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Eletrodomésticos, móveis e vestuário impulsionaram aumento do comércio em 2025

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As vendas de eletrodomésticos, móveis, tecidos, vestuário e calçados contribuíram para o crescimento do comércio no Paraná entre janeiro e novembro de 2025. Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta acumulada no período foi de 2,4% na comparação com 2024, acima da média brasileira, de 1,5% no mesmo recorte.

A atividade com maior crescimento nas vendas nos 11 meses de 2025 foi eletrodomésticos, com alta de 14,5%, terceiro melhor resultado do País, atrás apenas de Rio de Janeiro (24,4%) e Distrito Federal (16%). O aumento foi ainda maior no acumulado em 12 meses, em que o segmento vendeu 15% a mais que no mesmo período imediatamente anterior. Móveis e eletrodomésticos tiveram crescimento de 10,1% de janeiro a novembro, e tecidos, vestuário e calçados acumulam alta de 5,4%.

Os segmentos de artigos de uso pessoal e doméstico (5,1%), hipermercados e supermercados (2,6%) e hipermercados, supermercados, somados a produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,3%) também desempenharam papel relevante no crescimento paranaense em 2025.

Na comparação entre novembro de 2025 e o mesmo mês de 2024, o comércio paranaense teve crescimento de 2,3% nas vendas, ante 1,3% da média brasileira. Artigos de uso pessoal e doméstico (19,9%), eletrodomésticos (14%) e móveis e eletrodomésticos (10,2%) foram as principais motrizes de desempenho neste recorte.

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Em 12 meses, de dezembro de 2024 a novembro de 2025, a alta paranaense foi de 2,2% no acumulado, com destaque para eletrodomésticos, com 15%, móveis e eletrodomésticos (10,8%) e tecidos, vestuário e calçados (5,4%), com outros artigos de uso pessoal e doméstico seguindo de perto a alta no período, com 4,4%. No Brasil, o crescimento do comércio no período de um ano foi de 1,5%.

Quando comparados os meses de novembro e de outubro de 2025, o crescimento das vendas no Paraná foi de 1,4%, ante 1% da média nacional. A PMC não apresenta o volume de vendas neste recorte em nível estadual.

No segmento do varejo ampliado, materiais de construção registraram alta de 3,6% no acumulado do ano, enquanto que o Brasil teve recuo nas vendas de -0,2%. Em 12 meses, o crescimento no Paraná foi de 3,7%, e no País ficou estagnado (0%). Já o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 17,9% quando comparado os meses de novembro de 2025 e de 2024.

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RECEITA – O levantamento também traz dados sobre o aumento na receita das vendas no comércio varejista. O maior crescimento foi no acumulado do ano, com 7,8%, contra 6,5% no País. Em 12 meses, a alta acumulada foi de 7,5%, e na comparação de novembro do ano passado com o de 2024, 6%. Na passagem de outubro para novembro, o crescimento foi de 1,5%.

SOBRE A PESQUISA – A PMC acompanha o comportamento conjuntural do comércio varejista no País, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, cuja atividade principal é o comércio varejista. Ela traz resultados mensais da variação do volume e da receita nominal de vendas para o comércio varejista e o varejo ampliado – que inclui automóveis e materiais de construção – em nível nacional e estadual. Os resultados estão disponíveis no Sidra, o banco de dados do IBGE.

Fonte: Governo PR

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MPPR lança segunda fase de operação contra loteamentos irregulares em Ibiporã, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Londrina

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O Ministério Público do Paraná deflagrou nesta terça-feira, 2 de junho, a segunda fase da Operação Miragem, que investiga a suposta exploração de loteamentos clandestinos e intimidações a agentes públicos responsáveis pela fiscalização e investigação desses loteamentos. O Núcleo Regional de Londrina, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com a 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, cumpriu mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e de busca pessoal em investigação sobre uma associação criminosa voltada à exploração de loteamentos clandestinos, lavagem de capitais, falsidade ideológica e fraude processual. Além disso, o grupo criminoso estaria fazendo ameaças e atos de intimidação direcionados a autoridades públicas e agentes de fiscalização.

