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Mercado do boi gordo segue estável em São Paulo, com ritmo lento e perspectivas de firmeza nos preços ao longo de 2026

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Negociações lentas e estabilidade nas cotações em São Paulo

O mercado físico do boi gordo em São Paulo iniciou 2026 com negociações lentas e preços estáveis, refletindo o arrefecimento nas vendas de carne bovina no mercado interno. Com o consumo doméstico mais fraco, os frigoríficos que atuam no mercado interno reduziram o ritmo de compras, negociando de forma mais cautelosa.

Por outro lado, as indústrias exportadoras mantiveram demanda firme, aproveitando a boa performance do mercado internacional, o que tem contribuído para evitar quedas mais expressivas nas cotações.

Produtores resistem à pressão e sustentam equilíbrio no mercado

Do lado do produtor, há resistência às tentativas de desvalorização da arroba, com oferta controlada de animais prontos para o abate. Essa combinação de demanda mais contida e oferta ajustada tem mantido o mercado equilibrado, resultando em estabilidade nos preços em São Paulo e em outras praças do Centro-Sul.

Segundo levantamento de mercado, os preços no físico seguem próximos dos patamares de dezembro, demonstrando sustentação mesmo diante da cautela nas compras industriais.

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Cotações se mantêm firmes e futuro indica leve tendência de alta

Na B3 (Bolsa de Valores do Brasil), os contratos futuros do boi gordo seguem negociados com leve tendência de valorização. As principais posições para os meses de janeiro a abril de 2026 registram médias entre R$ 317 e R$ 321 por arroba, conforme dados de mercado.

No físico paulista, a arroba é negociada próxima de R$ 323,00, com variações pontuais entre as regiões. Já em estados como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, os preços oscilam levemente abaixo desse patamar, mas ainda em linha com o cenário de mercado firme e oferta controlada.

Exportações de carne bovina sustentam o setor em início de ano

No mercado externo, o Brasil mantém ritmo forte nas exportações de carne bovina, fator que ajuda a dar sustentação ao preço da arroba. Segundo dados parciais de janeiro, o país exportou cerca de 126,3 mil toneladas de carne bovina in natura até a terceira semana do mês — avanço de 40% na média diária em relação a janeiro de 2025.

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A cotação média da tonelada exportada ficou próxima de US$ 5,5 mil, aumento de 10,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, o que reforça o bom momento do setor no mercado internacional.

Perspectivas para o boi gordo em 2026 são positivas

Especialistas do setor apontam que o início de 2026 deve ser marcado por estabilidade e viés de alta gradual nos preços, com o mercado sustentado por uma oferta mais ajustada e pela demanda externa aquecida.

A expectativa é de que, ao longo do primeiro semestre, o mercado ganhe ritmo com o avanço das exportações e o possível reaquecimento do consumo interno, contribuindo para um cenário mais firme para o preço da arroba.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE

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A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.

Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.

Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil

No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.

Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.

O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.

Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada

De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.

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Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.

Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028

A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.

Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.

A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.

Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia

Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).

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A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.

A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.

Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril

Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.

O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.

Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações

A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.

Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.

O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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