Brasil
Dia D contra a febre amarela acontece neste sábado (31), em Goiânia
O Ministério da Saúde, em parceria com o governo de Goiás e 29 municípios do estado, realiza neste sábado (31) o Dia D de vacinação contra a febre amarela. Embora não haja registro recente de casos da doença em humanos em Goiás, o estado confirmou 38 casos em primatas não humanos. Esses animais não transmitem a febre amarela, mas indicam que há circulação do vírus, que é transmitido às pessoas pela picada de mosquitos infectados.
A vacinação é indicada para pessoas de 9 meses a 59 anos de idade e é a principal forma de prevenção contra a doença. Desde 2025, mais de 26 milhões de doses da vacina contra a febre amarela foram distribuídas em todo o país, sendo mais de 612 mil destinadas a Goiás. A vacina é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No Brasil, entre julho de 2024 e junho de 2025, foram confirmados 123 casos de febre amarela em humanos, com 49 óbitos, além de 100 casos em primatas não humanos. A doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados, e os macacos são vítimas da infecção, não responsáveis pela transmissão.
Além da vacina contra a febre amarela, a população pode aproveitar o Dia D para atualizar a caderneta vacinal com outros imunizantes disponibilizados pelo SUS. Para reforçar a estratégia de mobilização, o Governo Federal vai enviar mensagens pela Caixa Postal GOV.BR e WhatsApp para moradores dos municípios que participam da ação, incluindo a capital, Goiânia.
Avanços da vacinação em todo o país
O Brasil vem apresentando avanços consistentes na cobertura vacinal. Em 2025, dados preliminares indicam que a cobertura contra a febre amarela alcançou 74%, um aumento significativo em relação a 2022, quando o índice era de 60%. Goiás acompanha essa tendência de crescimento e também registra cobertura de 74,1%, conforme dados preliminares.
São Paulo (SP) também recebeu, no dia 23 de janeiro, o Dia D de vacinação contra a febre amarela. A mobilização teve como foco pessoas não vacinadas e aquelas que receberam dose fracionada em 2018.
Durante a ação, foram aplicadas cerca de 27 mil doses da vacina contra a febre amarela. A mobilização também reforçou a imunização contra o sarampo, com a aplicação de 11,6 mil doses em um único dia.
João Vitor Moura
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Pacto da vitivinicultura amplia compromisso com direitos trabalhistas e sustentabilidade da cadeia produtiva no Rio Grande do Sul
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou, nesta sexta-feira (26), em Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul (RS), da reafirmação do Pacto da vitivinicultura, iniciativa que reúne entidades do setor produtivo em torno da promoção do trabalho decente, da garantia dos direitos trabalhistas e da adoção de boas práticas laborais em toda a cadeia produtiva da uva.
A cerimônia reuniu representantes da cadeia produtiva da vitivinicultura para renovar a adesão ao compromisso firmado em maio de 2023, que prevê o fortalecimento do diálogo social entre trabalhadores, empregadores e governo, além da construção de um ambiente produtivo sustentável e em conformidade com a legislação trabalhista.
Segundo o ministro Luiz Marinho, o Pacto tem papel estratégico ao estimular a adequação dos produtores às normas trabalhistas por meio do diálogo e da cooperação. “É um ato voluntário de adesão que busca adequar os agricultores à realidade trabalhista. Nós encontramos situações inadmissíveis que precisavam ser resolvidas. O Pacto busca assegurar o trabalho decente, dentro das normas trabalhistas e, por meio dele, construir entendimentos pelo diálogo, e não pela atuação apenas repressiva. É bom que temos aqui muitas entidades que desejam aderir ao Pacto, mas aquelas que continuarem a infringir as regras terão que responder à fiscalização trabalhista”, afirmou.
A iniciativa é baseada no diálogo social tripartite, em uma agenda permanente de cooperação institucional e na construção de soluções voltadas ao aprimoramento das relações de trabalho no setor.
O representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG), Eugênio Edevino Zanneti, destacou que os empregadores da cadeia produtiva buscam cumprir os compromissos estabelecidos no Pacto, mas defendeu o aprimoramento de mecanismos que considerem as características da realidade rural, especialmente dos agricultores familiares durante o período da safra, quando há maior demanda por mão de obra e desafios para o cumprimento das obrigações legais.
O coordenador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Glaucio Araújo Ribeiro, ressaltou a importância da construção conjunta entre instituições, produtores e trabalhadores. “Existem duas vias a escolher: a do diálogo, que é a que estamos oferecendo ao conversar com os produtores, ou a via da fiscalização. Queremos dialogar, mas seguimos a legislação e o que ela determina”, frisou.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (CONTAR), Gabriel Bezerra Santos, destacou a importância dos Pactos como instrumentos de prevenção de conflitos e promoção da legalidade no setor. “Estamos evoluindo com os Pactos. Ele veio como um passo adiante na melhoria das condições de trabalho na cadeia da uva. Foi uma iniciativa acertada do governo para conscientizar os empregadores quanto à exploração, ao trabalho escravo e a outras distorções nas contratações rurais, principalmente no período da safra”, avaliou.
O Pacto
O Pacto da vitivinicultura estabelece compromissos voltados à sustentabilidade da cadeia produtiva, ao respeito aos trabalhadores e à garantia dos direitos humanos, incluindo os fluxos migratórios que ultrapassam as fronteiras nacionais. A iniciativa busca promover relações de trabalho dignas e sustentáveis, fortalecer a imagem do Brasil, ampliar a segurança jurídica das atividades econômicas e contribuir para o reconhecimento do país como referência na promoção dos direitos humanos e do trabalho decente.
Entre os compromissos reafirmados pelas entidades estão a não utilização de mão de obra infantil; a prevenção e a erradicação do trabalho em condições análogas à escravidão; a disseminação de padrões, diretrizes e boas práticas aplicáveis ao setor; o fortalecimento do diálogo social tripartite; a formalização das relações de trabalho; a promoção da igualdade de oportunidades; e o enfrentamento de todas as formas de discriminação no ambiente laboral.
O acordo também prevê o incentivo à sustentabilidade social das cadeias produtivas rurais, com o objetivo de promover ambientes de trabalho seguros, saudáveis e respeitosos para trabalhadoras e trabalhadores da cadeia produtiva.
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