Brasil
Conheça 8 tendências de turismo de experiência para 2026
Para o turista de hoje, viajar é muito mais do que apenas visitar um lugar, é sobre sentir, viver e se transformar com o destino. Uma pesquisa da TRVL Lab, realizada em parceria com o Sebrae com 902 brasileiros de todas as regiões, confirma essa mudança de comportamento: para 86% dos viajantes, as experiências vivenciadas são, hoje, o aspecto mais importante de uma viagem.
Esse movimento é liderado, principalmente, pelas gerações Millennials (pessoas nascidas entre 1981 e 1996) e Z (pessoas nascidas entre 1997 e 2010) que buscam roteiros dinâmicos e personalizados, que unam entretenimento, esportes, cultura e gastronomia.
De olho nesse cenário, o estudo “Experiential Travel Trends 2026”, divulgado pela ALL Accor, mapeou o que será tendência para o turismo neste ano. O levantamento aponta que a busca por conexão humana, bem-estar coletivo e autenticidade moldará as decisões dos turistas. Confira abaixo as oito principais tendências que prometem transformar o setor:
1. Economia da Endorfina – As experiências ao vivo assumem o protagonismo, impulsionadas pela busca por emoções intensas. Shows, eventos esportivos e festivais estão no topo da lista de desejos, com 89% dos viajantes afirmando que a participação nesses eventos torna a viagem mais gratificante.
2. Hyper Playgrounds – A necessidade de fugir de uma rotina hiperprodutiva aumenta a procura por experiências lúdicas e divertidas. O estudo aponta que mais de 30% dos viajantes buscam hotéis com design arrojado e divertido, enquanto 43% se sentem atraídos por restaurantes conceituais e performáticos que oferecem entretenimento além da gastronomia.
3. Estilos de Vida Portáteis – Viajar sem abrir mão da rotina pessoal consolidou-se como prioridade. Para 95% dos viajantes, é essencial manter seus hábitos durante a jornada, o que inclui a facilidade do trabalho remoto, a manutenção de rotinas de bem-estar e a possibilidade de viajar na companhia de seus animais de estimação.
4. Bem-estar Social – O conceito de autocuidado deixa de ser solitário e torna-se coletivo. A pesquisa revela que 84,5% dos viajantes buscam conexões humanas mais profundas durante suas estadias, e 59% associam a sensação de bem-estar diretamente a momentos de convivência e experiências compartilhadas com outras pessoas.
5. Memórias e Nostalgia – Em reação ao excesso de estímulos digitais, 87% dos viajantes relatam sentir nostalgia de tempos mais simples. Além disso, 64,5% dizem sentir-se sobrecarregados por notificações e redes sociais, o que os leva a priorizar experiências tangíveis e imersivas que permitam a desconexão e o prazer das coisas simples.
6. Sincronização com a Terra – A reconexão com a natureza ganha ainda mais força em 2026. Cerca de 59% dos entrevistados relatam sentir-se desconectados dos ritmos naturais, motivando 69% deles a planejarem viagens especificamente para vivenciar fenômenos sazonais e naturais.
7. Jornadas Sem Filtro – A autenticidade vence a “perfeição” das redes sociais. A saturação de imagens editadas leva 63,5% dos viajantes a evitarem destinos superexpostos na internet. Em contrapartida, 82% preferem confiar em recomendações de moradores locais ou de pessoas que encontram pelo caminho para descobrir roteiros genuínos.
8. Pontos Maximizados – Os programas de fidelidade estão evoluindo para se tornarem portais de experiências exclusivas. Atualmente, 72% dos viajantes valorizam o acesso a momentos únicos como o principal benefício desses programas, e um em cada três membros já utiliza seus pontos para viver experiências excepcionais em vez de apenas resgatar diárias.
Para conferir o relatório completo “Experiential Travel Trends 2026” e saber mais detalhes, clique aqui.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Pioneiro no país, Núcleo de Telessaúde de Parintins completa 20 anos ampliando acesso à saúde na Amazônia
Neste domingo (20), o Núcleo de Telessaúde de Parintins (AM) completa 20 anos de uma trajetória marcada pelo uso da tecnologia para aproximar o cuidado em saúde de populações que enfrentam grandes distâncias e desafios de deslocamento. Em 2006, Parintins foi o primeiro município do país a receber um núcleo de telessaúde. Duas décadas depois, a experiência permanece em expansão e integra um cenário nacional de fortalecimento da telessaúde no Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, Parintins dispõe de 22 pontos de telessaúde: nove em unidades de saúde ribeirinhas, incluindo a unidade fluvial, seis em unidades urbanas da Atenção Primária à Saúde (APS) e sete em serviços especializados. A estrutura possibilita a oferta de teleconsultas, teleinterconsultas, telediagnóstico e outras modalidades de atendimento, articulando profissionais locais a uma rede de especialistas.
