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Novo recorde: exportações do agronegócio mineiro atingem US$ 19,8 bilhões em 2025 e superam a mineração

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Agro mineiro fecha 2025 com desempenho histórico

As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram US$ 19,8 bilhões em 2025, um recorde desde o início da série histórica em 1997. O valor representa crescimento de 15,5% em relação ao ano anterior, consolidando o setor como principal motor das exportações mineiras, com 43,5% da pauta total do estado.

Apesar do aumento na receita, o volume exportado caiu cerca de 5%, totalizando 16,2 milhões de toneladas embarcadas. O desempenho confirma a resiliência e força do agronegócio mineiro, que superou a mineração em faturamento e se manteve firme mesmo em meio a desafios no comércio internacional.

Minas se destaca entre os maiores exportadores do país

De acordo com o secretário adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Ricardo Albanez, o resultado reafirma o papel estratégico do agronegócio para a economia mineira e nacional.

“Minas foi o estado que mais cresceu em vendas externas do setor entre os principais exportadores, mesmo enfrentando adversidades e barreiras tarifárias. Ficamos em terceiro lugar no ranking nacional de exportações agropecuárias”, destacou Albanez.

Diversificação e novos mercados fortalecem o agro mineiro

O agronegócio mineiro exportou 650 produtos diferentes para 178 países, demonstrando ampla diversificação. Entre os principais destinos estão China (US$ 4,6 bilhões), Estados Unidos (US$ 1,9 bilhão), Alemanha (US$ 1,8 bilhão), Itália e Japão (US$ 1 bilhão cada).

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Segundo Albanez, o estado também avançou na exportação de produtos típicos, como mel, queijos e doce de leite, ampliando a presença de Minas em nichos de maior valor agregado.

“Além dos grandes produtos tradicionais como café, soja, carnes, florestais e sucroalcooleiros, registramos crescimento expressivo em segmentos artesanais e de identidade regional”, reforçou o secretário.

Café mantém liderança e impulsiona recorde histórico

O café, principal produto do agronegócio mineiro, foi o grande responsável pelo recorde. Em 2025, o setor registrou US$ 11,4 bilhões em exportações, equivalentes a 57,2% do total do agro mineiro.

O volume embarcado chegou a 27,4 milhões de sacas, impulsionado pela redução dos estoques mundiais e pela valorização dos cafés especiais, que elevaram as cotações internacionais.

Soja enfrenta leve retração, mas mantém relevância

O complexo soja (grão, farelo e óleo) registrou queda de 9,8% na receita e 1,2% no volume, totalizando US$ 2 bilhões e 4,7 milhões de toneladas exportadas. Apesar da retração, o setor manteve papel importante na balança comercial mineira.

Complexo sucroalcooleiro tem queda, mas segue estratégico

As exportações do complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol) diminuíram 20% em relação a 2024, somando US$ 2 bilhões e 4 milhões de toneladas embarcadas. O resultado foi impactado pela volatilidade nos preços internacionais, mas o setor continua relevante para a economia do estado.

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Carnes batem recorde e reforçam presença internacional

O segmento de carnes (bovina, suína e de frango) registrou o maior valor exportado da história, com US$ 1,85 bilhão em receita e 513 mil toneladas embarcadas. O resultado marca o melhor desempenho já obtido pelo setor em Minas Gerais.

Produtos típicos ganham espaço no mercado global

Os derivados lácteos mineiros ganharam destaque em 2025. Os queijos alcançaram US$ 10 milhões em exportações, enquanto o doce de leite surpreendeu com US$ 838 milhões em receita, consolidando a liderança nacional de Minas nesses segmentos.

Além do crescimento financeiro, os resultados representam uma reconfiguração qualitativa da imagem do estado no comércio internacional, com produtos que reforçam sua identidade cultural e tradição artesanal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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