Paraná
Em cuidados paliativos, fã realiza sonho de conhecer Gian & Giovani no Verão Maior
Aproveitar a vida ao máximo e realizar sonhos. Esse tem sido o mantra de Luciana Vieira, de 43 anos, que tem duas síndromes genéticas raras que a tornam propensa a desenvolver diversos tipos de câncer. Atualmente em cuidados paliativos, Luciana pôde realizar um de seus sonhos neste sábado (31) durante o Verão Maior Paraná: conhecer de perto os ídolos Gian & Giovani, de quem é fã desde criança e que a ajudaram, inclusive, em uma campanha que fez para arrecadar recursos.
Uma das condições de Luciana é a síndrome de Li-Fraumeni (SLF), uma desordem genética rara que causa uma predisposição de alto risco para diversos tipos de câncer. A outra é a síndrome de Lynch, ou câncer colorretal hereditário não polipose (HNPCC), que também aumenta o risco de problemas oncológicos.
Por se tratar de condições genéticas, que passam de pais para filhos, Luciana perdeu vários parentes para o câncer, inclusive o pai e a mãe, com quem aprendeu a gostar de Gian & Giovani ainda na infância. Na época, a família não sabia o que os faziam predispostos a desenvolver a doença. Foi quando a filha, hoje com 18 anos, teve leucemia que ela descobriu as síndromes, e iniciou uma luta para que ela se curasse e não voltasse a desenvolver a doença.
É aí que os cantores sertanejos que ela ouvia desde criança entram na história. “Desde 2015 eu venho combatendo essa situação do câncer. Minha filha também tinha a mesma síndrome, e ela precisava de um transplante de células-tronco”, conta.
“Eu já era fã deles, e nesse período fiz uma carta e um vídeo que publiquei no Instagram e compartilhei com a equipe de produção do Gian & Giovani. Eles apoiaram tanto financeiramente como emocionalmente para a gente conseguir fazer esse tratamento”, explica. “Hoje ela está curada, tem seis anos que ela fez o transplante. Eu sou paciente paliativa em estágio 1, mas era um sonho. Eu não queria morrer sem agradecer a eles pessoalmente”.
O encontro com os artistas, que tocaram no sábado no palco do Verão Maior em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado, foi marcado por muita emoção e gratidão, e foi difícil conter as lágrimas.
“Não podia deixar de agradecer. Minha mãe não pode estar aqui para viver esse momento, mas sei que ficou feliz onde quer que ela esteja. Hoje comemoro que a minha filha quebrou o ciclo, ela não vai desenvolver as síndromes. E tem a mão deles nessa conquista”, celebra Luciana.
CUIDADOS PALIATIVOS — Por causa da predisposição genética, Luciana já teve câncer de boca, câncer de mama e intestino. Hoje, trata um câncer raro no pericárdio, membrana que envolve o coração. Ela é paciente oncológica do Hospital Erasto Gaetner, em Curitiba, e faz tratamentos experimentais no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).
Ela está na fase 1 do tratamento paliativo, período inicial em que o paciente descobre uma doença grave e inicia os cuidados para controlar os sintomas, diminuir os desconfortos, ganhar autonomia e qualidade de vida. “As pessoas acham que o paliativo é aquele tratamento em que você fica lá na cama esperando a morte. Não é isso, pelo contrário, a gente quer viver com qualidade de vida”, diz.
“Eu não sei quanto tempo tenho de vida, mas é um dia de cada vez. Eu amo muito viver, tenho muita vontade de continuar viva e realizar os meus sonhos”, fala. “Há anos eu não vinha para a praia, então vim hoje. Tenho vontade de voar de parapente, um dia vou tentar. Tem muitos lugares de Porto Alegre que queria conhecer e estou conseguindo, também algumas pessoas de quem me aproximei porque se sensibilizaram com minha história”.
