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Agro

Missão de Fiji ao Brasil consolida cooperação em pecuária tropical

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Quatro técnicos do Ministério da Agricultura e Recursos Hídricos de Fiji realizaram, entre 27 de agosto e 2 de setembro, missão ao Brasil com foco na pecuária de corte. A visita foi organizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da adida agrícola do Brasil na Austrália, Daniela Aviani, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e teve como objetivo conhecer práticas brasileiras em sistemas de produção adaptados ao clima tropical.

A delegação, liderada por Avinesh Dayal, diretor de Saúde e Produção Animal, incluiu especialistas em melhoramento genético, nutrição, extensão rural e cadeias de valor da carne bovina. O grupo participou da Expointer, em Porto Alegre (RS), visitou propriedades rurais, frigoríficos e instituições de pesquisa, e manteve reuniões técnicas na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS).

O foco da agenda foi a troca de experiências sobre nutrição animal, manejo de pastagens, raças bovinas brasileiras, tipificação e qualidade de carcaças, rastreabilidade, vigilância sanitária, bem-estar animal e modelos de assistência técnica e extensão rural. As discussões buscaram identificar soluções que possam ser aplicadas em Fiji, onde o governo pretende
ampliar a produção de proteína animal.

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Fiji, país insular da Oceania com 928 mil habitantes, importou pouco mais de US$ 548 mil em produtos agropecuários brasileiros em 2024, com destaque para café, cereais, farinhas e preparações. O estreitamento da cooperação técnica em pecuária complementa as relações comerciais já existentes e pode abrir caminho para maior diversificação da pauta bilateral.

Ao final da missão, Brasil e Fiji definiram como próximos passos a realização de ações de capacitação e intercâmbio de especialistas. A proposta é que a próxima etapa ocorra em Fiji, com a participação de técnicos brasileiros em áreas prioritárias como nutrição, melhoramento genético e inspeção sanitária.

A iniciativa contou ainda com apoio da Superintendência do Mapa no Rio Grande do Sul (SFA-RS) e da Embrapa, que já coopera com Fiji em projetos de intercâmbio de germoplasma de mandioca e abacaxi. A experiência reforça a cooperação Sul-Sul e amplia o papel do Brasil como referência em pecuária tropical.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agro

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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