Connect with us


Agro

Acordo Mercosul-União Europeia pode gerar economia de R$ 1,3 bilhão ao suco de laranja brasileiro

Publicado em

A assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, ocorrida no último sábado (17), no Paraguai, representa um avanço significativo para o setor exportador de sucos cítricos do Brasil.

De acordo com estimativas da Associação Nacional da Indústria Exportadora de Sucos Cítricos (CitrusBR), o pacto poderá gerar economia tarifária acumulada de cerca de R$ 1,3 bilhão (US$ 250 milhões) nos primeiros cinco anos de vigência, resultado da redução gradual das tarifas de importação aplicadas ao suco de laranja brasileiro.

Segundo a CitrusBR, o cálculo considera o cronograma de desgravação tarifária firmado entre os blocos e os dados de exportação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

“Analisamos o preço médio e o volume exportado nos últimos dez anos, projetando os descontos anuais para estimar o impacto da redução de impostos”, explica Ibiapaba Netto, diretor-executivo da entidade.

Redução tarifária será gradual e pode chegar a zero em até 10 anos

Após a entrada em vigor do acordo, os três principais tipos de suco de laranja exportados pelo Brasil para a Europa terão um cronograma progressivo de redução tarifária, até atingirem tarifa zero em um período de sete a dez anos.

“Em apenas cinco anos, já deveremos ter uma tarifa 50% menor do que a atual, o que representa um ganho expressivo de competitividade para o produto brasileiro”, ressalta Netto.

Expectativa é de aprovação ainda em 2026

O executivo lembra, no entanto, que o acordo ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelo Congresso Nacional antes de entrar em vigor.

“Como se trata de um tema de interesse mútuo, há expectativa de que o processo seja concluído ainda este ano, permitindo que as novas tarifas passem a valer em 2026”, afirma o representante da CitrusBR.

Perspectivas positivas para o setor citrícola

A indústria de sucos cítricos avalia que o acordo trará benefícios duradouros à cadeia produtiva, aumentando o acesso a mercados estratégicos e reforçando o papel do Brasil como maior exportador global de suco de laranja.

Leia mais:  Recursos das CPR atingiram R$ 121 bilhões entre julho e dezembro de 2025

Além da redução de custos, o entendimento entre os blocos tende a fortalecer a competitividade internacional e estimular novos investimentos no setor agroindustrial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Mercado de trigo no Rio Grande do Sul começa a mostrar acomodação nos preços diante de baixa liquidez

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com baixa liquidez e preços ainda sustentados pela limitada disponibilidade de produto da safra antiga. No entanto, o Rio Grande do Sul já começa a apresentar sinais de acomodação nas negociações, indicando uma possível transição de estabilidade para leve pressão baixista nas cotações.

A avaliação é de que o cenário segue marcado pela escassez de oferta, fator que tem sido determinante para manter os preços em patamares elevados mesmo em um ambiente internacional considerado relativamente tranquilo.

Escassez ainda sustenta preços, mas mercado perde ritmo

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a principal característica do mercado continua sendo a baixa disponibilidade de trigo.

Esse fator, de acordo com ele, ainda impede uma correção mais forte nas cotações, mesmo diante de um fluxo reduzido de negócios ao longo da semana.

A liquidez permaneceu baixa, com operações pontuais voltadas principalmente para reposição de moinhos e vendas isoladas de produtores que buscam liberar espaço em armazéns para a entrada da segunda safra de milho.

Leia mais:  Mercado de trigo no Sul do Brasil registra baixa movimentação no final do ano
Rio Grande do Sul já mostra resistência nos preços

No Rio Grande do Sul, o comportamento do mercado passou a indicar maior resistência por parte dos compradores, especialmente diante da dificuldade de repassar custos ao setor de farinha.

Os vendedores seguem tentando manter referências próximas de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto os compradores atuam de forma mais cautelosa, com ofertas entre R$ 1.280 e R$ 1.320 por tonelada FOB.

Apesar disso, ainda não há volume suficiente de oferta para provocar uma queda mais consistente nas cotações.

“Não há pressão de oferta suficiente para provocar uma queda efetiva dos preços, mas o sentimento do mercado evoluiu de estabilidade para um viés levemente baixista”, destacou Elcio Bento.

Paraná mantém cenário de baixa liquidez e preços firmes

No Paraná, o mercado de trigo permaneceu praticamente estável ao longo da semana, com poucas alterações nas negociações.

Nos Campos Gerais, os moinhos indicaram compras para julho em torno de R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto para agosto os valores chegaram a aproximadamente R$ 1.450 por tonelada CIF.

Leia mais:  SLC Agrícola bate recorde de produtividade da soja na safra 2025/26 e amplia área cultivada no Brasil

Do lado dos produtores, as ofertas de venda seguem próximas de R$ 1.400 por tonelada FOB.

De acordo com o analista, a baixa disponibilidade de trigo remanescente continua sendo o principal fator de sustentação dos preços no estado, mesmo com liquidez reduzida e negócios pontuais.

Perspectiva do mercado

O cenário do trigo no Sul do Brasil segue equilibrado entre oferta restrita e demanda contida. A tendência imediata é de manutenção de um mercado lento, com possíveis ajustes graduais de preços no Rio Grande do Sul e estabilidade relativa no Paraná.

A evolução da safra e o comportamento da demanda da indústria deverão ser determinantes para definir os próximos movimentos do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262