Paraná
Por terra e água, forças de segurança garantem verão tranquilo no Noroeste
Os veranistas que buscam as praias de água doce da Costa Noroeste do Paraná contam com estrutura reforçada de segurança pública, para aproveitar a temporada com tranquilidade e conforto. Por terra, viaturas, veículos adaptados para areia e patrulhamento ostensivo; pelo rio, lanchas e motos aquáticas circulam diariamente entre ilhas e prainhas. O resultado é um verão seguro nos principais balneários às margens do Rio Paraná.
Nesta edição do Verão Maior Paraná, a Secretaria da Segurança Pública destinou efetivo recorde de 2.500 profissionais das forças estaduais para atuar nos pontos de maior fluxo de turistas e moradores no Estado. A operação reúne Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Científica e Polícia Penal, com apoio de tecnologia de ponta, aeronaves, embarcações e ações de aproximação com a população.
Durante o lançamento do Verão Maior, ainda em dezembro de 2025, as forças de segurança receberam novos equipamentos para ampliar a capacidade de monitoramento, investigação e atuação tática: 529 fuzis, 3.200 pistolas calibre 9mm, 200 tasers, 116 óculos de visão noturna, mais de 100 drones, detectores de drones, sistemas ópticos e equipamentos laboratoriais de alta complexidade. Além disso, 800 novas viaturas serão entregues ao longo da temporada.
Todo esse reforço também chegou ao Noroeste, onde o turismo náutico cresce ano após ano e ilhas, canais e praias fluviais exigem operações especializadas.
POLÍCIA MILITAR – À frente da Operação Verão na Costa Noroeste, o tenente Rafael Lovrim explica que o reforço de efetivo e a diversidade de equipamentos fazem diferença no patrulhamento diário. “Como em toda a Operação Verão no Estado, há aumento de efetivo nas áreas de maior público. Aqui não foi diferente, tivemos aumento de policiais militares empregados no policiamento preventivo, ostensivo e também na repressão aos crimes. O objetivo é trazer maior sensação de segurança para os veranistas”, afirmou.
Além das viaturas convencionais, a PM utiliza módulo móvel, veículos adaptados para areia (UTVs) e embarcações. “Temos viaturas, o módulo móvel para aproximação com a comunidade e o UTV para área de areia. Na parte da água temos dois jet skis e uma lancha empregados exclusivamente para essa função, porque aqui as praias ficam divididas pelas ilhas. Todos os dias temos equipes que fazem esse policiamento nas prainhas”, completou.
Segundo ele, a temporada tem sido tranquila. “A questão criminal tem sido bem tranquila e a polícia tem conseguido fazer um excelente trabalho de prevenção. A Polícia Militar segue à disposição de todo mundo”, disse.
Além do patrulhamento, a PM também realiza ações educativas, entrega de pulseirinhas de identificação e atividades lúdicas com crianças.
BOMBEIROS – Com quatro pontos de atuação (Porto Rico, Porto São José, Porto Maringá e Porto Brasílio), o Corpo de Bombeiros mantém guarda-vidas civis e militares distribuídos ao longo das áreas de banho.
O subtenente Edicarlos de Oliveira explica que o foco é prevenir acidentes em um ambiente que mistura águas rasas e profundas. “Nós atuamos com salvamento aquático e resgate quando necessário, fazendo orientações e advertências. As áreas parecem rasas, mas um passo à frente pode ter um metro e meio ou dois de profundidade”, disse.
Segundo ele, o fluxo é intenso. “Atendemos aproximadamente 70 mil pessoas e tivemos mais de 10 mil intervenções, entre advertências, orientações e resgates”, afirmou.
O Corpo de Bombeiros também opera embarcações e novos equipamentos. “Temos moto aquática com prancha de salvamento e outro equipamento chegando, além dos materiais normais de salvamento. As embarcações fazem patrulhamento e rondas em torno das praias”, arrematou.
POLÍCIA CIVIL – O delegado Diego Luiz Ribeiro Troncha explica que a Polícia Civil também reforça sua estrutura na temporada. “A Polícia Civil amplia o efetivo na Costa Noroeste e reforça as ações de polícia judiciária em Porto Rico, Porto São José, Porto Maringá e demais ramificações do rio”, afirmou.
Segundo ele, o aumento de turistas reflete nas demandas. “Com o aumento de efetivo, a Polícia Civil consegue dar maior vazão às questões que demandam repressão a infrações penais e atendimento mais rápido. Há apoio também à Delegacia de Loanda, então há aumento significativo de atendimentos durante todos os dias”, disse.
VERANISTAS – Turistas que aproveitaram o verão nas prainhas fluviais elogiaram o patrulhamento por embarcações.
O guarda municipal Francisco de Assis Cristino, 56 anos, conheceu Porto Rico nesta temporada. “Excelente. O povo receptivo, a infraestrutura muito boa e a segurança 100%, tanto em Porto Rico quanto Porto São José e nas ilhas. Fiquei surpreso. Ver a polícia chegando de lancha e moto aquática representa segurança e tranquilidade. A gente fica mais à vontade”, afirmou.
A pequena Julia Gabriele Paz Lopes, de 9 anos, encantou-se ao ver os policiais chegando de moto aquática enquanto aproveitava com a família a prainha de Santa Rosa, em Porto São José. “Eu gostei porque fiquei sabendo o que eu quero ser. Eu quero ser da polícia quando eu crescer. Eles protegem as pessoas”, disse.
Para a turista Cleciene Lira, 36 anos, de Curitiba, a experiência superou as expectativas. “Eu achei maravilhoso. A polícia vem de barco e passa mais de uma vez. Me senti bem segura e as crianças ficaram à vontade brincando na água”, contou.
A base das forças de segurança no Noroeste está localizada em Porto Rico, com estrutura fixa na orla e equipes móveis atendendo toda a região, incluindo ilhas, praias fluviais e distritos turísticos.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.
Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.
De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.
Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.
Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.
Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.
Processo 0007837-42.2025.8.16.0024
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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