Agro
Centro-Oeste lidera ranking nacional de busca por terras rurais em 2025
Centro-Oeste domina interesse por áreas rurais no Brasil
A região Centro-Oeste se destacou em 2025 como o principal polo de interesse para investidores do mercado de terras rurais. De acordo com um levantamento da plataforma Chãozão, especializada na venda de imóveis rurais, dez das 20 cidades brasileiras mais buscadas por quem deseja investir no campo estão localizadas nessa região.
O estudo foi baseado no Índice Chãozão Valor do Hectare (ICVH), que calcula o preço médio do hectare nas principais praças do agronegócio.
Cocalinho (MT) e Poxoréu (MT) lideram ranking nacional
No topo da lista aparece Cocalinho (MT), onde o hectare custa, em média, R$ 15.247,19. Em segundo lugar está Paranatinga (MT), com valor médio de R$ 28.327,52 por hectare. Fechando o pódio, Tatuí (SP) ocupa a terceira colocação, com preço médio de R$ 176.045,16 por hectare — o maior entre os três primeiros colocados.
Segundo a CEO do Chãozão, Geórgia Oliveira, o resultado reflete a força produtiva da região.
“Especialmente em estados como Mato Grosso e Goiás, o Centro-Oeste concentra grande parte das áreas mais produtivas do país voltadas à lavoura e à pecuária, segmentos que apresentaram forte demanda ao longo do ano”, destaca.
Lavoura representa maior fatia das buscas
O levantamento também revelou o perfil das terras mais procuradas em 2025. Áreas com aptidão agrícola representaram 36% das buscas, enquanto propriedades destinadas à pecuária somaram 32%.
Esse comportamento, segundo Oliveira, evidencia o interesse crescente de investidores em áreas de produção intensiva, com foco na expansão da fronteira agrícola e na integração entre lavoura e pecuária.
Mato Grosso e Goiás puxam crescimento
Por estado, o Mato Grosso se destacou com seis municípios no ranking, seguido por Goiás, que teve quatro cidades entre as mais procuradas. São Paulo, principal destaque da região Sudeste, registrou cinco municípios na lista.
Outros estados como Minas Gerais, Tocantins e Pará também aparecem no levantamento, reforçando a diversificação regional do interesse por propriedades rurais no país.
Diversidade regional impulsiona potencial do agro brasileiro
Para a CEO do Chãozão, a variedade de regiões representadas demonstra a amplitude e o potencial produtivo do território nacional.
“Chama a atenção a diversidade de regiões nas primeiras posições do ranking, cada uma com vocações específicas — da pecuária extensiva à agricultura de alta performance. Essa pluralidade é um indicativo de que, em 2026, o Brasil pode fortalecer ainda mais sua posição como potência única no agronegócio”, afirma Oliveira.
Confira a lista completa:

Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%
O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.
Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.
Compradores aguardam maior oferta da safrinha
Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.
A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.
Clima segue no radar dos agentes do mercado
As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.
O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.
Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.
Relatório do USDA influencia expectativas globais
No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.
A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.
Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam
Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.
A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.
Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:
- Alta de 57,9% na receita média diária;
- Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
- Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.
O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.
Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.
Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:
- Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
- Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
- Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
- Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
- Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
- Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
- Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.
A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.
Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses
O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.
Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.
Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.
Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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