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Autorizada por Renan Filho, duplicação da BR-304 atende demanda histórica no Rio Grande do Norte

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Responsável por conectar o Rio Grande do Norte de ponta a ponta e sustentar grande parte da circulação de pessoas e mercadorias no estado, a BR-304 inicia um novo capítulo em sua história. Nesta quinta-feira (22), o ministro dos Transportes, Renan Filho, assinou a ordem de serviço que autoriza o início das obras de duplicação do trecho entre Mossoró e Assú (Lote 1B). A intervenção contará com investimento de R$ 375,5 milhões e representa o avanço de uma das obras mais estratégicas e historicamente aguardadas pela população potiguar.

“Há alguns anos, a maior obra do Rio Grande do Norte foi a duplicação da BR-101, iniciada e concluída no governo do presidente Lula. Depois disso, passaram-se outros governos e nada foi feito pelo estado. A duplicação da BR-304 é o reencontro do Rio Grande do Norte com o seu povo e com o seu desenvolvimento, ligando Mossoró a Natal e garantindo mais segurança para as pessoas”, destacou o ministro.

As obras na BR-304 integram um pacote mais amplo de investimentos que prevê intervenções em aproximadamente 280 quilômetros da rodovia, distribuídos em sete lotes. Nesse conjunto, está incluído o Lote 2D, entre Macaíba e Riachuelo. O projeto contempla a duplicação da pista, a adequação da capacidade, a melhoria da segurança viária e a eliminação de segmentos críticos.

Ao todo, os recursos destinados à duplicação da BR-304 somam R$ 2,5 bilhões, com financiamento assegurado pelo Novo PAC.

“O povo do Rio Grande do Norte voltará a ver uma obra importante para o seu desenvolvimento, avançando na velocidade que o progresso do estado exige”, afirmou Renan Filho.

Há cinco anos estabelecidos às margens da rodovia, os comerciantes Niedia Gerônima e Milton de Carvalho mantêm um restaurante e acompanham de perto a rotina da BR-304 e as mudanças esperadas com a duplicação.

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“A obra vai melhorar a rodovia. Vai passar mais gente e movimentar a economia”, afirmou Niedia. Para Milton, a principal expectativa está relacionada à segurança viária. “A estrada é muito estreita, passa muito caminhão e já vimos muitos acidentes aqui. Com a duplicação, isso vai acabar”, comemorou.

Mais segurança e fluidez

Conhecida como Rodovia do Futuro, a BR-304 foi construída na década de 1960 e desempenha papel central na integração regional e nacional. Com mais de 317 quilômetros de extensão, no sentido noroeste-sudeste, a rodovia conecta cidades estratégicas como Mossoró, Lajes e Parnamirim, além de se integrar às BRs-116 e 101, formando um dos principais corredores logísticos do Nordeste.

A BR-304 é fundamental para o escoamento da produção agrícola e industrial do Rio Grande do Norte, com fluxo médio diário de cerca de 6 mil veículos em trechos como o que liga Mossoró a Assú. A estrada sustenta, por exemplo, a logística da fruticultura tropical exportadora da região de Mossoró, responsável por levar produtos como melão, manga, mamão e banana aos mercados da Europa e dos Estados Unidos.

A rodovia também é estratégica para a indústria salineira, o estado responde por mais de 95% da produção nacional de sal marinho, além de ser essencial para o transporte de passageiros e para o fortalecimento do turismo regional, ao conectar o interior à Região Metropolitana de Natal.

“Falar da duplicação da BR-304 é falar de proteção à vida, de bem-estar e da segurança viária que ela trará, além de seu papel como vetor de fomento ao desenvolvimento do nosso estado, atraindo investimentos, gerando empregos e melhorando a renda do nosso povo”, ressaltou a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

Além dos ganhos logísticos, a duplicação da BR-304 deverá gerar impacto direto na economia local. A estimativa é de criação de cerca de 5.433 empregos, sendo 1.804 diretos, 851 indiretos e 2.778 induzidos ao longo da execução das obras.

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A expectativa é de fortalecimento da competitividade regional, atração de novos investimentos e estímulo à atividade econômica, com benefícios diretos para pequenas e médias empresas ao longo do corredor rodoviário.

Na rota do crescimento

Durante o evento, o ministro Renan Filho também lançou o edital para a duplicação do trecho entre Macaíba e Riachuelo (Lote 2D). O segmento possui 38,1 quilômetros de extensão, com investimento estimado em R$ 227,6 milhões. A abertura das propostas está prevista para março de 2026.

“Com o edital, avançamos para a execução do trecho entre Macaíba e Riachuelo. Este é o segundo lote da BR-304, que será desenvolvido simultaneamente aos demais, garantindo a conclusão da duplicação de toda a rodovia”, concluiu o ministro.

As intervenções fazem parte de uma série de investimentos realizados pelo Ministério dos Transportes no Rio Grande do Norte nos últimos anos. Um dos destaques é a Reta Tabajara, trecho da BR-304 que conecta a Região Metropolitana de Natal ao interior do estado e concentra um dos maiores fluxos de tráfego. Em 2023, o Governo do Brasil entregou 6,9 quilômetros duplicados nesse segmento, considerado um dos principais acessos ao interior potiguar.

No âmbito do Novo PAC, o Rio Grande do Norte já executou 74,8% dos recursos previstos até 2026, o equivalente a R$ 22,1 bilhões. O estado também integra estudos estratégicos voltados à modernização de antigas ferrovias no Nordeste, ampliando o alcance dos investimentos em infraestrutura logística.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.

PROIBIÇÃO DAS BETS

Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.

Confira o cronograma das medidas:

  • Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
  • Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
  • A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
  • Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
  • De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
  • A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.

INTERESSE PÚBLICO

A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.

FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.

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A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.

As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.

PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES

Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:

  • exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
  • divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa); 
  • uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
  • facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
  • fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
  • localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).

SAÚDE PÚBLICA

As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.

“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.

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O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.

Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.

A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.

Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.

Conheça o canal de denúncias

Fonte: Ministério da Saúde

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