NOVO CICLO – Luciana engravidou e hoje tem outro filho, de 6 anos de idade. “A gente encerrou o ciclo da síndrome na minha filha, porque foi com ela que descobrimos essa condição. Eu perdi meus pais, avós, tios e primos para o câncer. Em mim eu não pude mudar a história, mas ela vai ter uma vida diferente, uma vida sem câncer”, conta emocionada.
Todo o tratamento da filha, inclusive o transplante de células-tronco, foi feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “A gente fez o primeiro transplante dela em Porto Alegre em 2016, mediado pelo Governo do Paraná. Meu outro filho nasceu em 2019, então fizemos mais um naquele ano”, conta.
O segundo filho, hoje com 6 anos, também não irá desenvolver as síndromes. Durante o processo de fertilização in vitro, foi feito um Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (PGD), que permite a análise do DNA dos embriões para identificar doenças genéticas antes de fazer a transferência do embrião para o útero. “A condição vem no gene TP53, e ele não tem a síndrome, então não vai ter câncer. A gente mudou realmente a nossa história”.
Fonte: Governo PR
Paraná
Sinais de inverno: maio terá frentes frias, geada e temperaturas abaixo de 10°C
O outono é uma estação de transição, e no mês de maio as características de inverno começam a ficar mais presentes na atmosfera. De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), mais ocorrências de geada serão registradas, além da passagem de novas frentes frias, seguidas de massas de ar frio, que devem derrubar as temperaturas. Para monitorar as ocorrências, o serviço Alerta Geadas, ofertado pelo Simepar em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), terá início na próxima segunda-feira (04).
Os modelos de previsão indicam dois cenários bem diferentes na primeira e na segunda quinzenas de maio. “Na primeira metade do mês, o tempo será mais dinâmico, com a passagem de duas frentes frias pelo Paraná. A primeira está prevista entre os dias 2 e 3 de maio. Será uma passagem rápida, com efeitos mais perceptíveis na região Leste do estado, incluindo uma leve queda nas temperaturas”, diz Marco Jusevicius, coordenador de Operações do Simepar.
Apesar do nome, o impacto de uma frente fria não significa necessariamente que vai fazer frio. Ela é uma área de transição entre uma massa de ar frio que avança sobre uma área onde já tem uma massa de ar quente. Esse choque entre as duas massas de ar faz com que o ar quente suba rapidamente, formando muitas nuvens e aumentando as instabilidades. Dessa forma, a chegada de uma frente fria significa que vai chover.
Após a passagem de uma frente fria, uma massa de ar frio pode, sim, causar a redução nas temperaturas, e é o que está previsto entre os dias 7 e 8 de maio. “A segunda frente fria deve trazer o primeiro evento de frio mais abrangente do mês. Há risco de geadas mais significativas, principalmente na metade sul do estado. O período mais intenso de frio deve ocorrer entre os dias 9 e 12 de maio, com a atuação de uma massa de ar polar”, explica Marco.
Depois da segunda frente fria, a tendência para o fim do mês é de um padrão de tempo mais estável. As temperaturas devem subir gradualmente ao longo dos dias, e não há indicativo de volumes expressivos de chuva no Paraná. Com o sobe e desce das temperaturas, a expectativa é de que o mês termine com as temperaturas dentro da média histórica no Estado.
MÉDIAS – Historicamente, em maio, os maiores volumes de chuva são registrados nas cidades ao redor de Cascavel, Pinhão, Pato Branco e Borrazópolis, com volumes entre 200 mm e 225 mm. Nos outros municípios do Oeste e Sudoeste, os volumes de chuva historicamente em maio são entre 150 mm e 200 mm.
No Noroeste e no Centro-Sul, bem como no Litoral, os acumulados de chuva historicamente ficam entre 125 mm e 150 mm. Na Região Metropolitana de Curitiba, Norte e Norte Pioneiro, os volumes de chuva historicamente em maio ficam entre 100 mm e 125 mm. As cidades onde menos chove em maio, historicamente, ficam ao redor de Cambará, Jacarezinho, Cerro Azul e Doutor Ulisses, com volumes acumulados entre 75 mm e 100 mm, apenas.
