Agro
Mercado de Milho fecha semana com pressão interna e apoio externo: Preços caem no Brasil e sobe em Chicago
Oferta Abundante Pressiona Cotações no Mercado Brasileiro
O mercado brasileiro de milho encerra a semana sob viés de queda nas cotações, influenciado pelo aumento da oferta em diversos estados produtores. A ampla disponibilidade do cereal, especialmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, tem levado os preços a oscilar entre estabilidade e desvalorização.
De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Paulo Molinari, o avanço da colheita e a maior presença de vendedores no mercado têm pressionado as negociações. Nos portos, as cotações seguem recuando: em Santos (SP), o milho é negociado entre R$ 67,50 e R$ 71,00 por saca (CIF), enquanto em Paranaguá (PR) os preços variam de R$ 67,00 a R$ 70,00.
No interior, as referências também apresentam retração:
- Paraná (Cascavel): R$ 62,00 a R$ 63,50/saca;
- São Paulo (Mogiana): R$ 65,00 a R$ 66,00/saca;
- Campinas (CIF): R$ 67,50 a R$ 68,50/saca;
- Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 65,00 a R$ 67,00/saca;
- Minas Gerais (Uberlândia): R$ 62,00 a R$ 63,50/saca;
- Goiás (Rio Verde – CIF): R$ 58,00 a R$ 60,00/saca;
- Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 56,00 a R$ 60,00/saca.
Chicago Tem Semana Positiva com Apoio da Demanda e Desvalorização do Dólar
No cenário internacional, os preços do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram avanços moderados ao longo da semana. O contrato março/2026 fechou a US$ 4,24 por bushel, com alta de 0,53%, enquanto o maio/2026 subiu 0,58%, para US$ 4,32¼ por bushel.
A alta foi sustentada pela demanda consistente por grãos norte-americanos e pela desvalorização do dólar, que tornou os produtos dos EUA mais competitivos no mercado global. Segundo o site internacional Successful Farming, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou novas vendas externas por dez dias úteis consecutivos, incluindo 345 mil toneladas de milho e 192,3 mil toneladas de soja para compradores não identificados.
O analista Tony Dreibus, da Successful Farming, destacou que a sequência de anúncios reforça a expectativa de exportações firmes, mesmo diante da ampla oferta global.
Câmbio e Petróleo Influenciam Movimentos Globais
O dólar comercial encerrou a semana com leve alta de 0,21%, cotado a R$ 5,29, enquanto o Dollar Index recuou 0,02%, a 98,34 pontos. Já o petróleo tipo WTI, com vencimento em março, operou em alta de 1,83%, a US$ 60,45 por barril em Nova York, apoiando o avanço das commodities agrícolas.
Nas bolsas internacionais, o desempenho foi misto: Paris recuou 0,34%, Frankfurt subiu 0,12% e Londres avançou 0,14%. Na Ásia, os índices fecharam em terreno positivo, com Xangai em +0,33% e Japão em +0,09%.
Argentina Quase Conclui Plantio e Mantém Oferta Elevada na Região
Na América do Sul, o Ministério da Economia da Argentina, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, informou que o plantio de milho da safra 2025/26 atingiu 94% da área total prevista, equivalente a 10,46 milhões de hectares. Na mesma época do ano passado, o percentual era igual, mas sobre uma área menor — 9,24 milhões de hectares.
O avanço no plantio argentino reforça o cenário de ampla oferta regional, o que limita altas mais expressivas nas cotações internacionais.
B3 Inicia Sexta-feira em Queda com Ajuste Técnico
Enquanto Chicago operava em leve alta, os preços do milho na B3 abriram em baixa nesta sexta-feira (23). Por volta das 10h07 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 0,01% e 0,65%:
- Março/26: R$ 68,80 (-0,65%)
- Maio/26: R$ 68,33 (-0,61%)
- Julho/26: R$ 67,58 (-0,15%)
- Setembro/26: R$ 67,71 (-0,01%)
O movimento é atribuído a ajustes técnicos e à pressão de oferta interna, mesmo com o suporte do mercado externo.
Perspectivas: Oferta Local e Clima Seguem no Radar
O mercado segue atento ao ritmo de colheita da safra de verão e ao avanço do plantio da segunda safra (safrinha). A boa produtividade e o clima favorável em boa parte do país tendem a manter a pressão de baixa nos preços domésticos no curto prazo.
No exterior, a demanda internacional e a trajetória do dólar devem seguir como os principais fatores de sustentação para as cotações do milho em Chicago nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Rumo (RAIL3) bate recorde histórico de transporte em maio e Santander mantém recomendação de compra para ações
Rumo registra maior volume mensal de transporte da história
A operadora logística Rumo (RAIL3) alcançou em maio cerca de 8,2 bilhões de toneladas por quilômetro útil (RTK), o maior volume mensal já registrado pela companhia.
O resultado representa crescimento de 8% em relação a maio de 2025, segundo relatório do Santander Corporate & Investment Banking, divulgado nesta quarta-feira (10).
O desempenho também superou as expectativas do mercado, ficando 7,5% acima das estimativas do banco, indicando uma performance operacional mais forte do que o projetado.
Crescimento é impulsionado por corredores Norte e Sul
De acordo com os analistas do Santander, o avanço foi sustentado pelo desempenho consistente das principais rotas operacionais da companhia.
- Corredor Norte: alta de 8,2% na comparação anual
- Corredor Sul: crescimento de 6,5% no mesmo período
O relatório destaca que a expansão simultânea nas duas regiões reforça a eficiência logística da empresa e sua capacidade de atender a demanda crescente do transporte ferroviário no Brasil.
Santander mantém recomendação de compra para Rumo
Com base nos resultados operacionais, o Santander manteve a recomendação de “Outperform” (equivalente à compra) para as ações da Rumo.
O banco também reiterou o preço-alvo de R$ 20,50 para o final de 2026, reforçando a perspectiva positiva para os papéis da companhia no médio prazo.
Segundo o relatório, o desempenho operacional sólido contribui para sustentar a confiança dos investidores e fortalece as expectativas de continuidade do crescimento ao longo do ano.
Análise reforça solidez operacional da companhia
O estudo foi elaborado pela equipe de pesquisa de ações para a América Latina do Santander, com participação dos analistas Lucas Barbosa, Gabriel Tinem e Victor Tani.
A análise considerou os dados operacionais divulgados pela própria Rumo em 9 de junho, além de comparações com projeções internas do banco, informações da plataforma FactSet e histórico operacional da companhia.
Para o Santander, os números confirmam a solidez operacional da Rumo e reforçam a visão de um cenário favorável para o desempenho da empresa no setor de logística ferroviária brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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