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Brasil

Senasp abre 225 vagas em especialização para enfrentar crimes ambientais e proteger povos indígenas

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Brasília, 20/01/2026 – A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), abriu inscrições para a 3ª edição da Especialização em Enfrentamento aos Crimes Ambientais e Proteção dos Povos Indígenas. A iniciativa, conduzida pela Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP), oferece 225 vagas a profissionais da segurança pública de todo o Brasil. A formação começa em abril de 2026 e integra as ações de capacitação continuada da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp).

O curso é promovido pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e será ofertado na modalidade de Educação a Distância (EaD), por meio da plataforma AVA Moodle. O formato amplia o alcance da iniciativa e permite a participação de profissionais de diferentes regiões do País. As inscrições seguem abertas até 1º de fevereiro de 2026 e devem ser feitas exclusivamente pelo portal da UFGD.

Do total de vagas, 20% são reservadas a pessoas negras, indígenas e com deficiência, conforme as diretrizes de equidade e diversidade adotadas pela Senasp. Podem se inscrever profissionais da ativa da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Civil, da Guarda Civil Municipal, da Polícia Técnico-Científica, da Polícia Rodoviária Federal e das polícias Penal Federal e Estaduais.

Enfrentamento aos crimes ambientais

A especialização tem como objetivo promover reflexão crítica e qualificada sobre os crimes ambientais e as diversas formas de violência contra os povos indígenas e seus territórios. O conteúdo programático reúne estudos e pesquisas sobre contextos locais, regionais, nacionais e internacionais, com atenção especial às áreas de fronteira. A proposta contribui para o aprimoramento das práticas de intervenção e para o fortalecimento da atuação do Estado na proteção do meio ambiente e dos direitos dos povos indígenas.

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Para o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, a iniciativa reforça o papel estratégico da formação profissional diante dos desafios da segurança pública. “O enfrentamento aos crimes ambientais e a proteção dos povos indígenas exigem profissionais capacitados, com visão interdisciplinar e compromisso com os direitos humanos. Ao investir em formação especializada, a Senasp fortalece a atuação do Estado em áreas sensíveis e estratégicas para o País”, afirma.

A diretora de Ensino e Pesquisa, Michele dos Ramos, destaca que a especialização integra um conjunto mais amplo de ações voltadas à qualificação permanente dos profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). “O curso oferece subsídios teóricos e práticos para o desenvolvimento de novas estratégias de atuação, respeita os princípios do Estado Democrático de Direito e promove uma segurança pública mais eficiente, inclusiva e sensível às especificidades territoriais e culturais”, ressalta.

Ao longo da formação, os participantes terão acesso a conteúdos relacionados à realidade do trabalho policial e aos desafios da criminalidade ambiental, da proteção dos territórios indígenas e da preservação dos recursos naturais, temas cada vez mais presentes na agenda da segurança pública nacional.

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Expansão da formação profissional em segurança pública

A oferta da especialização integra a política de fortalecimento da formação continuada conduzida pela Diretoria de Ensino e Pesquisa da Senasp. Nos últimos anos, a DEP ampliou de forma significativa o número de vagas em cursos de aperfeiçoamento e especialização voltados aos profissionais do Susp, com oportunidades em áreas como direitos humanos, uso da força, gestão da segurança pública, investigação criminal, enfrentamento da violência contra grupos vulnerabilizados e políticas públicas de segurança.

Dados da Diretoria de Ensino e Pesquisa mostram a abrangência dessas ações. Em 2025, 189.762 profissionais do Sistema Único de Segurança Pública foram capacitados: 176.154 na modalidade a distância, por meio da Rede EaD Senasp; 13.043 no ensino presencial; e 565 em cursos de especialização, no âmbito da Renaesp. O investimento total foi de R$ 14,6 milhões. No mesmo período, o Projeto Bolsa-Formação destinou R$ 45,6 milhões ao pagamento de bolsas para 50.773 profissionais matriculados.

Também em 2025, foram contratadas 1.365 novas vagas em cursos de pós-graduação lato sensu, com investimento de R$ 6 milhões, voltadas a áreas estratégicas como inteligência, governança em segurança pública, proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade e enfrentamento do crime organizado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.

PROIBIÇÃO DAS BETS

Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.

Confira o cronograma das medidas:

  • Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
  • Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
  • A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
  • Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
  • De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
  • A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.

INTERESSE PÚBLICO

A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.

FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.

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A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.

As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.

PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES

Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:

  • exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
  • divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa); 
  • uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
  • facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
  • fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
  • localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).

SAÚDE PÚBLICA

As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.

“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.

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O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.

Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.

A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.

Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.

Conheça o canal de denúncias

Fonte: Ministério da Saúde

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