Agro
Barra Agroshow movimenta mais de R$ 32 milhões e se consolida no agronegócio baiano
A primeira edição da Barra Agroshow, realizada entre os dias 4 e 6 de setembro em Barra/BA, movimentou mais de R$ 32 milhões em negócios e recebeu 12 mil visitantes. O evento já se firma no calendário do agronegócio baiano, destacando a região do Médio São Francisco como nova fronteira agrícola do estado.
Com 84 expositores e mais de 120 marcas, a feira se consolidou como ponto de encontro para produtores, empresários, pesquisadores, estudantes e representantes de diversos elos das cadeias produtivas. A programação incluiu quase 30 palestras abordando temas variados ligados à agricultura e inovação tecnológica.
Conhecimento e inovação para produtores
Marco Caviola, presidente da Barra Agroshow e do Sindicato dos Produtores Rurais de Barra, ressaltou o impacto do evento para a região:
“Recebemos grandes especialistas brasileiros, que compartilharam técnicas avançadas de produção e manejo. Esse conteúdo terá impacto direto na nossa produção e abrirá novas portas para o Médio São Francisco e toda a Bahia.”
O evento também promoveu a integração entre o comércio e a agricultura familiar, com a participação de mais de 25 produtores locais, permitindo que apresentassem seus produtos a novos mercados.
Protagonismo feminino no agronegócio
Um dos destaques da feira foi o I Encontro Mulheres do Agro, realizado no dia 5 de setembro. O evento registrou forte participação feminina, reunindo líderes do setor e agricultoras familiares, reforçando o papel das mulheres no desenvolvimento do agronegócio regional.
Ação social e contribuição à comunidade
A Barra Agroshow também teve caráter social: mais de três toneladas de alimentos foram arrecadadas na entrada do evento e destinadas a cinco instituições da cidade, incluindo a Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Wanderley, o Lar dos Idosos de Barra e a Obra Social Madre Regina. Segundo Caviola, a iniciativa buscou “devolver à cidade toda a prosperidade que ela nos proporciona”.
Potencial agrícola da região
Localizada no oeste da Bahia, a região do Médio São Francisco é reconhecida pelo cultivo de frutas irrigadas e apresenta grande potencial para culturas como cacau, uva, manga, citros e pecuária. A Barra Agroshow surge como o primeiro evento voltado a negócios e tecnologia agrícola da região, consolidando sua vocação produtiva.
Realização e apoio institucional
O evento foi realizado pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Barra, Marca Comunicação, Plus Eventos Agro e CS Engenharia. Contou com apoio do Grupo Lemos Passos e da Prefeitura de Barra, além de parceria da Amstel Lager e patrocínio do Governo da Bahia, por meio da Bahia Turismo, Secretaria de Turismo, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Secretaria da Agricultura.
Entre outros patrocinadores estão Senar Bahia, Sebrae, Confea, Crea-BA, Conab, Codevasf, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, IICA, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Peirot Agronegócios e Governo Federal – União e Reconstrução.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento
O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).
A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.
Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.
A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.
O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.
As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.
Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.
Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.
Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.
Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.
Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.
Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.
O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.
Fonte: Pensar Agro
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