Connect with us


Agro

Brasil confirma novo foco de gripe aviária e reforça emergência zoossanitária

Publicado em

O Ministério da Agricultura (Mapa) confirmou um novo caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) em uma propriedade rural com aves de subsistência no município de Acorizal, em Mato Grosso, reforçando o estado de alerta sanitário no País. O foco foi identificado após o criador relatar mortes repentinas entre os animais, segundo informou o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).

A confirmação laboratorial foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), referência nacional para esse tipo de análise. Após o diagnóstico, foram imediatamente adotadas medidas de contenção para impedir a disseminação do vírus.

De acordo com o Indea, foi instalada barreira sanitária na propriedade, com controle rigoroso do trânsito de animais, pessoas, veículos e equipamentos. As aves existentes no local foram submetidas a abate sanitário, seguido de enterrio em valas, conforme os protocolos de erradicação. As instalações passaram por limpeza e desinfecção completas.

Além disso, o órgão estadual ampliou a vigilância sanitária na região, com inspeções em propriedades rurais num raio de três quilômetros, considerado zona perifocal, e monitoramento ampliado em um raio de dez quilômetros, definido como zona de vigilância.

Leia mais:  ICAP de agosto mostra margens robustas no confinamento mesmo com custos acima de 2024

Em nota, o Indea reforçou que não há risco à saúde humana no consumo de carne de frango ou ovos e que o caso não compromete a produção avícola comercial do Estado. O vírus foi identificado exclusivamente em aves domésticas de subsistência, fora dos sistemas industriais.

Mato Grosso permanece em emergência zoossanitária desde 24 de dezembro, quando foi confirmado um foco da doença em Cuiabá. Segundo o Indea, esse caso está sob controle, com a propriedade em vazio sanitário, período de 28 dias em que é proibida a presença de aves no local.

Casos em 2025 e cenário nacional

O novo registro se soma aos episódios monitorados ao longo de 2025, ano em que o Brasil reforçou protocolos de vigilância diante do avanço global do vírus H5N1. Ao longo do último ano, os focos confirmados no país ocorreram principalmente em aves silvestres e de subsistência, sem registro de disseminação para granjas comerciais.

Esse histórico tem sido fundamental para a manutenção do status sanitário da avicultura industrial brasileira, que segue reconhecida internacionalmente e sem impacto direto nas exportações. Autoridades sanitárias avaliam que a rápida identificação dos focos e a aplicação imediata das medidas de contenção têm sido decisivas para evitar a propagação do vírus.

Leia mais:  Tensões no Oriente Médio elevam petróleo, aumentam incertezas globais e pressionam empresas brasileiras

O Ministério da Agricultura mantém o alerta para que produtores, especialmente os de pequena escala, comuniquem imediatamente qualquer aumento anormal de mortalidade de aves, evitem contato entre aves domésticas e silvestres e reforcem medidas básicas de biosseguridade.

Apesar do novo caso, a avaliação técnica é de que a situação permanece sob controle, com vigilância ativa e resposta rápida, fatores considerados essenciais para preservar a segurança sanitária e a confiança nos produtos avícolas brasileiros.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook

Agro

Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

Published

on

As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

Leia mais:  ABHB propõe criação de banco genético para proteger o patrimônio genético da pecuária gaúcha

Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

Leia mais:  ICAP de agosto mostra margens robustas no confinamento mesmo com custos acima de 2024

Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262