Paraná
Calor no Oeste, frio no Leste: Paraná segue com temperaturas divididas neste fim de semana
Como se uma linha imaginária dividisse o Paraná ao meio, o verão tem sido percebido de formas diferentes nos dois lados do Estado desde segunda-feira (19), e seguirá assim neste fim de semana. Na metade oeste as temperaturas máximas permanecem acima dos 30°C, e na metade leste as cidades experimentam as temperaturas mais baixas para janeiro desde que começaram a ser feitas as medições do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
O amanhecer desta sexta-feira (23) registrou as temperaturas mais baixas para janeiro desde o início das operações das estações meteorológicas no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava (em 2001) e em Cornélio Procópio (2018): 9,9°C e 13,8°C, respectivamente. As máximas também foram baixas principalmente nas faixas Leste e Sul do Estado, ficando abaixo dos 22°C em Curitiba, General Carneiro e Palmas desde terça-feira (20).
Em contrapartida, na quinta-feira (22), Foz do Iguaçu alcançou 33°C. Cidades como Altônia, Assis Chateaubriand, Capanema, Cruzeiro do Iguaçu, Guaíra, Loanda, Palotina, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu e Ubiratã seguiram a semana toda com máximas acima dos 30°C. As mínimas nestas regiões estão desde terça-feira (20) entre 14°C e 20°C.
Ainda na quinta-feira (22), uma “pista de ventos” formada entre o sistema de alta pressão que está na altura do Uruguai e a área de baixa pressão que entre o Sudeste e o Sul do Brasil, ambos no oceano, favoreceu a ocorrência de ventos persistentes do Centro ao Sul, Norte e Leste do Paraná.
Rajadas de vento chegaram a 60,5 km/h às 21h em Joaquim Távora (INMET), 55,1 km/h às 20h em Santo Antônio da Platina, 52,2 km/h às 7h no pico Marumbi e a e 51,1 km/h às 8h em Cornélio Procópio. No Norte Pioneiro o vento mais forte deve permanecer, e nas outras regiões gradativamente perde força a partir desta sexta-feira.
PREVISÃO – Nesta sexta-feira (23) a influência dos ventos que sopram do oceano mantém a presença de nebulosidade no Leste do Paraná, e por isso as temperaturas seguem mais amenas. Também estão previstas chuvas fracas e isoladas entre a Serra do Mar e o Litoral. A situação é diferente na metade oeste do Estado.
“A massa de ar seco e fria que atua sobre o Sul do país segue influenciando as condições do tempo no Paraná. Deveremos ter hoje o sol predominando em todas as regiões, fazendo com que as temperaturas subam principalmente no Interior do Estado, onde deveremos ter os termômetros chegando a 33°C no período da tarde entre as regiões Oeste e Noroeste”, afirma Paulo Barbieri, meteorologista do Simepar.
As condições do tempo não mudam muito no fim de semana. No sábado (24) as chuvas fracas e isoladas entre a Serra do Mar e o Litoral devem ocorrer principalmente no período da noite. As temperaturas gradativamente sobem, chegando aos 24°C em Curitiba e 25°C no Litoral, e a até 34°C em cidades do Oeste e Noroeste.
Já no domingo (25), os termômetros podem alcançar 35°C no Oeste e Noroeste, e no Leste a nebulosidade permanece, com as máximas perto dos 26°C em Curitiba e 28°C no Litoral. “A partir da tarde, na região litorânea, a nebulosidade aumenta, e por este motivo deveremos ter chuvas atuando com maior intensidade”, explica Paulo.
A próxima semana começa com o tempo muito parecido, e as temperaturas gradativamente subindo mais. Na segunda-feira (26) o tempo segue predominantemente estável em todo o Paraná, e a região Leste é a única que permanece com nebulosidade variável e chuvas isoladas à tarde principalmente no Litoral, ainda por conta dos ventos que sopram do oceano.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo
São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.
Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.
O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.
Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
Processo 0001353-95.2026.8.16.0211
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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