, além de afetar a operação das fábricas.”

Estima-se que até 15% do volume colhido possa ser perdido globalmente devido a umidade inadequada, pragas e falhas no controle durante transporte e armazenagem.

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Clima e micotoxinas: fatores que pressionam a qualidade

As condições climáticas de 2025 contribuíram para o aumento de desafios sanitários. Períodos prolongados de umidade elevada favoreceram o crescimento de fungos e a formação de micotoxinas, risco presente em até 69% das amostras de grãos e rações analisadas globalmente.

“Temperatura e umidade elevadas aceleram a quebra dos grãos e a formação de pó, criando ambiente propício a contaminações microbiológicas, o que impacta diretamente a estabilidade dos ingredientes e os resultados zootécnicos”, explica Marquesin.

Impacto econômico da qualidade na nutrição animal

A qualidade das matérias-primas influencia diretamente os custos de formulação e o desempenho animal. Grãos com excesso de umidade, maior teor de finos ou contaminações podem elevar os custos em 10% a 15%, considerando ajustes nutricionais e perdas técnicas.

Além disso, a eficiência alimentar pode ser afetada, aumentando as exigências nutricionais em 3% a 8%, dependendo da espécie e fase produtiva.

“Grãos bem conservados apresentam maior digestibilidade, menor variabilidade e reduzem riscos subclínicos de micotoxinas, refletindo em ganho de peso, conversão alimentar e mortalidade”, acrescenta Pamela.

Segurança do alimento e das operações ganha destaque

Em 2025, a segurança do alimento passou a ser avaliada de forma integral, incluindo rastreabilidade, controle de contaminantes e segurança operacional.

“O controle de poeira, por exemplo, deixou de ser apenas um detalhe operacional e passou a ser crítico para a segurança do alimento, das pessoas e das instalações”, destaca a gerente da Kemin.

Aprendizados de 2025 e perspectivas para 2026

O principal legado de 2025 é a necessidade de gestão preventiva e sistêmica da qualidade. Monitoramento contínuo, conservação adequada e tecnologias que preservem a integridade física e nutricional dos grãos foram essenciais para reduzir riscos e manter competitividade.

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Para 2026, a expectativa é de maior adoção de tecnologias digitais, integração de dados entre campo e fábrica e protocolos mais robustos de controle.

Com o mercado global de grãos projetado para crescer a um CAGR de 3,4% até 2035, a eficiência no uso e conservação das matérias-primas será cada vez mais um diferencial competitivo.

“A inovação não está apenas no ingrediente, mas na integração entre ciência, tecnologia e serviços técnicos. Esse modelo permite reduzir perdas invisíveis, aumentar a previsibilidade e sustentar uma nutrição animal mais segura, eficiente e sustentável”, conclui Pamela Marquesin.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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