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As apurações apontam que o principal investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto Água Bonita, em área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área total de 68.100 m², subdividida ilegalmente em 62 lotes de aproximadamente 1.000 m² cada, comercializados sem qualquer licença ambiental ou alvará urbanístico.

Outro investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto dos Sonhos, também na área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área de 36.300 m², subdividida ilegalmente em 23 lotes também comercializados irregularmente, sem licença ambiental ou alvará urbanístico.

Fraude processual – Em relação ao loteamento Recanto Água Bonita, decisão judicial cível havia determinado a imediata paralisação das atividades e a apresentação em juízo de todos os contratos envolvendo os adquirentes. Entretanto, os líderes do esquema orquestraram uma fraude processual para ocultar e destruir provas, transferindo clandestinamente os contratos físicos para caixas guardadas em um sítio na zona rural e fazendo a exclusão dos arquivos digitais armazenados em nuvem. Para induzir o juízo a erro, protocolaram uma manifestação falsa afirmando que os documentos haviam sido integralmente perdidos em razão de uma suposta “corrosão e falha material do disco rígido” do computador da empresa.

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Lavagem de dinheiro – Mesmo proibidos expressamente por ordem judicial cível de receber qualquer valor decorrente da venda dos lotes, os investigados continuaram cobrando e recebendo as parcelas das vítimas. Para contornar os bloqueios judiciais das contas da empresa original, os requeridos constituíram uma empresa de fachada em nome da irmã do líder do grupo, que atuava como “laranja”. Os compradores eram induzidos em erro por meio de comunicados que alegavam uma falsa “instabilidade bancária” na conta principal e instruíam o direcionamento dos pagamentos via Pix para o CNPJ da empresa de fachada ou para a conta do escritório de advocacia da investigada. O rastreamento financeiro demonstrou que os valores eram rapidamente integrados ao patrimônio pessoal da própria advogada do grupo por meio de transferências eletrônicas sucessivas.

Ameaças e intimidação – As investigações revelaram que alguns dos integrantes do grupo adotaram posturas reiteradamente intimidatórias contra autoridades locais. Apurou-se que o líder da associação criminosa proferiu uma promessa direta de violência e morte contra o Promotor de Justiça do caso, afirmando textualmente em arquivos de áudio que iria “sumir com ele, literalmente”. Os investigados também passaram a monitorar a vida privada da autoridade, rastreando perfis em redes sociais de familiares, planejando eventual aproximação. Além disso, em conversas com outro loteador irregular da região, os alvos planejaram atos coordenados de violência, chegando inclusive a cogitar o sequestro e a morte de fiscais municipais de Ibiporã e um atentado contra o Fórum local (disparos de arma de fogo contra o transformador de energia do edifício, possivelmente com a finalidade de sabotar a realização de uma audiência pública sobre os loteamentos ilegais).

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Bloqueio de valores – As medidas judiciais foram deferidas pelo Juízo das Garantias e pelo Juízo Criminal de Ibiporã. Além das prisões preventivas, o Judiciário determinou o levantamento da inviolabilidade profissional e dos instrumentos de trabalho da advogada investigada. Foi ainda determinado o bloqueio de quaisquer valores depositados em contas bancárias relacionadas ao empreendimento irregular Recanto Água Bonita, bem como de investimentos e aplicações dos investigados e de suas empresas, além do sequestro de bens móveis e imóveis até o montante atualizado de R$ 3,5 milhões – o valor é o produto direto auferido com o esquema criminoso e visa assegurar o ressarcimento dos danos causados às 62 famílias lesadas, bem como a satisfação de multas e custas processuais.

Matéria anterior:

08/01/2026 – MPPR cumpre mandados de busca e apreensão em operação que investiga diversos crimes ligados a loteamento irregular em Ibiporã

Coletiva de imprensa
Às 9h30, na sede do Gaeco de Londrina (Rua Capitão Pedro Rufino, 605 – Jardim Europa), os responsáveis pela operação estarão disponíveis para atendimento à imprensa.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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