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Forças de segurança solucionam primeiro crime no Litoral com apoio do Olho Vivo

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Poucos dias após o início da operação das câmeras do Olho Vivo Paraná no Litoral do Estado, a tecnologia já contribuiu diretamente para a elucidação do primeiro crime na região. Um caso de estelionato ocorrido em Matinhos foi solucionado no mesmo dia graças ao uso das câmeras inteligentes e das ferramentas de monitoramento e cruzamento de dados do sistema, resultando na prisão em flagrante do suspeito em Curitiba.

O crime aconteceu no fim de dezembro, durante uma manhã, nas proximidades do ferry boat, entre Guaratuba e Matinhos. Uma mulher abordou uma viatura da Polícia Militar relatando que havia sido vítima de um golpe. Segundo o relato, um casal ofereceu a venda de um produto, distraiu a vítima e fugiu levando o seu cartão bancário e a senha.

Com as informações iniciais repassadas pela vítima, equipes da Polícia Militar iniciaram imediatamente a busca pelos suspeitos. Horas depois, após os criminosos tentarem utilizar o cartão roubado em um posto de gasolina de Paranaguá, o casal e o carro que eles utilizavam foi identificado por câmeras do estabelecimento.

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Com estas informações, os policiais conseguiram refazer o trajeto do veículo até o local do crime, assim como mapear os próximos deslocamento deles, acompanhando o trajeto do automóvel até Curitiba. Com a integração entre o Olho Vivo e o trabalho de inteligência das polícias Militar e Civil, o suspeito foi localizado no mesmo dia na Capital e levado pelos policiais de volta à Matinhos, onde a prisão foi efetuada em flagrante.

Durante a abordagem, os agentes de segurança constataram que o homem já havia aplicado outros golpes semelhantes. Com ele, foram encontrados outros cartões bancários, possivelmente de outras vítimas.

Na avaliação dos agentes envolvidos, embora a câmera do posto de combustíveis e dados de tentativas de operações bancárias com o cartão tenham auxiliado na identificação inicial dos criminosos e do veículo, foi o uso do sistema Olho Vivo Paraná pelos policiais que permitiu o acompanhamento contínuo do deslocamento e a consolidação das informações necessárias para a rápida resolução do crime.

Além desse primeiro caso solucionado no Litoral, o sistema tem se mostrado útil no apoio a outras ações policiais, como uma prisão por tráfico de drogas em Pontal do Paraná, o cumprimento de mandados de prisão em aberto e ocorrências de violência doméstica. A tecnologia também tem sido usada para descartar suspeitas, direcionar investigações e definir estratégias de monitoramento em tempo real, sobretudo em um período em que os municípios litorâneos estão lotados devido à alta temporada de verão.

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Foto: Sesp

TECNOLOGIA DE PONTA – Com investimento de R$ 400 milhões, a ampliação do Olho Vivo Paraná representa um salto na capacidade de investigação e combate ao crime no Estado. O sistema permite o cruzamento de dados em tempo real, emissão automática de alertas e identificação mais rápida de suspeitos, veículos furtados ou roubados e pessoas desaparecidas.

O programa é coordenado de forma integrada pela Secretaria da Segurança Pública, Secretaria das Cidades e pela Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados, com arquitetura tecnológica desenvolvida para operar em larga escala e em conformidade com a Lei Geral de Proteção aos Dados Pessoais (LGPD).

Segundo o secretário das Cidades, Guto Silva, que participou da elaboração da nova etapa do Olho Vivo, o programa entra em uma nova etapa, em um novo modelo de investigação assistida. Nele, as câmeras deixam de depender exclusivamente do monitoramento humano, além de permitir a pesquisa características específicas de pessoas e veículos, rastrear rotas, consolidar informações de diversos pontos e emitir alertas automáticos às forças de segurança.

“Esse modelo não apenas reconhece placas e rostos, mas identifica comportamentos fora da normalidade, permitindo que as forças policiais ajam antes que o crime aconteça”, comentou.

Ao longo dos próximos meses, o Estado instalará 1.500 novas câmeras inteligentes, com entregas mensais de cerca de 300 unidades. O plano completo prevê a expansão para 26.500 câmeras nos próximos anos, sendo 20 mil adquiridas pelos municípios com recursos estaduais e outras 5 mil já em operação pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Com isso, o Paraná se tornará o estado com o maior e mais avançado sistema de videomonitoramento por inteligência artificial do País.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, a tecnologia não substitui o trabalho dos agentes, mas expande significativamente a capacidade de monitoramento. Ele também enfatizou que a integração da rede estadual e municipais é um diferencial do Paraná. “A IA vem para somar ao agilizar o cercamento digital, mas o policial continua sendo fundamental”, defendeu.

Fonte: Governo PR

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IAT prorroga por mais 40 dias proibição para pesca e uso da água na Represa do Capivari

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O Instituto Água e Terra (IAT) prorrogou por mais 40 dias os efeitos da Portaria nº 323/2026  que proibiu temporariamente a pesca, o consumo de pescado e o uso da água da Represa do Capivari para atividades recreativas, como banho e natação. A medida é em decorrência de um acidente ambiental ocorrido em 26 de abril na BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

A restrição vale até o dia 12 de julho, podendo ser prorrogada se houver necessidade, para todas as modalidades de pesca, incluindo profissional, amadora e de subsistência. O texto também veda o uso da água para dessedentação (saciar a sede) de animais e outras finalidades que possam representar risco à saúde, em um raio de dois quilômetros do local do acidente.

A decisão foi tomada de modo preventivo após o derramamento de tintas, vernizes e solventes classificados pela Organização das Nações Unidas como substâncias com potencial de contaminação do corpo hídrico e da biota aquática.

Segundo a portaria, há risco de presença de hidrocarbonetos, compostos orgânicos voláteis (VOCs), BTEX e metais pesados na água e nos organismos aquáticos. A dispersão desses compostos no ambiente pode representar ameaça à saúde pública por meio do consumo de pescado contaminado.

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ACIDENTE – O acidente ocorreu após um caminhão sair da pista e cair na Represa do Capivari, no km 42 da BR-116, durante forte chuva. O veículo transportava carga de tintas e solventes. Parte do material atingiu o barranco e as águas da represa. Duas pessoas morreram.

Equipes do Corpo de Bombeiros do Paraná (CBMPR), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e órgãos ambientais atuaram no atendimento da ocorrência e nas ações de contenção ambiental logo após o acidente.

De acordo com o IAT, a medida segue os princípios da prevenção e da precaução previstos na Política Nacional do Meio Ambiente, além de resguardar a integridade dos ecossistemas aquáticos até a conclusão das análises laboratoriais da qualidade da água.

O descumprimento da portaria poderá resultar em sanções previstas na legislação ambiental vigente, incluindo penalidades administrativas e criminais.

Fonte: Governo PR

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