As temperaturas máximas, geralmente registradas no fim da tarde, são mais baixas historicamente no mês de maio no Paraná entre Palmas e Bituruna, variando entre 18°C e 20°C. No Centro-Sul e na parte oeste da Região Metropolitana de Curitiba, as máximas ficam entre 20°C e 22°C. Na parte norte do Litoral, no Norte, Norte Pioneiro, Noroeste e na parte norte da região Oeste, as máximas historicamente variam entre 24°C e 26°C no mês.
As temperaturas ficam mais altas no Estado em cidades como Diamante do Norte, Marilena, Cambará e Jacarezinho, com valores entre 26°C e 28°C à tarde. Nas outras regiões, as máximas em média variam entre 22°C e 24°C.
Já as temperaturas mínimas, geralmente registradas durante a madrugada ou o amanhecer, também são mais baixas historicamente em maio ao redor de Palmas e Bituruna, com valores entre 8°C e 10°C. No Sudoeste, Centro-Sul, até a parte oeste da Região Metropolitana de Curitiba, as mínimas em média variam entre 10°C e 12°C. No Oeste e no Norte Pioneiro, ficam entre 12°C e 14°C. No Litoral, Norte e Noroeste, as mínimas são as mais altas em maio, em média entre 14°C e 16°C.
Por fim, as temperaturas médias, ou seja, a média de todas as temperaturas registradas no dia, são mais baixas em Curitiba e no Centro-Sul, entre 12°C e 14°C. No Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana da capital, ficam historicamente em maio entre 14°C e 16°C. Na parte leste da região Oeste (incluindo Toledo e Cascavel) até a região de Cândido de Abreu, variam historicamente em maio entre 16°C e 18°C.
No Litoral, Oeste, Noroeste, Norte e Norte Pioneiro ficam entre 18°C e 20°C. Apenas no extremo Noroeste, em cidades como Querência do Norte, Porto Rico e Diamante do Norte, as temperaturas médias são mais altas: entre 20°C e 22°C.
ALERTA GEADA – A partir de segunda-feira (4), o Simepar inicia o 32° ano do serviço Alerta Geadas, em parceria com o IDR-PR, com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, prefeituras, cooperativas e associações de produtores. Criado originalmente para proteger cafezais recém-plantados, o Alerta Geada hoje atende diversas atividades agropecuárias (avicultura, suinocultura, horticultura e silvicultura, por exemplo) e ainda beneficia outros setores da economia, como turismo, comércio, mercado financeiro e construção civil.
“A geada é um fenômeno típico desta época do ano mais fria, principalmente nos estados do Sul do Brasil. Ela ocorre principalmente em situações de conjunção de uma massa de ar polar atuando sobre a região, céu mais aberto, sem a presença de nuvens e com a velocidade do vento muito fraca”, explica Marco.
Nestas condições, diz ainda, a superfície da terra perde calor muito rápido por radiação para a atmosfera, fazendo com que a queda de temperatura seja mais acentuada sobre a superfície. “Com isso, a umidade do ar presente nas proximidades vai fazer a transformação entre vapor e gelo, criando cristais de gelo sobre a superfície”, acrescenta.
Durante o período de operação do Alerta Geada (de maio a meados de setembro), pesquisadores do IDR-Paraná e do Simepar divulgam boletins diários com informações sobre as condições do tempo e a evolução de massas de ar polar pelo estado. Quando há previsão de massas de ar frio com potencial de causar danos, alertas são emitidos e amplamente divulgados com antecedência.
Em 2025, foram emitidos 137 boletins diários no Alerta Geadas com informações sobre as condições do tempo e a evolução de massas de ar polar, e disparados 39 alertas específicos para a possibilidade de geada com potencial de causar danos a atividades agropecuárias — 37 para as regiões mais ao Sul e apenas dois para o Norte/Noroeste do Paraná.
Fonte: Governo PR
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