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Agro

Produtores apostam em cultivares resistentes para recuperar a produção de kiwi no Rio Grande do Sul

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Recuperação do kiwi após perdas causadas por fungo

A cultura do kiwi vem enfrentando um processo de recuperação na região administrativa de Caxias do Sul, especialmente no município de Farroupilha, após fortes impactos causados pelo fungo Ceratocystis fimbriata. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o patógeno dizimou parte significativa das áreas produtoras, comprometendo a atividade nos últimos anos.

Segundo o levantamento, o Ceratocystis fimbriata tem sido o principal fator limitante para o desenvolvimento da fruticultura na região. O fungo afeta diretamente o vigor das plantas e reduz a produtividade, o que levou muitos produtores a abandonarem a cultura em períodos anteriores.

Cultivares tolerantes e manejo adequado impulsionam nova fase da cultura

Apesar das dificuldades, o cenário atual é mais promissor. A Emater/RS-Ascar destaca que, com o uso de cultivares mais tolerantes e o manejo sanitário adequado, tem sido possível obter frutos de qualidade e retomar gradualmente a produção.

O trabalho integrado entre instituições de pesquisa, órgãos públicos, empresas privadas e técnicos da Emater/RS-Ascar tem sido essencial nesse processo, incentivando os produtores a apostarem novamente na cultura do kiwi.

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Esses esforços têm resultado na introdução de materiais genéticos mais adaptados às condições locais, o que aumenta a resistência das plantas e reduz os impactos de doenças. O manejo sanitário, que inclui práticas como o controle de umidade e a eliminação de plantas infectadas, tem sido determinante para evitar novos surtos do fungo.

Kiwi se consolida como alternativa de renda e diversificação

Além do foco na recuperação, o cultivo do kiwi também é visto como uma importante alternativa de diversificação e geração de renda para agricultores familiares da Serra Gaúcha.

A Emater/RS-Ascar reforça que a atividade contribui para o fortalecimento da fruticultura regional e para a sustentabilidade econômica das propriedades, ampliando as oportunidades de mercado e agregando valor à produção local.

Com o apoio técnico e o uso de tecnologias mais avançadas, o setor aposta em uma nova fase de crescimento, buscando consolidar novamente o kiwi como uma fruta símbolo da diversificação agrícola no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Trigo no Paraná: El Niño acende alerta para safra 2026 apesar de lavouras em boas condições

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O avanço do fenômeno El Niño tem aumentado a preocupação dos produtores de trigo no Paraná, mesmo diante de um cenário favorável para o desenvolvimento das lavouras. O estado já semeou 84% dos 722 mil hectares previstos para a safra 2026, e as condições climáticas atuais seguem beneficiando a cultura. No entanto, especialistas alertam que o comportamento do clima nos próximos meses será decisivo para a consolidação da produção estimada.

De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a área destinada ao trigo neste ciclo representa pouco mais da metade dos 1,39 milhão de hectares cultivados em 2023, evidenciando uma redução significativa no espaço dedicado ao cereal.

Apesar da retração na área plantada, a expectativa de produtividade permanece dentro da normalidade. Com isso, a projeção de colheita segue mantida em 2,4 milhões de toneladas para a safra 2026.

Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

Segundo o levantamento do Deral, a umidade do solo continua adequada em todas as regiões produtoras do estado. A combinação entre períodos de chuva e dias ensolarados tem contribuído para o bom estabelecimento das plantas e para o desenvolvimento das áreas recentemente semeadas.

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Esse cenário permite que os produtores mantenham o otimismo em relação ao potencial produtivo da safra. Entretanto, a manutenção desse quadro dependerá das condições climáticas ao longo do inverno e da ausência de eventos extremos, como geadas severas ou excesso de precipitações.

El Niño pode comprometer qualidade do trigo

Embora o fenômeno El Niño já esteja confirmado, o mercado acompanha com atenção a possibilidade de que ele alcance intensidade forte ou muito forte nos próximos meses. Caso esse cenário se concretize, a Região Sul poderá registrar volumes de chuva acima da média histórica, especialmente durante o período de maturação e colheita das lavouras.

O principal receio dos produtores está relacionado à perda de qualidade dos grãos. Chuvas excessivas podem reduzir os padrões exigidos pela indústria moageira, comprometendo características importantes para a fabricação de farinha e derivados.

Em um momento de redução da área cultivada, qualquer impacto climático pode trazer consequências ainda mais relevantes para a cadeia produtiva. Além das perdas na qualidade, o excesso de umidade pode dificultar as operações de colheita e elevar os custos de produção.

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Déficit de oferta segue como desafio para o estado

Outro fator que mantém o setor em alerta é o déficit estrutural entre produção e consumo no Paraná. Mesmo com a previsão de colheita de 2,4 milhões de toneladas, a oferta estadual permanece abaixo da demanda da indústria de moagem.

Atualmente, os moinhos paranaenses necessitam de aproximadamente 3,9 milhões de toneladas de trigo por ano, o que representa uma diferença de cerca de 1,5 milhão de toneladas em relação à produção projetada para a safra 2026.

Caso ocorram perdas provocadas por condições climáticas adversas, a necessidade de importação ou aquisição de trigo de outras regiões poderá aumentar ainda mais. Nesse contexto, a evolução do El Niño será um dos principais fatores acompanhados pelo mercado nos próximos meses, com reflexos diretos sobre a disponibilidade, a qualidade e os preços do cereal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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