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Agro

Nova Aliança investirá R$ 10 milhões em modernização, enoturismo e expansão agrícola em 2026

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Após um 2025 marcado por modernização, ampliação de vinhedos e reconhecimento internacional, a Vinícola Cooperativa Nova Aliança anuncia um novo plano de investimentos de R$ 10 milhões para 2026. O foco será a expansão da produção, fortalecimento do enoturismo e geração de renda para mais de 600 famílias cooperadas que integram o projeto em 15 municípios da Serra Gaúcha.

Segundo o CEO Heleno Facchin, o objetivo é consolidar um ciclo iniciado em 2023, garantindo que a cooperativa continue crescendo com qualidade, tecnologia e sustentabilidade.

Modernização e enoturismo receberão maior parte dos aportes

Do total a ser investido, R$ 4 milhões serão destinados ao complexo de enoturismo em Flores da Cunha, que ganha cada vez mais destaque como destino de experiências autênticas na Serra Gaúcha.

Outros investimentos contemplam a atualização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha, voltados à eficiência energética, segurança industrial e estabilidade dos produtos.

Esses aportes dão continuidade aos R$ 6 milhões investidos em 2025, que modernizaram processos, ampliaram a capacidade produtiva e reforçaram a qualidade dos vinhos e espumantes.

Expansão agrícola reforça base produtiva

No campo, a Nova Aliança segue fortalecendo sua base agrícola. A safra de 2026 deve ultrapassar 40 milhões de quilos de uvas, com 1 milhão de quilos provenientes de cultivos orgânicos.

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Na Campanha Gaúcha, a Fazenda Santa Colina, em Santana do Livramento, receberá novos investimentos e deve alcançar 60 hectares de área plantada, com planos de dobrar esse número nos próximos dez anos. A meta é consolidar a região como polo estratégico para vinhos finos e espumantes.

Inovações e novos produtos impulsionam crescimento

Em 2025, a cooperativa destinou R$ 500 mil para o desenvolvimento de vinhos desalcoolizados, categoria em expansão que chegará ao mercado em 2026. Também foi concluída a importação de prensas contínuas, com investimento de R$ 3,5 milhões, além da modernização das linhas de envase em Tetra Pak.

A cooperativa mantém três unidades industriais: Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento. A matriz responde por 49% da produção total, com foco em sucos de uva (90%) e vinhos (10%). Farroupilha concentra outros 49%, e Santana do Livramento, responsável por 100% dos vinhos finos e espumantes, representa 2% da produção.

Com 96 anos de história, a Nova Aliança é reconhecida como a vinícola cooperativa mais antiga do Brasil e a maior produtora mundial de suco de uva orgânico.

Reconhecimento nacional e internacional consolida 2025 como ano histórico

Os resultados de 2025 confirmam o sucesso da estratégia de inovação e investimento. A Nova Aliança foi eleita Vinícola Destaque do Ano pela ABS-RS e acumulou prêmios em competições nacionais e internacionais.

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Entre os destaques:

  • Santa Colina Prosecco: Melhor Prosecco das Américas no Decanter World Wine Awards (Londres) e no Vinalies (França);
  • NOVA Brut Champenoise: recebeu o raro Grande Ouro no Concurso do Espumante Brasileiro;
  • NOVA 150 Anos: medalha de ouro na mesma competição;
  • Catad’Or World Wine Awards 2025 (Chile): quatro medalhas de ouro e o prêmio de Melhor Espumante da América Latina para o Aliança Moscatel Rosé (Catad’Or 2024).

Essas conquistas refletem o fortalecimento técnico e comercial da cooperativa, ampliando sua presença em mercados estratégicos e elevando o valor agregado de seus produtos.

Crescimento sustentável e compromisso com a comunidade

Além dos investimentos corporativos, os próprios cooperados têm contribuído com melhorias em suas propriedades, reforçando a sustentabilidade econômica e social do modelo cooperativo.

A combinação entre modernização industrial, expansão agrícola e valorização das famílias produtoras consolida a Nova Aliança como uma referência em desenvolvimento regional e inovação no setor vitivinícola.

Com uma base sólida e foco em qualidade, a cooperativa entra em 2026 preparada para um novo ciclo de crescimento e fortalecimento da marca no cenário nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

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O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

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Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

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Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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