A estratégia tem impacto particular nas comunidades ribeirinhas, onde o deslocamento até a sede do município pode levar horas e depende das condições dos rios. Desde abril deste ano, as nove unidades de saúde ribeirinhas contam com salas de telessaúde, ampliando a possibilidade de atendimento especializado sem que o usuário precise se deslocar para a área urbana em situações que podem ser resolvidas de forma remota.
“Parintins celebra com muito orgulho duas décadas de Telessaúde, uma iniciativa que vem encurtando distâncias e garantindo equidade no acesso à saúde para cada paciente e profissional de saúde que confia e depende do SUS em nossa região”, afirma Rafael Prado, coordenador de Saúde Digital de Parintins.
A ampliação foi reforçada com o recebimento de 10 kits multimídia de telessaúde do Ministério da Saúde, dos quais sete foram destinados à área ribeirinha e três à área urbana. Em junho, a Portaria GM/MS nº 11.601 autorizou R$ 1,04 milhão para a estruturação do Núcleo de Telessaúde de Parintins, no âmbito da Ação Estratégica SUS Digital – Telessaúde e do Novo PAC.
Atendimento mais próximo das comunidades
De janeiro a agosto de 2026, o sistema de monitoramento municipal contabilizou 1.116 teleconsultas, realizadas com participação de 35 profissionais e produção registrada em 19 unidades de saúde. No mesmo período, foram realizados 4.120 eletrocardiogramas, além de 367 exames laboratoriais descentralizados.
O município também mantém uma rede de oferta de especialidades por telessaúde e articulação com instituições executantes, permitindo acesso remoto a áreas como cardiologia, pediatria, neurologia, endocrinologia, ginecologia, psiquiatria, oftalmologia, ortopedia, odontologia, entre outras.
Na área de telediagnóstico, o eletrocardiograma já é ofertado em diferentes pontos da rede urbana e ribeirinha. Parintins também iniciou a realização de exames laboratoriais no próprio local de atendimento, por meio de equipamentos point of care, com implantação inicialmente nas UBS Naza Barbosa e Padre Francisco Luppino e previsão de ampliação para outras comunidades.
Telessaúde avança no SUS
A experiência de Parintins acompanha um movimento de expansão da telessaúde no país. A estratégia integra o Programa SUS Digital e o componente SUS Digital do Agora Tem Especialistas, com atuação voltada à ampliação do acesso, à qualificação da APS e ao fortalecimento das Redes de Atenção à Saúde. O Edital nº 3/2025 do Ministério da Saúde ampliou a seleção de projetos de telessaúde, integrados à Rede de Atenção à Saúde e à Rede Brasileira de Telessaúde.
“Parintins tem um significado especial para a história da telessaúde no SUS. Há 20 anos, o município mostrou que a tecnologia poderia aproximar o cuidado de populações que enfrentam grandes distâncias para acessar os serviços de saúde. Hoje, essa experiência se renova, chega às comunidades ribeirinhas e dialoga com uma estratégia nacional de expansão da telessaúde para que o acesso à atenção especializada esteja cada vez mais próximo de onde as pessoas vivem”, ressaltou a Secretária de Informação e Saúde Digital, Maria Aparecida Cina da Silva.
Atualmente, 29 Núcleos de Telessaúde com atuação em âmbito estadual estão credenciados e em funcionamento, enquanto outros 34 encontram-se em implantação. Com a conclusão desse processo, serão mais de 60 núcleos distribuídos pelo país, com cobertura das 27 unidades da Federação.
Entre janeiro de 2025 e junho de 2026, foram registrados 10.385.351 procedimentos de telessaúde no SUS. Os Núcleos de Telessaúde contabilizaram mais de 3 milhões de teleatendimentos em 2.660 municípios. No mesmo período, a Oferta Nacional de Telediagnóstico em tele-eletrocardiograma, teledermatoscopia e telerretinografia emitiu mais de 3,5 milhões de laudos, alcançando 1.850 municípios.
Infraestrutura para ampliar o acesso
Outra frente de expansão é a implantação de Pontos de Telessaúde nas Unidades Básicas de Saúde. O Novo PAC prevê 7 mil kits de equipamentos para teleconsulta até o final de 2026. A seleção alcançou 4.515 municípios. A Portaria GM/MS nº 7.613/2025 formalizou a seleção de propostas para aquisição dos kits de equipamentos para teleconsulta no âmbito do programa.
Até 30 de agosto, 3 mil kits haviam sido entregues a 1.565 municípios. Outros quatro mil estão em processo de aquisição, com previsão de início das novas entregas ainda em setembro. Os equipamentos são destinados à estruturação dos Pontos de Telessaúde nas UBS, especialmente para ampliar o acesso em territórios remotos ou com maior dificuldade de acesso à atenção especializada.
A trajetória de Parintins, iniciada há 20 anos, demonstra como a incorporação da telessaúde pode apoiar a organização do cuidado em territórios marcados por grandes distâncias, fortalecer as equipes locais e aproximar serviços especializados das comunidades.
Max de Oliveira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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