Agro
Mercado reduz projeção de inflação para 4,32% em 2025 e mantém expectativa de crescimento do PIB em 2,26%
O mercado financeiro projeta que a inflação brasileira encerrará 2025 em 4,32%, índice inferior ao teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. As informações constam no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (29), em Brasília.
A meta de inflação para 2025 foi fixada em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o índice projetado pelo mercado está dentro dos limites estabelecidos.
Inflação acumula 4,46% em 12 meses
Em novembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — considerado a inflação oficial do país — apresentou alta de 0,18%, impulsionada principalmente pelo aumento das passagens aéreas. No mês anterior, a variação havia sido de apenas 0,09%.
Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,46%, permanecendo dentro da meta definida pelo CMN.
O boletim também mostra que as previsões de inflação foram reduzidas pela sétima semana consecutiva, passando de 4,43% há um mês para 4,32% nesta semana.
Taxa Selic permanece em 15% ao ano
O relatório do Banco Central não trouxe projeções para a taxa básica de juros (Selic), uma vez que, por se tratar do último boletim do ano, os números já estão consolidados.
Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006, quando atingia 15,25% ao ano.
Após ter sido reduzida a 10,5% em maio de 2024, a taxa voltou a subir em setembro do mesmo ano e alcançou os 15% ao ano em junho de 2025, permanecendo neste nível desde então.
Expectativas para os próximos anos
As projeções do mercado indicam que a inflação deve continuar em trajetória de queda nos próximos anos.
Para 2026, o IPCA é estimado em 4,05%, enquanto para 2027 a previsão é de 3,8%.
Dólar deve encerrar 2025 em R$ 5,44
Com relação ao câmbio, o mercado financeiro projeta que o dólar feche 2025 cotado a R$ 5,44, uma leve alta em relação à previsão da semana anterior (R$ 5,43).
Há quatro semanas, a expectativa era de R$ 5,40, o que demonstra uma estabilidade nas estimativas cambiais.
PIB mantém expectativa de crescimento de 2,26%
As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) permanecem inalteradas, com crescimento estimado de 2,26% em 2025.
Para 2026 e 2027, o mercado mantém a expectativa de expansão de 1,8% ao ano.
O desempenho econômico do país tem sido impulsionado, segundo o Boletim Focus, pelas expansões dos setores de serviços e indústria observadas ao longo de 2024.
No segundo trimestre, o PIB cresceu 0,4%, e o ano de 2024 deve encerrar com alta de 3,4%, configurando o quarto ano consecutivo de crescimento — o maior desde 2021, quando o avanço foi de 4,8%.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Desenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar
Produtores rurais têm até o próximo dia 20 de dezembro para regularizar débitos do Pronaf e fundos constitucionais sob as regras do Desenrola Rural. Com o semestre final se aproximando, especialistas alertam que a demora na busca pela agência bancária pode significar a perda de condições especiais de parcelamento e descontos de até 96%.
A medida, que visa dar fôlego financeiro aos produtores em um cenário de custos elevados e impacto climático na safra, é uma tentativa de estancar a inadimplência no setor, que já ultrapassa a marca de 8%, segundo dados da Serasa Experian. O programa foca na regularização de débitos de pequenos produtores, permitindo descontos que chegam a 96% sobre encargos e prazos de até 10 anos para o pagamento.
O benefício não é universal. A regra vale exclusivamente para contratos de crédito rural firmados entre 2012 e 2022, especificamente nas operações do Pronaf e nos financiamentos via Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE). O enquadramento ignora o tamanho da propriedade, focando estritamente na natureza da dívida. Ao formalizar a adesão, o produtor tem o nome retirado dos cadastros de restrição ao crédito, o que devolve a capacidade de tomar novos financiamentos para a safra — peça-chave para a sobrevivência da atividade agrícola.
O principal gargalo para o sucesso do programa está na ponta do atendimento bancário. Especialistas em Direito Agrário alertam que instituições financeiras costumam ignorar a política pública para oferecer “pacotes internos” de renegociação, que frequentemente carecem das vantagens garantidas pelo programa federal.
A recomendação para o produtor ir à agência bancaria munido dos contratos e exigir, expressamente, a aplicação das regras do Desenrola Rural. Aceitar soluções genéricas oferecidas pelo banco sem comparar com as condições federais é um erro que pode custar a rentabilidade da propriedade e o acesso ao crédito no longo prazo.
O Desenrola Rural, contudo, ignora o médio e o grande produtor, que também sofrem com a crise de rentabilidade do setor. Sem uma política pública universal, esse perfil de produtor depende da aplicação rigorosa do Manual de Crédito Rural (MCR) para a reestruturação de suas dívidas. Na prática, a falta de flexibilidade voluntária dos bancos tem forçado esses produtores a buscar o Poder Judiciário para garantir o direito de repactuar débitos sem colocar em risco a viabilidade do negócio.
Guia prático
Para garantir o direito à renegociação sob as regras do Desenrola Rural e evitar as armadilhas dos “pacotes genéricos” dos bancos, a preparação documental é o passo mais estratégico. O produtor deve encarar a ida à agência não como um pedido de favor, mas como uma formalização de direito garantido pelo programa federal.
Antes de comparecer à agência, o produtor deve organizar um dossiê completo. A falta de um único documento pode ser usada como justificativa pelo gerente para negar o enquadramento ou direcionar o cliente para outras linhas de crédito com juros mais altos.
Documentação essencial
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Identificação Pessoal: RG e CPF (ou CNH) atualizados do titular do crédito.
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Comprovação da Propriedade: Matrícula atualizada do imóvel rural, além do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e a última declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). Esses documentos atestam a regularidade da área e são fundamentais para o histórico de crédito junto à instituição.
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Cédula de Crédito Rural ou Contrato: Este é o documento central. É ele que prova a origem da dívida (se Pronaf ou Fundos Constitucionais como FCO, FNO ou FNE) e o período de contratação (entre 2012 e 2022). Caso o documento original tenha sido extraviado, o produtor deve solicitar formalmente uma cópia autenticada ou declaração detalhada à própria agência antes da data da renegociação.
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Extrato atualizado da dívida: Levar o demonstrativo do débito facilita a identificação imediata da operação na tela do gerente e evita divergências de valores na simulação do acordo.
Postura no atendimento
O advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário, reforça que a documentação serve como escudo contra ofertas pouco vantajosas.
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Exija o enquadramento: Ao apresentar os documentos, o produtor deve solicitar expressamente a aplicação das condições do Desenrola Rural. Se o gerente informar que “o sistema não libera”, o produtor deve pedir uma justificativa por escrito ou o número de protocolo do atendimento.
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Não assine sem conferir: É comum que instituições ofereçam renegociações internas, que raramente trazem os descontos de até 96% previstos pelo programa federal. O produtor deve recusar qualquer proposta comercial que não apresente as condições estabelecidas pela norma do governo.
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Formalize a recusa: Caso a agência insista em ignorar o programa, o produtor tem o direito de registrar uma reclamação no Banco Central, munido do protocolo de atendimento negado.
A organização prévia destes documentos é o que define se a renegociação será uma solução eficiente para o fluxo de caixa da propriedade ou apenas uma postergação de um problema financeiro. O prazo final para essa regularização é 20 de dezembro de 2026.
Fonte: Pensar Agro
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