Agro
Anvisa apresenta proposta histórica para regulamentar a cannabis medicinal no Brasil
Proposta da Anvisa visa regulamentar produção nacional de cannabis
No dia 26 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma proposta de regulamentação para a produção de cannabis medicinal no Brasil, em cumprimento a determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O objetivo é concluir o processo até março, definindo regras que permitam pelo primeiro vez o cultivo e a produção de cannabis com fins medicinais e farmacêuticos no país.
Segundo a minuta, a produção seria restrita a pessoas jurídicas, com controle sanitário rigoroso, rastreabilidade completa e limite de THC de até 0,3%, valor que distingue o cânhamo medicinal da maconha psicoativa.
Regras geram controvérsia entre associações de pacientes
Apesar do avanço, a proposta da Anvisa não agrada a todos os grupos de pacientes. Muitas associações trabalham com compostos de THC acima do limite sugerido e criticam a exigência de autorização prévia e produção restrita a empresas.
Essas entidades alertam que a regulamentação, no formato atual, pode criar barreiras burocráticas e operacionais, dificultando o acesso de pacientes que já dependem de tratamentos diferenciados.
Benefícios da produção nacional regulamentada
Por outro lado, a regulamentação abre portas para a produção nacional, atualmente quase 100% dependente de importações de países como Uruguai, Colômbia e Estados Unidos, o que encarece os produtos para os pacientes brasileiros.
Uma cadeia produtiva integral, do cultivo à venda final, pode:
- Reduzir custos
- Democratizar o acesso à cannabis medicinal
- Fortalecer a indústria nacional
- Gerar empregos
Impulsionar pesquisa científica e inovação tecnológica
Especialistas apontam que, se bem implementada, a regulamentação pode colocar o Brasil como protagonista global no setor de cannabis medicinal.
Desafios e expectativas para a regulamentação
Para que o marco regulatório seja efetivo, é necessário diálogo com todos os elos da cadeia, garantindo que as regras não excluam pacientes com necessidades específicas.
A expectativa agora é que a proposta seja finalizada em março, definindo definitivamente como será o cultivo e a produção de cannabis medicinal no Brasil.
O movimento é considerado um avanço histórico, mas especialistas e pacientes alertam que regular é importante, mas regular bem é essencial, priorizando os direitos de quem depende do tratamento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Fitogênicos ganham espaço na pecuária e surgem como alternativa aos antibióticos promotores de crescimento
Durante décadas, os antibióticos promotores de crescimento, especialmente os ionóforos, desempenharam papel importante na pecuária de ruminantes ao melhorar a eficiência alimentar e favorecer a saúde digestiva dos animais. No entanto, a crescente preocupação global com a resistência antimicrobiana, aliada às exigências por sistemas de produção mais sustentáveis, tem impulsionado a busca por novas soluções nutricionais para o setor.
Nesse contexto, os fitogênicos vêm ganhando destaque como uma alternativa capaz de manter os índices produtivos ao mesmo tempo em que atende às demandas de mercados cada vez mais rigorosos em relação à segurança alimentar, sustentabilidade e bem-estar animal.
Segundo Luciano Sá, diretor técnico e de negócios da Vetos Brasil, empresa parceira da Agrifirm, mudanças regulatórias internacionais têm acelerado essa transformação.
“A União Europeia já adotou restrições ao uso de antibióticos como promotores de crescimento, influenciando tendências em diversos mercados. No Brasil, essa discussão também avança, e o reconhecimento regulatório das soluções fitogênicas pelo Ministério da Agricultura reforça a importância dessas tecnologias na evolução dos sistemas produtivos”, afirma.
Fitogênicos contribuem para eficiência alimentar e saúde animal
Os fitogênicos são compostos naturais obtidos a partir de plantas, incluindo óleos essenciais, taninos e bioflavonoides. Estudos e experiências de campo indicam que essas substâncias podem auxiliar na modulação da microbiota ruminal, melhorar o aproveitamento dos nutrientes da dieta e favorecer a estabilidade digestiva dos animais.
Além dos benefícios produtivos, essas tecnologias também atendem a desafios estratégicos da pecuária moderna, como a redução da dependência de determinadas moléculas tradicionalmente utilizadas na produção animal e a adoção de práticas alinhadas às exigências dos mercados internacionais.
Outro diferencial dos fitogênicos está em suas propriedades funcionais. Compostos com ação antioxidante, antimicrobiana e anti-inflamatória podem contribuir para o fortalecimento do sistema imunológico, promover maior bem-estar animal e aumentar a resiliência dos rebanhos diante de desafios sanitários e ambientais.
Formulação e qualidade técnica são determinantes para os resultados
Especialistas destacam que os resultados obtidos com fitogênicos variam de acordo com fatores como origem das matérias-primas, composição molecular, dosagem, tempo de utilização e condições de manejo nutricional e sanitário.
Por isso, a eficiência dessas soluções depende diretamente da qualidade da formulação e do desenvolvimento técnico envolvido em cada produto.
Com o avanço desse mercado, a Agrifirm apresentou o Anavrin, uma solução fitogênica desenvolvida com uma combinação de óleos essenciais, taninos e bioflavonoides, reunindo diferentes compostos bioativos para potencializar seus efeitos na nutrição animal.
Tecnologia alia produtividade e redução das emissões de metano
De acordo com Mariane Pfeifer, diretora técnica da Agrifirm, os resultados observados com a tecnologia incluem aumento médio de até 1,5 litro de leite por vaca ao dia, melhor eficiência no aproveitamento da proteína da dieta e avanços relacionados à imunidade e ao bem-estar dos animais.
Outro benefício apontado é a contribuição para a sustentabilidade da atividade pecuária. Dados apresentados pela empresa indicam que a solução pode reduzir as emissões de metano entérico em até 16%, reforçando a integração entre produtividade e responsabilidade ambiental.
A combinação entre ganhos zootécnicos, eficiência alimentar e menor impacto ambiental posiciona os fitogênicos como uma das principais tendências da pecuária moderna, atendendo às exigências de consumidores, indústrias e mercados que demandam sistemas de produção cada vez mais sustentáveis e competitivos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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